Publicidade

FC Internazionale Milano 3-1 AS Roma: “Nerazzurri” não desarmam na luta pelo título

Kayalu Castro da Silva · 4 min

Dumfries FC Internazionale Milano
Foto: FC Internazionale Milano

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Ao jogar em casa e com a necessidade de uma vitória, para não deixar escapar o AC Milan na corrida pelo Scudetto, o FC Internazionale Milano implementou uma pressão nos dois últimos blocos de jogo da equipa da AS Roma.

Quando os romanos mostravam as suas cartas ofensivas, Mancini, num lance de cabeça, levou o primeiro grande perigo da partida. No entanto, a qualidade evidenciada na grande época Nerazzurri veio ao de cima. Çalhanoglu cruzou para Dumfries e o ala holandês avançou entre os defesas adversários, inaugurando o marcador no San Siro.

A partir do golo de Dumfries, aos 30 minutos, o jogo ficou mais equilibrado e a Roma pareceu acordar. Todavia, no melhor momento da Roma no jogo, Di Marco lançou a bola que atravessou o campo e chegou até Brozovic, que rematou com força e precisão no canto superior da baliza de Rui Patrício. O português nada pode fazer para impedir a obra de arte do jogador croata.

Na segunda parte, o intervalo fez bem às duas equipas, que voltaram dispostas a realizar um jogo mais disputado do que foi na primeira parte. A Roma bem que chegou, em duas oportunidades, à baliza adversária, mas novamente a qualidade do melhor ataque da competição fez-se sentir. Depois do cruzamento de canto, Çalhanoglu encontrou Lautaro livre, que tornou a vantagem num indício de goleada.

A Roma, primeiramente, foi abaixo depois do golo, e o jogo tornou-se sonolento. Com esta velocidade lenta, um rasgo de qualidade e brilhantismo apareceu no lado da Roma. Shomurodov correu pelo lado esquerdo de ataque e cruzou para a área, onde Karsdorp deixou a bola passar para encontrar Mkhitaryan, que rematou de forma certeira. Numa grande jogada, a Roma conseguiu o golo de honra.

Como o brilhantismo da Roma veio apenas aos 85 minutos, o Inter aproveitou a letalidade e qualidade do seu plantel, que em três lances conseguiu empurrar a bola para o fundo da rede e manter a pressão sob seu grande rival, o AC Milan, na luta pelo Scudetto. A equipa da casa sentiu-se mais confiante e descansada, mantendo o controlo do jogo.

 

A FIGURA

Dumfries – Uma das grandes máquinas de ataque do Internazionale, Dumfries veio para Milão com a missão de substituir Hakimi, e aos poucos a revelação holandesa cresce em números no ataque, principalmente quando surge como elemento surpresa para ajudar no mecanismo ofensivo. Além disso, cumpre a função tática no meio-campo, apoiando Brozovic e Barella. Como resultado, Dumfries foi o autor do golo que abriu caminho para a grande atuação no San Siro.

 

O FORA DE JOGO

El Shaarawy – O substituto escolhido por Mourinho, na ausência de Zaniolo, não conseguiu ter o desempenho desejado para cumprir a função de segundo avançado. Totalmente engolido pela marcação Nerazzurri, El Shaarawy pouco tocou na bola e foi o sinónimo da péssima atuação do ataque Giallorossi.

 

ANÁLISE TÁTICA – FC INTERNAZIONALE MILANO

Para manter-se na disputa do Scudetto, Simone Inzaghi apostou naquilo que tem vindo a dar resultado, o 3-5-2 ainda remanescente da última época, quando o Inter ainda era treinado por Conte. Com o que de melhor há no seu plantel, Inzaghi trouxe de volta a dupla de ataque, Dzeko e Lautaro, que foi abastecida pela inserção ofensiva dos alas, Perisic e Dumfries, ao mesmo tempo que Çalhanoglu ficou próximo do último terço, como parte cerebral do funcionamento tático do FC Internazionale.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Handanovic (6)

Skriniar (6)

De Vrij (6)

DiMarco (7)

Dumfries (8)

Barella (6)

Brozovic (7)

Çalhanoglu (7)

Perisic (6)

Dzeko (6)

Lautaro (7)

