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Manchester United FC 4-0 Chelsea FC: No dicionário do futebol, justiça diz-se “eficácia”

Filipe Carvalho · 4 min

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A sorte ditou que o calendário da Premier League presenteasse os amantes do futebol inglês com um clássico logo na primeira jornada do campeonato. No “Teatro dos Sonhos” foi o Manchester United que levou a melhor, vencendo o Chelsea por quatro bolas a zero.

Nos bancos registava-se um embate de antigas glórias (Lampard e Solskjaer). Dentro das quatro linhas faltavam referências de outros tempos. Tanto de um lado como de outro, não há um líder, uma estrela maior, um jogador decisivo…

A partida iniciou-se com ligeiro ascendente do Chelsea, a demonstrar um futebol mais fluído e uma circulação intensa, para primeiro jogo oficial da época. Ao quarto minuto, Tammy Abraham deixou o aviso, com um remate ao poste da baliza do United.

É de relembrar que o Chelsea está impedido de contratar até junho de 2020, e é assim “obrigado” a apostar em alguns regressados de empréstimos e na juventude da formação.

O Manchester United, sem contratar um substituto para Lukaku (transferido para o Inter de Milão no passado defeso), focado principalmente no reforço da defesa, esperava-se falta de golos no ataque, algo que não aconteceu…

Se por um lado, a aposta nos jovens é aplaudida, por outro, é arriscada. Kurt Zouma mostrou que a experiência no Everton não foi suficiente para se assumir no eixo da defesa dos “Blues”. Aos 16’, foi imprudente, cometeu falta dentro de área e o árbitro assinalou penalti a favor do United. Rashford não vacilou e faturou contra a corrente do jogo.

Fonte: Manchester United

A jogar em casa, e já em vantagem no marcador, os comandados de Ole Gunnar Solskjaer estavam demasiado retraídos, de tração a trás, perante um Chelsea que demonstrava um jogo de posse mais envolvente e vertical.

Os “Red Devils” apenas deram o sinal mais a partir da meia hora de jogo, tentavam equilibrar as contas, mas o jogo estava partido, como se diz na gíria, “bola cá, bola lá”. O meio campo do Chelsea superiorizava-se ao do United, que apresentava na sua fase de construção algumas deficiências, sem nenhum organizador definido, ainda que, condicionado pela pressão dos “Blues”.

No segundo tempo, o Chelsea entrou a pressionar alto, certamente com vontade de alterar o resultado. Jogo típico de inicio de época, com muitas indefinições, pouco envolvimento entre jogadores, aliado a inúmeros passes falhados e decisões erradas. Não foi um jogo de futebol vistoso, muito longe disso, pode-se dizer que foi um jogo de muita luta… A maior parte das vezes, jogado mais com o coração do que com cabeça.

De Gea continuava com mais trabalho que o compatriota Kepa Arrizabalaga. O jogo pedia reforços, pedia golos. Aos 65’, Martial finalizou um contra-ataque perfeito após cruzamento de Andreas Pereira, e fez o dois a zero. Logo a seguir, Rashford “matou o jogo”, depois de uma assistência primorosa de Paul Pogba.

As aspirações que o Chelsea ainda teria foram por água a baixo. Eficácia extrema por parte do United. O jovem Daniel James entrou ainda a tempo de confirmar a goleada á passagem do minuto 81’. Quatro golos volvidos, o Manchester United limitou-se a gerir a vantagem até ao apito final.

Perspetiva-se uma época diferente da passada para os dois conjuntos. O United melhorou a defesa, manteve o meio campo e perdeu (a meu ver) no ataque. Hoje não se notou, mas falta, a “olhos vistos”, um ponta de lança. Já o Chelsea, mostra-se limitado, mas tem potencial. Ganhou o meio campo, mas não ganhou no momento de meter a bola na baliza.

Ambas as equipas ainda estão bastante longe dos principais candidatos ao título: o campeão inglês, Manchester City e o campeão europeu, Liverpool. Claro que vão tentar a sua melhor classificação na tabela final, mas não se afigura uma luta fácil. O “top six” é aceitável, o “top three” é o sonho, e a conquista do campeonato, inatingível. 

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

Manchester United: De Gea, Wan-Bissaka, Lindelog, Maguire, Shaw, McTominay, Pogba, Pereira (James, 74’), Lingard (Mata, 86’), Martial e Rashford (Greenwood, 86’).

Chelsea: Kepa, Azpilicueta, Christensen, Zouma, Emerson, Jorginho (Kanté, 73’), Kovacic, Mount, Barkley (Pulisic, 58’), Pedro e Abraham (Giroud, 66’).

A FIGURA

Fonte: Manchester United

Harry Maguire – O defesa mais caro do mundo assume-se como a peça que faltava ao setor mais recuado do Man. United. Experiente, maduro, seguro e intransponível. Se se mantiver regular ao longo da temporada, será um caso sério para os ataques contrários. Rashford bisou (menção honrosa), mas foi o centralão “a figura”.

O FORA DE JOGO

Fonte: Chelsea FC

Frank Lampard – É verdade que ainda estamos numa fase prematura da época, mas o antigo internacional inglês terá muito que trabalhar com os jogadores à sua disposição. Não tem culpa da interdição que o Chelsea tem de contratar, por isso, terá que encontrar “soluções dentro de casa”. Ainda assim, demonstrou um futebol positivo, de ataque e incisivo, tal como era como jogador… Não se pode é esquecer de defender…

Fonte: Manchester United FC

artigo revisto por: Ana Ferreira

Filipe Carvalho

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