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As 10 “pechinchas” da última década na Liga Inglesa

Pedro Paulo · 6 min

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A última década na esfera futebolística, em termos monetários, foi marcada por volumosos investimentos em jogadores que redefiniram por completo o mercado de transferências. Milhões e milhões de euros viajaram de cofre em cofre, com os grandes clubes europeus à cabeça desses gastos astronómicos.

A Liga Inglesa foi – e continua a ser – um dos expoentes máximos desse novo padrão de negócios no futebol mundial, com os grandes clubes britânicos – como Manchester City FC, Manchester United FC, Chelsea FC e Liverpool FC – a abrirem os cordões à bolsa de ano para ano, de modo a garantir os melhores jogadores ao redor do globo. E como muitos milhões gastos num único jogador nem sempre são garantia de qualidade indubitável, na lista que se segue ficam algumas das contratações dos últimos 10 anos que se provaram verdadeiras pechinchas em terras de sua majestade.

10.


Ayoze Perez (Newcastle United FC) – Visto como uma promessa do futebol mundial, esteve perto de assinar pelo FC Porto no verão de 2014, mas foi o Newcastle quem garantiu os seus serviços. Proveniente do CD Tenerife, os magpies desembolsaram cerca de dois milhões de euros pelo avançado hispânico que, na época anterior, tinha apontado 15 golos no segundo escalão do futebol espanhol. Cinco temporadas, 195 jogos e 48 golos depois, foi vendido ao Leicester City FC por 33,5 milhões de euros no começo da presente época, proporcionado um lucro considerável aos cofres da formação do norte de Inglaterra.

9.


Wilfried Zaha (Crystal Palace FC) – O costa-marfinense foi a última contratação de Sir Alex Ferguson no comando do Manchester United, no verão de 2013, vindo precisamente do Crystal Palace, mas a aventura em Old Trafford não correu bem. Regressou aos eagles definitivamente em 2015, por cerca de quatro milhões de euros e estabeleceu-se como o grande craque da equipa, estatuto que mantém até hoje. No verão passado foi associado a uma transferência para o Arsenal FC, a rondar os 80 milhões de euros, mas o negócio não se concretizou.

8.


Yohan Cabaye (Newcastle United FC) – O internacional francês trocou o Lille pelo Newcastle em 2011, por cinco milhões de euros. The toon foi a casa de Cabaye durante duas temporadas e meia, tornando-se no maestro da equipa antes de se mudar para o Paris Saint-Germain FC a troco de 25 milhões de euros.

7.


Dele Alli (Tottenham Hotspur FC) – Em 2015, Alli atuava na Football League One, correspondente à terceira divisão do futebol inglês, no modesto MK Dons FC. Com apenas 18 anos despertou o interesse dos tubarões ingleses, mas foi o Tottenham quem venceu a corrida pelo jovem médio, adquirindo o seu passe por seis milhões de euros. Não demorou a ganhar o seu lugar na formação londrina e na sua primeira temporada de galo ao peito apontou 10 golos em 46 encontros. Atualmente, é peça fulcral nos spurs de José Mourinho.

6.


Cesar Azpilicueta (Chelsea FC) – Nas palavras de Mourinho, “uma equipa com onze Azpilicuetas ganharia a Liga dos Campeões”. O defesa espanhol chegou a Londres proveniente do Olympique de Marseille por oito milhões de euros. Um jogador extremamente consistente e importantíssimo na formação do Chelsea, já leva 374 encontros disputados com a camisola blue e enverga, atualmente, a braçadeira de capitão.

5.

N’Golo Kante (Leicester FC) – Completo desconhecido aquando do seu ingresso nos quadros do Leicester, não demorou a fazer-se conhecer. Indiscutivelmente o motor da milagrosa campanha dos foxes que culminou com o título de campeão inglês em 2016, Kante foi descoberto nos franceses do SM Caen, que receberam cerca de oito milhões de euros pela sua transferência. A estadia do internacional francês no King Power Stadium durou apenas uma temporada, pois o Chelsea não quis deixar fugir tamanha qualidade, pagando ao Leicester cerca de 36 milhões de euros pelo jogador. Dinheiro bem gasto, tendo em conta que o Chelsea venceu o título de campeão nessa mesma temporada. Uma verdadeira pechincha!

4.


Andy Robertson (Liverpool FC) – Em 2017, a aquisição de Robertson por nove milhões de euros, oriundo do Hull City AFC, gerou desconfiança em Anfield. Com um começo atribulado ao serviço dos reds, o defesa escocês tornou-se indispensável para Jürgen Klopp, formando uma dupla de laterais simplesmente fascinante com Trent Alexander-Arnold. Crucial na conquista da Liga dos Campeões na época transata e da fantástica campanha no campeonato na presente temporada, é considerado um dos melhores laterais-esquerdos do mundo.

3.


Philippe Coutinho (Liverpool FC) – Inexplicavelmente sem espaço no FC Internazionale Milano, o Liverpool chegou-se à frente e contratou o jovem brasileiro por uma verba perto dos dez milhões de euros, em 2013. Nas seis temporadas que esteve em Inglaterra, Coutinho tornou-se num dos melhores jogadores do mundo, atuando de forma brilhante. As suas exibições em Anfield apaixonaram o FC Barcelona que não descansou enquanto não o contratou, tornando-o numa das transferências mais caras de sempre do futebol ao gastar 120 milhões de euros, em janeiro de 2018. Na Catalunha, as coisas não correram como se esperava e, atualmente, o médio representa os alemães do FC Bayern München, por empréstimo dos espanhóis. A venda do internacional canarinho do Liverpool para o Barcelona foi uma autêntica aula inglesa de economia. A cadeira? Como lucrar.

2.


Sadio Mané (Southampton FC) – Mais um desconhecido a entrar na Liga Inglesa, desta feita pela porta do Southampton, que pagou 13 milhões de euros ao RB Salzburgo pelos serviços do senegalês. Em duas temporadas com os saints, apontou 25 tentos e bateu o recorde do hat-trick mais rápido na história da competição ao marcar três golos em pouco menos de três minutos frente ao Aston Villa FC. Era uma questão de tempo até dar o salto, que aconteceu em 2016 depois de o Liverpool ter pago perto de 40 milhões de euros pelo seu passe. Grande negócio para o Southampton, bem como para os reds que não ficaram nada mal servidos.

1


Dimitri Payet (West Ham United FC) – Completamente imparável ao serviço do West Ham na temporada 2015/2016, Payet custou aos cofres do clube inglês algo como 15 milhões de euros. Vindo do Marseille, valeu cada cêntimo gasto na sua contratação, destruindo qualquer oponente que se atravessasse no seu caminho e marcando golos de outro mundo. Após 60 partidas disputadas pelos hammers, decidiu que não queria voltar a jogar pela formação inglesa e foi vendido de volta ao Marseille pelo dobro do dinheiro gasto na sua aquisição. Um jogador que ficará para sempre no goto dos adeptos dos irons pelo que produziu e que deixou saudades em Inglaterra. Mas como se diz por terras britânicas, “The streets will never forget”.

 

Artigo revisto por Joana Mendes

Pedro Paulo

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