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Inglaterra 1-2 Islândia: Venham as piadas com o ‘Brexit’!

Gonçalo Tristão Santos · 2 min

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Cabeçalho Futebol Internacional

A FIGURA

Fonte: The Guardian
Fonte: The Guardian

Ragnar Sigurdsson (Islândia) – Além de se ter apresentado num excelente nível em termos defensivos, o central islandês marcou o golo do empate para a sua seleção somente dois minutos após o tento da Inglaterra. Manteve a Islândia na discussão pelo resultado e pela passagem aos quartos de final, e ainda foi um dos responsáveis pelo facto de os ingleses não terem marcado mais golos nesta partida.

O FORA DE JOGO

Fonte: UEFA
Fonte: UEFA

Roy Hodgson (Inglaterra) – Com ele na liderança, a seleção inglesa não fez uma única exibição de qualidade, acabando por ser eliminada deste Euro’2016 de forma surpreendente e numa fase bastante precoce da competição. Frente à Islândia, voltou a insistir no erro de pedir a Wayne Rooney que viesse muitas vezes buscar a bola aos centrais, deixando-o demasiado longe da baliza, onde ele é realmente útil. Foi sem surpresa que apresentou a demissão do cargo de selecionador no final deste jogo, que ditou a eliminação da Inglaterra.

INGLATERRA

Participação pobre da Inglaterra no Euro'2016 Fonte: Facebook England Footbal Team
Participação pobre da Inglaterra no Euro’2016
Fonte: Facebook England Footbal Team

Foi mais uma exibição muito pouco convincente por parte dos ingleses, aquela a que assistimos esta segunda-feira e que levou à sua eliminação do Campeonato da Europa de França. O conjunto orientado por Roy Hodgson voltou a apresentar uma clara falta de criatividade no seu setor ofensivo, que mostrou muitas dificuldades em conceber verdadeiras ocasiões de golo.

A Inglaterra até começou o encontro da melhor maneira, ao adiantar-se no marcador logo aos quatro minutos, altura em que Rooney converteu com sucesso uma grande penalidade, mas não soube controlar a reação dos islandeses, que em pouco mais de dez minutos já tinham dado a volta ao marcador. Pior que isso só o facto de não ter sequer sido capaz de, com tanto tempo que teve para recuperar da desvantagem, ser grande ameaça ao seu adversário, que, embora tenha jogado muito tempo atrás da linha da bola, acabou por conseguir suster as investidas inglesas sem tantas dificuldades como seria de esperar.

Em suma, esta seleção inglesa, mesmo com um plantel interessante e composto por vários bons jogadores, prova que continua a não ter a qualidade suficiente para brilhar nos grandes palcos.

ISLÂNDIA

Uma das grandes surpresas deste Europeu vai continuar a dar que falar. A Islândia carimbou a passagem aos quartos de final da prova após uma exibição muito positiva diante da Inglaterra. E nem o golo sofrido logo a abrir abalou a confiança dos islandeses, que conseguiram dar a volta numa questão de minutos.

A festa foi da Islândia Fonte: UEFA
A festa foi da Islândia
Fonte: UEFA

Mas esta equipa não se limitou a defender a vantagem. A seleção islandesa atacou sempre que pôde e, na verdade, revelou-se bastante assertiva nas várias vezes em que tentou chegar com perigo à baliza defendida por Joe Hart, baseando o seu jogo em processos simples mas eficazes, que davam sinais de uma grande maturidade competitiva.

A passagem à próxima fase é, por isso, um prémio mais do que justo para aquela que foi a verdadeira equipa – na verdadeira ascensão da palavra – durante este encontro. Nos quartos de final, a Islândia irá ter pela frente a anfitriã França, numa partida que está agendada para o dia 3 de julho.

 

Foto de Capa: UEFA

Gonçalo Tristão Santos

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