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Já deu para a foto | Benfica 2-0 Villareal

Depois do festival de competitividade e empenho no confronto com o Flamengo, ao Benfica interessaria acalmar, primeiro, e mostrar outros argumentos, depois. O Villareal, apesar da grande temporada interna e consequente qualificação da Champions, perspectivava-se como adversário mais abonatório – sobretudo menos histérico e com índices físicos mais reduzidos, fruto do atraso na preparação. Notou-se a diferença e o Benfica surgiu mais assertivo, só mudando uma peça do onze anterior. Marco Silva parece querer resolver prontamente a questão do onze base e montou praticamente a mesma equipa, só preterindo o lesionado Umeh para mostrar o reforço Kamínski. O 4-2-3-1 confirmou-se pleno de ideias, sobretudo sem bola – o bloco sem problemas em subir na pressão e desenvolto na reacção à perda. Em fase atacante, as intenções de grande rotatividade mostraram-se sobretudo do lado direito, com Bah e Rafa a associarem-se constantemente para dar aos encarnados as maiores chances de perigo. Mas, tudo espremido, que deu? Se quem está de férias não se livrou duns valentes bocejos na primeira metade, malditos azarados que tiveram de trabalhar ou que, por uma ou outra razão, tenham dormido mal esta noite. Notavam-se intuitos, mas no cômputo geral, pouco futebol saía; o Villareal estava no relvado por mera obrigação. Era, afinal, o seu primeiro jogo de pré-temporada.

Pedro Cantoneiro · 3 min de leitura
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