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Após um belo trabalho ao leme do Tottenham, Pochettino sofreu as consequências do presente. O passado não conta para nada no futebol, e o futuro é a mesmo que na vida: simplesmente não existe.
Justo ou não justo, a verdade é que neste Top encontramos vários exemplos de experiências de técnicos que viram os holofotes expectantes apontados à sua pessoa em determinado instante, entre a espada e a parede no seguinte.
Como Pochettino há muitos, e ainda mais haverão, mas como os enunciados nesta lista, talvez ainda mais…
10.

Santiago Solari – É uma figura respeitada do universo madridista. Celebrou grandes momentos com o manto blanco. O perfil que os dirigentes do Bernabéu tiveram em conta direcionou-se para o de Zidane. É também um treinador conhecedor profundo da vida do Real Madrid, com experiência em escalões de formação do clube. Lopetegui (também um grande flop) tinha vindo para o pós Zidane e Ronaldo, e a aventura não foi mais do que isso mesmo. Com um plantel misto, com miúdos e consagrados, o nível que a equipa demonstrava não tinha a mesma consistência. Perdeu com Lopetegui, perdeu com Solari, e hoje voltou a encontrar-se. Com… Zidane.
9.

Miguel Cardoso – Com uma boa imagem mostrada no Rio Ave, o seu estilo de jogo chamou a atenção internacional. Primeiro, foi o Celta de Vigo a resgatar o português ao clube nortenho. De doze de novembro ao início de Março, foi a duração do vínculo aos espanhóis. Apenas três vitórias no campeonato conduziram ao seu despedimento. Ao leme do AEK de Atenas, algo semelhante aconteceu. A crise de resultados deu também azo à sua saída prematura.
8.

Thierry Henry – Um dos melhores jogadores da história, que já também se aventurou nestas andanças. Foi adjunto de Roberto Martinez na Seleção Belga no Mundial 2018, e quando a sua equipa de estreia profissional, o Mónaco, precisou de uma chicotada, Henry foi solicitado. Foi substituir Jardim, e a sua estadia foi bem curta. Revelou-se que o seu contributo foi escasso e pouco pertinente. A solução para o Mónaco não estava fixada em questões dessa ordem. Pouco depois de assumir, deu de novo lugar a Leonardo Jardim, uma situação muito pouco comum no mundo do futebol de primeira linha.
7.

Steve McClaren – Sucessor de Sven Goran Eriksson, não conseguiu colocar uma seleção bem cotada internacionalmente, como é o caso da Inglaterra, no Euro 2008. A seleção dos três leões já tinha tido problemas em se apurar para uma fase final bem pouco antes, e com McClaren foi mesmo impossibilitado esse apuramento. Falhou o apuramento com craques como Lampard, Gerrard, Defoe, Ashley e Joe Cole e Beckham.
6.

Marco Silva – Com três aventuras em clubes ingleses, o Everton “roubou-o” ao Watford, circunstância algo incómoda para os envolvidos. Sem nunca ter alcançado grandes feitos, apesar da excelente campanha no GD Estoril-Praia, e de ter alcançado uma Taça de Portugal no Sporting, em Inglaterra sempre foi bem visto e a imprensa tem uma grande estima para com o técnico português. Contudo, assentando na última experiência, em Inglaterra talvez não exerça tão cedo.
5.

Frank de Boer – Trata-se de uma personalidade bastante reconhecida no meio. Com uma carreira de futebolista bem sucedida em clubes de primeira (Ajax e Barça) e na Seleção Holandesa, enquanto treinador apenas foi no Ajax que teve êxito. Chegou ao Inter após o bom trabalho realizado na Holanda e foi apenas mais um no clube nerazzurri. O legado iniciado por Mancini, que atingiu o auge com Mourinho, não tinha modos de se reerguer. De Boer ainda experimentou a Premier League. Com um registo absolutamente miserável ao comando do Crystal Palace, passou a ser comentador. Um pundit, como é dito na gíria. Foi alvo de uma das conhecidas verdades que doem ditas por Mourinho. Alguns comentários sobre a não utilização regular de Rashford por parte de Frank de Boer, e utilizados como pretexto de pergunta por um jornalista em conferência de imprensa, arrancaram uma resposta à Mourinho. Apelidou-o como o pior treinador da história da Premier League…
4.

André Villas Boas – Na cadeira de sonho do dragão, em que obteve múltiplas conquistas em apenas um ano, foi rapidamente cogitado por vários clubes. Foi adjunto de Mourinho, e tal aspeto foi determinante no interesse do Chelsea. Mas foi tudo muito diferente do reinado de José. As suas mecânicas de trabalho foram prontamente rejeitadas pelos jogadores. Com algo a provar, as ordens do jovem treinador não foram bem aceites e talvez tenha sido isso que ditou o desfecho já conhecido por todos. Perspetivava-se claramente um outro destino ao prodigioso técnico. Até hoje, acumula experiências no Tottenham, Zenit e Marselha.
3.

Gerardo “Tata” Martino – Quer no Barça, quer na Seleção Argentina, falhou. A sua chegada foi algo controversa, pois o seu nome não era dos mais cotados a ocupar a vaga. Conquistou, como é habitual para os culés, a Supertaça Espanhola. Tendo em conta os objetivos do clube catalão, a eliminação nos quartos de final da Liga dos Campeões e a perda do campeonato, ambos aos pés do Atlético de Madrid, ditaram uma saída muito cedo anunciada. Curiosamente, os blaugrana tiveram a possibilidade de erguer a La Liga, porém, na última jornada, defrontaram em casa o Atlético, e um empate não foi suficiente para ultrapassar os colchoneros. Pela Argentina… perdeu duas Copas América seguidas, frente ao Chile.
2.

David Moyes – O “Chosen One”, como ficou conhecido para a posterioridade, rapidamente viu a pouca confiança que lhe fora depositada dissipar-se. Com um legado respeitável ao cargo do Everton, chegou ao Manchester United para substituir o mítico Ferguson. Renovação de plantel, renovação de staff… Foi o claro marco de mudança do universo red devil, o momento em que o United perdeu a glória. Desde o United, a sua passagem pela Real Sociedad também se revelou um fracasso.
1.

Gary Neville – Durante toda a sua carreira de futebolista, foi treinado por apenas uma pessoa. Às ordens de Ferguson nos red devils, certamente terá captado certos métodos de trabalho. Contudo, a sua experiência ao leme do Valência foi completamente desastrosa. Sem qualquer experiência no cargo de técnico principal, aceitou o convite de Peter Lim e junto com o seu irmão, Phil, assumiu os comandos de uma equipa, cujos cinco treinadores que antecederam a chegada do ex-lateral direito inglês, não tiveram passagens abonatórias.
Foto de Capa: AS Mónaco
Artigo revisto por Diogo Teixeira












