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FC Barcelona 3-0 Manchester United FC: Messi a dobrar e Coutinho a brilhar

Diogo Pires Gonçalves · 4 min

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Os ingleses partiam para a segunda mão dos quartos de final da Liga dos Campeões em desvantagem e cabia-lhes, necessariamente, marcar para poderem discutir a eliminatória e até sonhar com algo mais.

Em relação ao jogo no Teatro de Sonhos, Valverde trocou apenas Nélson Semedo por Sergi Roberto, enquanto Ole Gunnar Solskjær incluiu no onze inicial Phil Jones, Martial e Lingard por troca com Luke Shaw, Diogo Dalot e Lukaku, respetivamente.

A noite prometia surpresas quando os ingleses entraram decididos e práticos na saída para o ataque. Logo no primeiro minuto, McTominay, Pogba e o flanco esquerdo combinaram na perfeição e o campeão do Mundo pela França serviu Rashford, que rematou com força à barra. Este foi o momento chave da partida, ainda que tão permaturo.

Os dados estavam lançados e a equipa da casa ficou em sentido. Somaram-se boas jogadas de entendimento do lado dos ingleses, mas Ter Stegen não voltou a ser incomodado. Por outro lado, os espanhóis impunham o seu jogo de posse de bola como veneno atordoante.

No primeiro lance de perigo, Messi iniciou a jogada, Alba deixou para a finalização de Rakitić, mas o croata foi travado por Fred. Felix Brych ainda apontou para a marca dos 11 metros, mas após consultar o VAR reverteu a decisão inicial. Cinco minutos depois, o golo. Ashley Young demorou a cobrar o livre e em situações sucessivas prendeu a bola em demasia. Frente ao astro argentino arriscava-se a um dissabor e foi isso que aconteceu; Messi recuperou a posse, desfez-se de Fred e rematou rasteiro, forte e colocado para o primeiro da noite.

Mais cinco minutos volvidos e novo golo. Os de Manchester voltaram a perder a bola na fase de construção para os pés de Messi e colheram os destroços; sem grande preparação, o astro argentino desviou de Phil Jones e rematou com força, sem grande colocação, contando com a má intervenção de De Gea para novo golo. Em poucos minutos, Messi resolvia a eliminatória.

Com a tarefa cada vez mais complicada, os tímidos ingleses pouco ou nada faziam para contrariar o poderio catalão e só em desespero, como um remate de longe de Pogba, conseguiam acercar-se da baliza de Ter Stegen. Antes do intervalo, De Gea foi chamado a defender o resultado, que já não era positivo; primeiro a um cabeceamento de Rakitić e depois ao remate de Sergi Roberto, depois de (mais) uma arrancada de Messi e cruzamento milimétrico de Alba.

Messi voltou a estar em destaque, mas foi Coutinho quem assinou a obra de arte da noite                  Fonte: UEFA Champions League

Voltaram os mesmos intervenientes e as mesmas atitudes para a segunda parte. Logo no segundo minuto, Messi podia ter chegado ao hat trick, depois de um cruzamento atrasado de Suárez. À parte deste lance, a segunda parte viu um FC Barcelona controlador e relaxado perante um Manchester United FC impotente e nada esclarecido.

À passagem da hora de jogo, Coutinho assinou uma obra de arte e definiu o momento alto da noite. Messi passou longo para Alba, o espanhol amorteceu para o brasileiro, que encarou Smalling e, num momento que relembrou os seus tempos em Inglaterra, rematou ainda de fora da área, em arco, para um grande golo.

A partir de então, o jogo adormeceu, entrou na dança das substituições e pouco se acrescentou. Com a saída de Arthur, os ingleses conseguiam com mais facilidade entrar no meio-campo adversário, mas nunca deram o melhor seguimento às jogadas, perdendo constantemente a bola. À semelhança da primeira parte, o desespero levava os jogadores do United a rematar de longe, sem nexo – como Lingard, mesmo antes de ser substituído.

Esta foi, aliás, uma noite de desinspiração total para os ingleses. Lingard e Martial saíram sem qualquer brilho, Lukaku nada acrescentou à partida e Pogba passou despercebido. No último minuto da partida, os recém entrados Dalot e Alexis mexeram na partida, mas não no resultado. O português cruzou na perfeição para o mergulho de cabeça do chileno, mas Ter Stegen mostrou porque é considerado um dos melhores guardiões do mundo. Na resposta, De Gea não quis ficar atrás e negou o terceiro de Messi na partida.

O Manchester United FC pecou ao não concretizar em casa e pagou caro o perdão de Rashford no segundo minuto da segunda mão. Apesar do primeiro jogo promissor e da entrada decidida na partida de Camp Nou, as estrelas inglesas atuaram na sombra da constelação catalã. O FC Barcelona avançou para as meias-finais com um resultado agregado de 4-0; claro, incontestável e merecido. Quem tem Messi, arrisca-se a isto e muito mais.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

FC Barcelona: Ter Stegen; Sergi Roberto (Nélson Semedo, 71’), Piqué, Lenglet e Jordi Alba; Sergio Busquets, Rakitić e Arthur (Vidal, 75’); Messi, Coutinho (Dembélé, 81’) e Luis Suárez.

Manchester United FC: De Gea; Ashley Young, Smalling, Lindlöf e Phil Jones; Fred, Pogba e McTominay; Martial (Diogo Dalot, 65’), Lingard (Alexis Sánchez, 80’) e Rashford (Romelu Lukaku, 73’).

A FIGURA

Fonte: FC Barcelona

Messi – Bisou e por duas vezes podia ter alcançado o hat trick, além de ter iniciado a jogada do fantástico golo de Coutinho. Além disso, somou dois ou três slalom estonteantes e trocou as voltas a Smalling, McTominay, Phil Jones e Fred. Enfim, mais uma noite a banalizar adversários.

O FORA DE JOGO

Fonte: UEFA Champions League

Ashley Young / De Gea – a equipa não esteve no seu melhor, muito menos as suas estrelas, mas as ações individuais de Young e De Gea traduziram-se em golos para os catalães. Se o resultado, o ambiente e o adversário não são favoráveis, mais difícil se torna vencer com tantos erros. O lateral demorou várias vezes a desfazer lances simples e perdia constantemente a posse, além de não ter ajudado no ataque. Por sua vez, e apesar de um par de boas defesas, o guardião espanhol tem culpa total no segundo golo da noite, que coincidiu com a pedra sobre o resultado. E erros a este nível são isso mesmo, “pedras no sapato”.

Foto de capa: UEFA Champions League

Diogo Pires Gonçalves

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