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FC Bayern München 1-0 Tigres UANL: Bávaros vencem e troféu viaja para a Europa pela oitava vez consecutiva

Guilherme Vilabril Rodrigues · 4 min

FC Bayern
Foto: FC Bayern

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A CRÓNICA: JOGO DE SENTIDO QUASE ÚNICO ACABOU COM O DESFECHO ESPERADO

Em Doha, capitar do Qatar, jogava-se a final do Mundial de Clubes de 2020. Frente a frente FC Bayern München e Tigres UANL. Os alemães já tinham batido os egípcios do Al Ahly por 2-0 e partiam como favoritos frente aos mexicanos que eliminaram a equipa de Abel Ferreira nas meias-finais, a SE Palmeiras. As últimas sete edições da competição tinham sido vencidas por clubes europeus e tudo indicava que este seria um padrão a repetir.

O jogo desenrolou-se muito dentro do expectável, com o FC Bayern München a ser dominante e a assumir a posse de bola desde cedo. A ideia seria resolver a partida o mais rapidamente possível, até pelo calendário apertado que esta fase tem proporcionado a todas as equipas. Isso até poderia ter acontecido, se o golo de Kimmich não tivesse sido anulado aos 18 minutos. A questão do fora de jogo é algo subjetiva neste caso, mas nem por isso foi alvo de grande polémica. O jogo seguiu e o bom exemplo foi dado pelos alemães. Até final da primeira parte, o jogo continuou com um único sentido, com a equipa sul americana a conseguir apenas um remate à baliza de Neuer.

Na segunda parte mudou apenas o lado para o qual os adeptos presentes no Estádio da Cidade da Educação olharam. FC Bayern München continuou muito superior e o golo seria uma questão de tempo. Aos 59 minutos ele viria mesmo a chegar, por intermédio de Pavard, depois de um lance que foi inicialmente anulado por fora de jogo. O VAR interveio e os Bávaros inauguraram o marcador, obrigando o Tigres UANL a mudar a sua postura na partida.

Ainda assim, pouco ou nada se alterou e os mexicanos não coseguiram sequer aproximar-se da baliza adversária, permitindo à turma de Hansi Flick levantar mais um troféu referente à passada temporada, na qual ganharam tudo o que havia para ganhar.

 A FIGURA


Benjamin Pavard – Num jogo em que apesar da superioridade, os alemães não foram particularmente espetaculares, o prémio de figura do jogo vai mesmo para o jogador que conseguiu alterar o marcador que parecia, até então, amarrado. Os quatro da frente estiveram algo desinspirados e teria de ser o lateral direito a marcar o golo que dá ao FC Bayern MünchenFmuni o troféu de Campeão do Mundo. Um golo simples, mas que é consequência de um bom posicionamento por parte do francês que parece ter adivinhado que a bola ia sobrar para ele.

O FORA DE JOGO


Carlos González – Esta seria sempre uma partida bastante difícil para o atacante paraguaio do Tigres UANL, mas esperava-se mais do jogador  das poucas vezes que a bola lhe chegasse. Não conseguiu ter boas ações para ajudar a equipa a progredir no terreno e deixou toda essa responsabilidade em Gignac, que depois pareceu demasiado cansado quando chegava ao momento decisivo. González passou completamente ao lado da partida e acabou por ser muito pouco útil para a sua equipa.

  

ANÁLISE TÁTICA – FC Bayern München

A equipa do FC Bayern München contou com algumas baixas importantes, mas nem por isso alterou aquela que é a sua génese. Disposta num 4-2-3-1, apresentou Pavard pela direita e Alphonso Davies pela esquerda, com Sule e Hernández no centro da defesa. Mais à frente Kimmich e Alaba, este segundo numa posição mais avançada que o habitual, face às ausências de Goretzka e Javi Martínez. No ataque, Sané pela esquerda, Coman pela direita e Gnabry mais no centro, no apoio ao avançado Lewandowski. As dinâmicas dos Bávaros são sempre muito imprevisíveis e, por isso, essencialmente no momento ofensivo, é dificil de acompanhar tanta mobilidade e irreverência. Ainda assim, é de registar o desdobramento visível ao longo de toda a partida, na qual Alaba recuava um pouco para a lateral esquerda, permitindo a Davies que se expandisse sobre a mesma linha e aproximando Coman do centro, num apoio mais efetivo a Gnabry e Lewandowski.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

 Neuer (6)

Pavard (8)

Sule (7)

Lucas Hernández (7)

Davies (7)

Kimmich (7)

Alaba (6)

Sane (5)

Gnabry (6)

Coman (6)

Lewandowski (5)

SUBS UTILIZADOS

 Tolisso (6)

Musiala (5)

Douglas Costa (6)

Choupo-Moting (7)

ANÁLISE TÁTICA – TIGRES UANL

 Os mexicanos apresentaram-se no típico 4-4-2 em linha, previligiando muito o momento defensivo, algo que seria de esperar perante um adversário tão forte como é o FC Bayern München. O 11 inicial foi o mesmo que o da partida frente à SE Palmeiras, de Abel Ferreira. Reyes e Salcedo no eixo defensivo, com Duenas pela esquerda e Rodríguez pela direita. No meio campo, Pizarro e Rafael Carioca com Quinones e Aquino a alteraram nas linhas. Mais à frente, Carlos González e o experiente Gignac. Como seria de esperar, a equipa de Ricardo Ferretti passou grande parte do jogo atrás da linha da bola. No entanto, quando procurou sair para o ataque é de destacar a versatilidade que Gignac apresentou, mostrando-se muito ao jogo e atuando quase como um falso nove, com a principal preocupação de levar a equipa para a frente e de fazer a ligação entre o meio-campo e o ataque. De resto, destaca-se a combatividade e competitividade da equipa que, sendo claramente inferior, não se deixou bater facilmente.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Gúzman

Luis Rodríguez

Diego Reyes

Salcedo

Jesus Duenas

Javier Aquino

Rafael Carioca

Guido Pizarro

Luís Quinones

Carlos González

Gignac

SUBS UTILIZADOS

Julian Quinones (-)

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

Guilherme Vilabril Rodrigues

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