Publicidade

<em>Citizens</em> caçam os <em>Canaries</em>

André Eusébio · 3 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Hoje volto com um rescaldo da Premier League e o meu principal alvo vai ser o Manchester City, que não só ganhou como encantou.

O City precisava de voltar às vitórias depois da derrota com o Chelsea, em Stamford Bridge, devido ao desentendimento de Nastasic e Hart, que deu o 2-1 final ao Chelsea, já em cima do minuto 90. Com o objectivo bem definido, para não perder os olhos da liderança, os Blues de Manchester não só voltaram às vitórias como “atropelaram” o Norwich City, com uma goleada por 7-0.

A equipa do ex-avançado Sportinguista, Ricky Van Wolfsvinkel, nunca conseguiu entrar em jogo e abriu demasiados espaços numa defesa claramente fragilizada. Kun Agüero aproveitou-se desse factor da melhor maneira possível com 3 assistências e um golo coroando-o, na minha opinião, como o melhor em campo. Um ataque mortífero, com golos distribuídos por toda a equipa. O primeiro foi da autoria de Bradley Johnson, com um auto-golo, aos 16 minutos, minuto de azar para o jogador forasteiro. De seguida, entraram em ação Silva, Nastasić, Negredo, Toure (e que golo!), Aguero e, a finalizar, Džeko.

O City fica assim a 6 pontos do Arsenal, junto dos principais candidatos, em que o 2º lugar e o 7º lugar são separados por apenas 3 pontos.

Já no jogo grande da jornada, em que o Arsenal recebia o Liverpool, a equipa da casa não desapontou com um grande resultado frente a um rival direto. Os Gunners ganharam por 2-0, com golos de Cazorla e Ramsey (mais um grande golo do gaulês), e provam que não estão para brincadeiras. Suárez nada conseguiu fazer para parar o Arsenal e os 3 pontos ficaram nos Emirates, que se distanciam do 2º lugar, garantindo uma vantagem de 5 pontos.

Golo de Ramsey, frente ao Liverpool / Fonte: Gooner Daily
Golo de Ramsey, frente ao Liverpool / Fonte: Gooner Daily

A nota negativa da jornada vai mesmo para José Mourinho, que viu o seu Chelsea perder em casa dos Toons por 2-0. A jogar em casa, o Newcastle United, aproveitou uma má exibição dos Blues para ganhar, com dois golos franceses, de Gouffran e Rémy. Nota ainda para uma grande exibição de Yohan Cabaye, que demonstra o porquê do interesse de grandes clubes, como o Arsenal, no último defeso. Este é um deslize que o Chelsea não deveria ter tido, contudo a deslocação não era nada fácil.

Yohan Cabaye / Fonte: chroniclelive.co.uk
Yohan Cabaye / Fonte: chroniclelive.co.uk

Nos restantes jogos é de realçar o empate entre o Everton e o Tottenham a zero. Tratava-se de um jogo de elevado grau de dificuldade para a equipa de Villas-Boas e o nulo atesta bem a dificuldade dos jogos no Goodison Park. Já o Man United, obteve uma preciosa vitória frente ao Fulham, por 3-1. O “abono de família”, Robin Van Persie, fez mais um golo e uma assistência para os Reds, deixando David Moyes um pouco mais descansado.

Finalmente, para concluir o rescaldo da jornada, é preciso referenciar o golo de Begovic, que deu o empate ao Stoke City, frente à defesa menos batida do campeonato, o Southampton. Um golo de área a área que deixa Boruc muito mal na fotografia logo ao primeiro minuto. Os Saints ainda lutaram pelo resultado mas não foram além do empate a uma bola. Não é todos os dias que um guarda-redes marca um golo, ainda para mais numa liga como a Premier League.

Na próxima jornada o Arsenal vai até Old Trafford, onde se espera um grande jogo. Quem fará a diferença? RVP, Rooney, Ramsey ou Ozil? Esperamos ansiosamente por mais um grande jogo.

André Eusébio

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Torreense ‘Til I Die On The Beach

O Sunderland é uma das equipas mais românticas desta edição da Europa League. Não pelo futebol, mais próximo da ideia genérica do futebol inglês e britânico e pouco dado a estéticas e modernidades, mas pela história de um clube tradicional que, aos olhos de todo o mundo, desceu à 3.ª Divisão, fez o caminho das trevas e, à primeira, garantiu o acesso às competições europeias. Nesta caminhada, a série «Sunderland ‘Til I Die» ajudou o clube do Nordeste de Inglaterra a tornar-se mais global, solidarizando e sensibilizando adeptos de todo o mundo. No que toca a ter as ruas do seu lado, há poucos clubes mais bem posicionados do que o Sunderland. Um deles, ainda assim, é o Torreense. Por mais que seja interessante olhar para lá do óbvio, não nos podemos esquecer, em qualquer análise, que a competição para o emblema de Torres Vedras é altamente desigual. Enquanto se debela com um arranque de época delicado na Segunda Liga, o Torreense vai usando a Europa League como uma diversão cada vez mais competitiva, como uma montra de luxo para se publicitar enquanto clube e como uma recompensa merecida a um feito extraordinário. Este carinho natural para com o outsider roubou algum do protagonismo à primeira deslocação europeia do Sunderland em 53 anos. E, mais do que os dados lançados antes do jogo, o rumo dos 90 minutos ajuda a ganhar um sentimento de identificação com o Torreense.

Diogo Ribeiro · 7 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.