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Tiago Zorro

11 artigos · último

Liga 3

Uma dura luta pela subida | Belenenses 3-2 Varzim

Chegada a fase de Apuramento de Campeão, que valerá a três de oito clubes o regresso às ligas profissionais, Belenenses e Varzim partiram para este desafio com a certeza de que qualquer resultado que não a vitória poderia constituir um obstáculo cada vez maior ao sonho da subida à Segunda Liga. Dessa forma, uma e outra equipa, ao longo de mais de 90 minutos, procuraram transcender-se, tanto numa perspetiva tática como técnica, para conquistar os três pontos da sexta jornada da fase de Apuramento de Campeão da Liga 3. O 3-2 a favor dos azuis do Restelo, conseguido nos instantes finais do encontro, refletiu a qualidade do espetáculo, a ânsia de vencer a partida e, sobretudo, a grande imagem de marca deste campeonato: o equilíbrio. Belenenses e Varzim ocupam agora a segunda e sexta posições, à condição, com 11 e seis pontos, respetivamente. A criação da Liga 3, na época 2021/2022, é amplamente reconhecida como uma das melhores iniciativas da Federação Portuguesa de Futebol nos últimos anos. Muitos emblemas, outrora caídos no esquecimento, ressurgiram no espaço mediático. Mais do que isso, através da cobertura de diferentes órgãos de comunicação social – em especial, do Canal 11-, o apoio ao clube do bairro, da aldeia ou da vila voltou a ganhar preponderância. Num mundo cada vez mais dominado por agentes desportivos que o utilizam como ferramenta política e económica, a Liga 3, sob o mote “Puro Futebol”, assume um papel que o futebol, na sua génese, deve ter, enquanto promotor de uma identidade regional e unificadora, do espetáculo e do entretenimento. Porém, até mesmo de um ponto de vista mais estratégico e tático, pela homogeneidade qualitativa dos vários intervenientes, os corpos técnicos têm de se transcender. Neste campeonato, todos os detalhes contam. Por esse motivo, os jogadores têm de jogar no limite e exponenciar qualidade técnicas e criativas.

Manuel Brito Henriques · 5 min de leitura
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Liga 3

O poder da tomada de decisão | Belenenses 1-1 Académica

O sol desvanecia à medida que o início do jogo se aproximava. A escuridão e o frio apareciam. Adeptos de Belenenses e Académica não tinham outro remédio senão cantar para aquecer um pouco mais o ambiente e as próprias vozes, e dois gigantes do nosso futebol, outrora mais acordados, prometiam brilho a um Estádio do Restelo que, por si só, já é espetacular. Vivia-se ambiente de clássico no jogo grande da jornada 13 da Liga 3. O empate a uma bola garantiu à Académica subir à terceira posição, aproveitando a derrota do Caldas frente ao 1.º Dezembro, ainda que ficando com apenas mais um ponto do que o Amora, que está, para já, fora de zona de qualificação para o grupo de promoção. O Belenenses sabia que se iria manter no primeiro lugar, praticamente qualificado para a disputa por uma vaga na Segunda Liga, embora tenha visto a vantagem para o Mafra ser reduzida a três pontos. Uma vez mais, tal como já referi em várias crónicas de jogos da Liga 3, a partida foi decidida nos detalhes. Este é um campeonato recheado de emoção e, quando os intervenientes são dois clubes com um passado tão glorioso no futebol português, podemos esperar que tudo aconteça. Como referido pelo mister António Barbosa, este pode até não ter sido um dos jogos mais empolgantes para o adepto-comum. De facto, não o foi. Mas, num futebol cada vez mais evoluído, apoiado por tantas ferramentas de observação, é complicado equipas com qualidade individual tão idênticas sobressaírem. Surge aí a necessidade da criatividade do jogador, cuja tomada de decisão é tão fundamental para desbloquear e fazer mexer as estruturas adversárias e, consequentemente, o marcador.

Manuel Brito Henriques · 9 min de leitura
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Liga 3

Uma rivalidade com 80 páginas | Atlético 1-2 Belenenses

O Belenenses deslocou-se à Tapadinha, em jogo relativo à 11ª jornada da Liga 3, e venceu o Atlético por 2-1. Apesar do golo de Joãozinho logo à passagem do terceiro minuto de jogo, dando vantagem à equipa da casa, Afonso Valente e Afonso Pinto consumaram a reviravolta no marcador. Atlético e Belenenses reencontraram-se no domingo, pelas 11 horas da manhã, para escreverem mais um capítulo numa história com já 80 páginas. O futebol, o mundo, os próprios bairros e gentes que ambos os clubes representam não são decerto os mesmos que viveram o início de uma intensa rivalidade, lá no ano de 1942, que terminou com um avolumado 7-1 para a formação do Restelo no mítico Campo das Salésias. Mas a emoção, o futebol puro e a disputa entre os clubes permanecem intocáveis.

Manuel Brito Henriques · 6 min de leitura
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Liga 3

A união fez a força | Belenenses 0-2 União de Santarém

O Belenenses recebeu a União de Santarém, em jogo relativo à nona jornada da Liga 3. A turma de Carlos Fernandes deslocou-se ao Restelo para arrancar uma vitória tremenda e surpreendente por 2-0, com bis de Tomás Castro, deixando os adeptos da casa incrédulos com o desfecho final. Num jogo marcado por um magnífico primeiro golo do camisola 49 da equipa visitante - que, com um toque de calcanhar sublime e intencional, surpreendeu Guilherme Oliveira - o Belenenses não conseguiu dar continuidade a uma entrada forte e autoritária. A ocupação de espaços da equipa de Santarém foi realmente eficaz. Através de um bloco médio-baixo, conseguiu retirar: largura, recorrendo tanto a uma linha de 5 como a uma de 6 elementos, muito pela ajuda dos extremos; profundidade, devido a uma exibição muito completa da tripla de centrais composta por Nuno Reis, Jaime Simões e Pedro Pereira; espaço entrelinhas, com Idrissa Camará e Marco Grilo a controlarem o meio-campo, e com Pedro Pereira, quando necessário, a subir para impedir que David Rebelo recebesse a bola sem marcação. Em momentos de maior aperto, os visitantes contaram ainda com a presença de Nuno Hidalgo, o qual, com um par de defesas, foi também fundamental para a definição do resultado final.

Manuel Brito Henriques · 4 min de leitura
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