SUBS UTILIZADOS

Gagliardini (6)

Sanchéz (6)

Correa (6)

Bastoni (6)

Gosens (6)

 ANÁLISE TÁTICA – AS ROMA

No reencontro de Mourinho com a casa Nerazzurri, a Roma permaneceu com o 3-4-2-1. Com grande mobilidade ofensiva e defensiva por parte dos alas Karsdorp e Zalewski, Mourinho também apostou num meio-campo com qualidades de controle e posse de bola, ao começar o jogo com Mkhitaryan e Sérgio Oliveira. No setor ofensivo, a grande novidade foi a ausência de Zaniolo, que cumpre suspensão pelo acumular de cartões amarelos na Liga Italiana. Porém, a falta do avançado, que vive uma ótima fase, foi substituído pelo também veloz El Shaarawy, que completou o ataque da Roma juntamente com Abraham.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Rui Patrício (6)

Mancini (6)

Smalling (4)

Ibanez (5)

Karsdorp (6)

Mkhitaryan (7)

Oliveira (5)

Pellegrini (4)

Zalewski (5)

El Shaarawy (3)

Abraham (4)

SUBS UTILIZADOS

Viña (5)

Peréz (5)

 Shomurodov (5)

Veretout (5)

Bove (5)

Kayalu Castro da Silva

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

GP Estados Unidos: Kimi Antonelli a dois pontos do título

A CORRIDA: AINDA NÃO FOI DESTA, MAS KIMI ANTONELLI FEZ TUDO O QUE LHE COMPETIA NO FIM DE SEMANA DE AUSTIN Kimi Antonelli venceu este domingo o Grande Prémio dos Estados Unidos de Fórmula 1, com o título a ser apenas uma formalidade à espera de acontecer, que será provavelmente na ronda seguinte, no México, onde um nono lugar chega para assegurar o cetro.

Bernardo Figueiredo · 2 min de leitura
Ler a crónica
Benfica

O Açor não tem medo da Águia | Santa Clara x Benfica

«A nós compete-nos olhar para nós. Não é agradável olhar para a classificação. Quem não gostar de olhar, não olhe, e quem não sentir nada pode olhar.» Foi assim, lacónico, que Marco Silva abordou a já histórica sequência do FC Porto, de começar o campeonato com nove vitórias consecutivas. O Benfica está bem e recomenda-se, como ficou patente pela segunda parte feita em Nicósia na quinta-feira passada, mas entra, à condição, a oito pontos dos Dragões, no difícil desafio desta segunda-feira. «Já disse aos jogadores que temos de olhar para nós e ganhar os nossos jogos. A partir do momento em que preparámos a temporada, não previmos estar à frente ou atrás, sabendo que iríamos jogar muitas vezes depois dos nossos adversários, porque, competindo na Liga Europa, sabemos que isso vai acontecer. Não adianta gastar energia naquilo que não controlamos.» E, realmente, o Benfica tem feito a sua parte. Os recordes ofensivos sucedem-se e obrigam às comparações com Jesus e Eriksson, a estatística aproximando a actual equipa de outras, das que conseguiram conciliar nota artística e troféus. E, à boa maneira dos dois referidos, é na crista da onda que Marco Silva aproveita para dar ar do seu perfeccionismo e exigência - ainda mais impressionantes que as dinâmicas de futebol associativo: «Também gosto de sofrer poucos golos. Gosto de incutir nos jogadores a ideia de que não há ninguém que consiga atacar bem sem ter a capacidade de não sofrer golos. Fiquei muito satisfeito com o resultado frente ao Omonia, mas furioso com o golo sofrido. Quando recuamos tantos anos na história de um clube da dimensão do Benfica, que habitualmente é dominador e que teve grandes jogadores com grande capacidade ofensiva, é sinal de que estamos a fazer as coisas bem. Sempre foi meu objetivo que as pessoas sentissem que é o Benfica que está a jogar, independentemente de não sermos perfeitos, porque estamos muito longe disso. Sou o primeiro a dizer que há um caminho muito grande para percorrermos em todos os aspetos daquilo que queremos para o Benfica, mas estou satisfeito com a abertura e a abordagem dos jogadores, que querem sempre melhorar.»

Pedro Cantoneiro · 7 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.