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Rússia 1-2 Eslováquia: Hamsik, o super herói com mira nos pés

Pedro Machado · 4 min

Rússia 1-2 Eslováquia: Hamsik, o super herói com mira nos pés

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Cabeçalho Futebol Internacional

A FIGURA

Fonte: UEFA
Fonte: UEFA

Marek Hamsik – Foi um tampão constante, cortando linhas de passe russas. Foi delineador das jogadas mais perigosas da sua equipa, partindo dele alguns passes em profundidade e até alguns rasgos pelo meio-campo russo. Foi voz de comando quando foi preciso juntar as linhas e defender. Foi grito de alvorada quando a ordem era sacudir a pressão inicial russa e atacar. Foi super-herói com mira nos pés, que descobriram Weiss a fugir pelas costas da defesa russa e que colocaram a bola no canto superior direito da baliza russa. Foi Hamsik.

O-FORA-DE-JOGO

Fonte: UEFA
Fonte: UEFA

Vladimir Berezutski – Habitual voz de comando da equipa russa, comprometeu bastante, dando muito espaço nas costas e falhando na missão de levantar o moral da equipa quando ele foi por água abaixo no lance do primeiro golo eslovaco (talvez por ter tido responsabilidades).

Pareceu sempre permissivo e foi como a fonte de marasmo (ilustração cabal disto mesmo aconteceu à passagem do minuto 83, quando, com urgência em atacar e três linhas de passe disponíveis, demorou uma eternidade a soltar a bola) da qual esta equipa bebeu durante largos minutos e que se revelou fatal.

RÚSSIA

Fonte: UEFA
Fonte: UEFA

Slutski prometeu e cumpriu – não alterou o esquema táctico da sua equipa nem os nomes que o compõem e foi a jogo com o mesmo 11 que defrontou a Inglaterra. Os mesmos 11, mas uma atitude diferente. A Rússia entrou bem no jogo, mais abnegada relativamente à primeira jornada, com interessante dinâmica ofensiva, “patrocinada” pelo entrosamento de Shatov (centro) com Smolov e Kokorin (alas), que esteve na génese de situações de perigo como as criadas por Dzyuba (por duas vezes invadiu, sem pedir licença, a área adversária) ou Smolov (esta, a mais flagrante, com a bola a rasar o poste direito da baliza eslovaca).

A Rússia atacava. As estatísticas indicavam 5-2 em remates a favor dos russos… Mas a dinâmica defensiva não correspondia ao ataque e houve desatenções que saíram caras aos russos. No primeiro golo foi dada muita largura nas costas da defesa, no segundo deixaram o melhor jogador adversário sem marcação após um canto, embora os dois lances estejam relacionados, pois foi por via do primeiro que surgiu o segundo – a equipa não conseguiu reagir ao facto de se ver em desvantagem.

Slutski começou a segunda parte com duas alterações, mas nem por isso se notou alguma diferença relativamente ao marasmo com que se encerrara a primeira parte. Perigo? Só mesmo quando se verificou quebra física do adversário é que a Rússia o conseguiu criar, embalada por Shatov, que esteve na origem do primeiro golo – a endireitar uma bola que lhe chegou torta com uma recepção de difícil nível técnico, a combinar com Shirokovo e a procurar o coração da área para o cabeceamento de Glushakov, que fechou a contagem aos 80 minutos. A partir daí, foi notória a vontade russa, mas já era tarde para reagir a um golo que tinha acontecido 50 minutos antes.

Notas aos jogadores:

Akinfeev – 5

Smolnikov – 4

Berezutski – 3

Ignashevich – 3

Schennikov – 4

Golovin – 4

Neustadter – 4

Kokorin – 5

Shatov – 6

Smolov – 5

Dzyuba – 5

Glushakov – 5

Mamaev – 4

Shirokov – 5

ESLOVÁQUIA

Fonte: UEFA
Fonte: UEFA

Não entrou da melhor maneira no encontro, mas, a pouco e pouco, a formação orientada por Kozak foi conseguindo compactar linhas e sair em profundidade, lançando Mak, Weiss, Duda ou, a espaços, Hamsik. Aliás, foi assim que chegou ao primeiro golo. Passe brilhante do médio do Nápoles, desde o meio-campo eslovaco para os pés de Weiss, já instalado na área russa, que tirou dois adversários do caminho antes de atirar, com precisão, para o fundo das redes de Akinfeev.

A partir daqui as coisas ficaram mais fáceis. A Rússia consentiu demasiado o golo e ofereceu muitas bolas até ao final da primeira parte, coisa que a Eslováquia não desperdiçou, nivelando, em termos de domínio de jogo, a primeira parte, mas com maior capacidade de capitalização – Hamsik soltou de marcação, recebeu passe de canto curto, foi à quina da área, apontou a mira para o ângulo superior esquerdo da baliza de Akinfeev e disparou. A bola bateu no poste e entrou. Sublime.

Na entrada para o segundo tempo, a Eslováquia continuou a controlar a partida, mas a partir do último quarto de hora começou a acusar o esforço físico e isso teve um preço. À medida que ia recuando no campo, a Rússia ia acordando e sufocando, chegando mesmo ao golo a dez minutos do fim.

O voluntarismo e a frieza mental entraram em campo. E a Eslováquia, nesse campo, venceu sem margem para dúvida… Como no jogo.

Notas aos jogadores:

Kozacik – 5

Pekarick – 5

Skrtel – 5

Durica –5

Hubocan – 5

Kucka – 6

Pecovsky – 5

Hamsik – 8

Mak – 6

Weiss – 7

Duda – 4

Nemec – 4

Svento – 4

Duris – 4

 

Foto de Capa: UEFA

Artigo revisto por: Manuela Baptista Coelho

Pedro Machado

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