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5 pilares do título do FC Barcelona de Valverde

Diogo Fresco · 4 min

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O Barcelona campeão é algo recorrente neste século. Então nesta segunda década ainda mais. Atlético uma vez, Real Madrid duas, o resto Barça. Considerada uma das principais ligas europeias, em que o nível competitivo é apreciado e em que o expoente máximo da mesma em termos mediáticos, como não poderia deixar de ser, é o El Classico. O Real Madrid é sempre candidato em igual plano, contudo não tem sido competidor assíduo na disputa. O Atlético tem tido um desempenho muito significativo comparativamente às décadas anteriores e, basicamente, a muito do seu historial.

Os cinco pilares do campeonato conquistado a algumas jornadas por se dar por fechadas todas as contas por calcular podem ser enumerados. A quatro jornadas do final, invicto na liga, com mais quatro vitórias do que Atleti e cinco do que os madridistas, e um número de empates mais equilibrado, assistiu-se a um claro domínio dos catalães. Foram sempre muitos os pontos de distância entre estes três principais candidatos durante esta edição da La Liga. Barça deste final de década ainda tem semelhanças com o do início, mas vão-se começando a notar gradualmente certos indícios de uma inevitável mudança. Não em termos de filosofia, mas falamos de jogadores que marcaram a sua intemporalidade num espaço temporal curto: o de uma carreira de futebolista.

Fonte: FC Barcelona

5.

Fonte: FC Barcelona

Ter Stegen – O elo mais defensivo dos blaugrana foi um dos grandes responsáveis pelas zero derrotas assinaladas. Um guarda redes que deverá entrar em campo na Rússia (muito por culpa da lesão de Neuer), pela sua nação, cresceu bastante desde que ingressou nos culés, apresenta reflexos de exceção e o seu entendimento com os centrais e afins é de top. Jogo de pés, os excelentes reflexos enunciados acima, postura, são qualidades inegáveis para qualquer guarda redes de topo mundial. O substituto natural de Victor Valdés, um guarda redes que faz parte da ideia de jogo, não lhe cabe apenas sacudir, desviar e bater pontapés de baliza só porque lhe cabe essa tarefa. Está claramente entrusado no esquema de jogo.

4.

Fonte: FC Barcelona

Umtiti – Umtiti é outro jogador que revela um crescimento muito vincado. A par de Stegen, o francês tem postura e entrega, enfim, é um central completo que sabe sair a jogar. O tipo de central que o Barcelona gosta. Não desprezando Piqué, mas fugindo ao já conhecido, prefiro dar ênfase ao excelente trabalho que Samuel Umtiti tem feito, que já despertou o interesse de um dos maiores apreciadores e impulsionadores da cultura defensiva e jogo organizado atuais: José Mourinho.

 

3.

Fonte: FC Barcelona

Sérgio Busquets – Um jogador que não recebe a atenção suficiente. É bem mais frequente ouvir elogios a qualquer jogador do Barça (salvo exceções, óbvio), e Busquets é dos últimos a recebê-los. Um jogador também de exceção, na minha opinião, que tem a cultura blaugrana no sangue. Nascido no seio de uma família aguerrida e familiarizada com o Barcelona, em que o seu pai defendeu a baliza dos catalães, Busquets surgiu com Guardiola, afastando por completo um monstro, um dos meus jogadores preferidos na posição (não propriamente a 6, prefiro a 8, mas vale o que vale): Yaya Touré.

2.

Fonte: FC Barcelona

Iniesta – Este segundo posto, admito, é influenciado por ser o seu último ano. Mas conta por todos os que lá esteve. Foram 22 anos de entrega e busca do seu sonho, o de preencher as vagas de maior calibre deste desporto. Figura incontornável, será das maiores lendas nos jogos virtuais de futebol (se ainda existirem), e dos cromos mais raros se ainda fabricarem. Já falei em jogadores de exceção, mas não vale a pena. Vejo que tenho de atribuir tal a quase todos desta lista… Mas é único, Don Andrés. Minúcia, leveza, e sobretudo subtilidade. O seu jogo é marcado por uma clara facilidade em fazer as coisas, e além disso, e mais importante, faz um trabalho mais para o escondido, participa com bola, mas muitas vezes o seu jogo sem bola não é compreendido. Um génio que não ajudou tanto o Barça, já que perdeu espaço no onze, mas esteve lá e perfumou a liga pela última vez…

1.

Fonte: FC Barcelona

Leonel Messi – Incontornável. Esperado. Clichê. Pichichi quase certo desta edição da Liga Espanhola, o argentino impulsiunou de grande forma outro campeonato. Messi vê os seus companheiros alternarem, vê génios como ele partirem, mas sabe, penso eu, que muitos eclodirão posteriormente. Dispensa apresentações, por isso nem sei o que dizer mais. Revela-se cada vez mais o líder único desta equipa, que agora será capitão. Começou tímido mas demonstrou o que era desde cedo, cresceu com lendas e agora é a lenda que comanda outras que poderão surgir. O espírito de La Masia tem grande reputação e não é devido ao acaso. As formações jovens têm sido prolíferas e confio que haverão outros barões a querer acompanhar Messi enquanto jogador de futebol. Enquanto é um dos melhores em atividade.

Foto de capa: FC Barcelona

Artigo revisto por: Jorge Neves

Diogo Fresco

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