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Liga Francesa | Os 5 jovens mais promissores

Marta Rebelo · 5 min

Promessas Liga Francesa
Foto: Lille OSC

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Deambular, tal como viajar, é dos meus verbos preferidos. Por isso, apesar de antes estar convencida de que só valia a pena acompanhar a Liga Alemã, não é de admirar que ultimamente ande tão bem entretida com a principal Liga Francesa.

A competitividade e intensidade de praticamente todas as partidas têm feito com que seja impossível tirar os olhos do ecrã e, assim, tornou-se inevitável observar com mais atenção alguns dos jovens que mais se têm destacado.

“De fora”, de forma estratégica, até porque já foram referenciados anteriormente, ficam jogadores como Myron Boadu, Benoit Badiashile, Sven Botman, Boubacar Kamara, Mattéo Guendouzi, William Saliba, Jean-Clair Todibo, Kamaldeen Sulemana ou Jérémy Doku.

5. O “primo” de Kylian Mbappé

Rayan Cherki – O mais novo partilha a data de nascimento com Thierry Henry e a ascendência argeliana com “Zizou”. Não fossem estas “coincidências” muito bons indicadores, surprise surprise: a família Cherki é bastante próxima da família Mbappé.

Descoberto num parque de estacionamento por um antigo recrutador do Olympique Lyonnais, enquanto esperava pelo pai, o atacante francês cresceu no seio de uma família em que o futebol é religião. E, muitas vezes, filho de peixe sabe nadar melhor ainda.

Após uma lesão complicada que poderia ter deitado o sonho por terra, percebeu o quanto queria agarrá-lo e voltou mais forte que nunca. Aos 15 anos era já o marcador mais jovem da UEFA Youth League, título entretanto arrebatado por Youssoufa Moukoko.

Estreou-se na Liga Francesa e na Liga dos Campeões aos 16 anos e, no ano passado, frente ao FC Bayern München, tornou-se no mais jovem a participar duma meia final.

Rayan Cherki é o tipo de número dez que gosta de mexer os cordelinhos criativamente atrás do avançado, enquanto falso nove. Não obstante esse facto, pode ocupar qualquer posição, contando que seja na frente de ataque e esteja a funcionar como playmaker.

Habilidoso e rápido com ambos os pés, tem um QI futebolístico acima da média. E juntar visão, passe e drible a um bom faro para o golo é, no mínimo, perigoso.

Nascido em 2003, já depois do lançamento da nostálgica Clocks, dos Coldplay, está claro como água que não teremos de olhar muito mais para o relógio para o vermos vestir outra camisola.

4. A pérola senegalesa

Pape Sarr – Contratado pelo Tottenham Hotspur FC há poucos meses, tudo indica que irá, na próxima época, arregalar os olhos de muitos dos fãs da Liga Inglesa. Para já, continua a espalhar magia em França, ao serviço do FC Metz.

19 anos, internacional pelo Senegal, o médio defensivo continua a dar provas de que chegou à Europa para vingar.

Aparentemente, versatilidade é palavra de ordem para o jovem que pode ocupar diferentes posições em campo, dependendo daquilo que o treinador deseja alcançar na partida.

Em termos práticos, e para apresentá-lo convenientemente, convenhamos que ter uma média de 85% passes completos numa época não é para todos.

À primeira vista, diria que com bola, ou sem ela, para ele é tudo “trigo limpo, farinha amparo”.

3. A combinação perfeita entre Pogba e Kanté na Liga Francesa

Aurélien Tchouaméni – Hora de acarinhar o detentor do título de melhor jovem jogador da Liga Francesa na época passada.

A subida pela Stairway to Heaven acabou de começar e a estreia ao serviço da Seleção Nacional Francesa deu-se no passado mês de setembro.

Ao que parece, este é um médio energético capaz de tudo, seja defender bem no fim do último terço, ganhar e guiar a bola pelo meio, ou atacar e criar junto à área adversária.

Um dos jogadores com mais tackles bem executados, proatividade não lhe falta.

Não só nos deram Jules Koundé, os subúrbios de Bordéus criaram mais um dos futuros craques que Deschamps tem à disposição.

E atenção: ver jogos da Liga Francesa sem admirar Fofana e Tchouaméni, uma das melhores duplas de pivots em França atualmente, pode ser considerado crime.

2. A criatividade que se junta ao sol do sul de França

Amine Gouiri – Comparam-no a Karim Benzema. E agora?

Tecnicamente dotado com o Toque de Midas, com agilidade felina, destaca-se pela maneira como consegue unir as movimentações ofensivas do OGC Nice e criar oportunidades de golo (muitas vezes para si mesmo).

Intenso e criativo, é capaz de escavar buracos na defesa contrária com relativa facilidade.

Seja na ala esquerda ou pelo centro do terreno, a forma como vê o jogo está igualmente afiada: a eficiência e rapidez com que antecipa o que fazer criam uma importante carta a ser jogada pelo baralho de qualquer conjunto.

Com 16 golos e oito assistências na época passada, mais os cinco golos e três assistências em oito jogos disputados na Liga Francesa até ao momento, este é definitivamente um dos pupilos do interessante “projeto Galtier” que queremos continuar a acompanhar.

1. O Iceman canadiano

Jonathan David – Foi por pouco que os dirigentes do Vancouver Whitecaps FC, “criadores” de Alphonso Davies, não conseguiram contratá-lo.

Apesar disso, e no final das contas, a distância que separa Ottawa de Vancouver não é muito diferente da que a separa da Europa.

Por muito bem que o ser humano se adapte a qualquer circunstância, dificilmente conseguimos ignorar aquilo que nasce connosco.

Criado no país dos seus progenitores, o Haiti, e não obstante a falta de campos de futebol em Ottawa, parece-me perfeitamente normal que ninguém tenha conseguido convencer o avançado do LOSC Lille a fazer carreira no hóquei do gelo.

Independentemente das condições e do frio que se faz sentir na capital do Canadá, o calor humano, juntamente com a vontade de cá chegar, é um dos aspetos mais importantes a retirar da história deste rapaz.

De origens humildes, não fosse o apoio local de todos os que acreditaram no seu potencial e talvez não lhe tivesse sido possível chegar aqui.

A mãe, estrelinha que agora olha por ele a partir do céu, foi das grandes responsáveis por toda a força que vemos em Jonathan David.

Para já, leva seis golos na Liga Francesa.

Está visto que craques na Liga Francesa não faltam!

Artigo revisto por Joana Mendes

Marta Rebelo

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