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Os 5 jogadores mais sobrevalorizados da atualidade

Diogo Mimoso Ferreira · 4 min

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Existem várias características que podem definir um jogador profissional de futebol, como a técnica, força, velocidade, leitura de jogo, sentido tático, entre outros.  Mas, no caso dos atletas mencionados neste artigo, apesar de terem qualidade, o nível de relevância que lhes é atribuído pela imprensa ou pelo seu clube não corresponde à realidade.

Para esta lista, foi tido em conta o seu desempenho recente, a qualidade, o seu valor de mercado e o peso que têm nos seus clubes. Os cinco visados pertencem aos campeonatos inglês, italiano, alemão e espanhol. Apesar de, na minha opinião, serem sobrevalorizados atualmente, ainda existe a possibilidade de todos subirem de patamar exibicional e justificarem a sua relevância.

5.


Harry Maguire– O atual capitão do Manchester United FC cumpre a sua primeira época no clube inglês, e já ocupa uma posição de destaque no balneário. Apesar de ser o defesa central mais caro da história do futebol, comprado ao Leicester City FC por cerca de 87 milhões de euros, o seu valor não corresponde há qualidade das suas exibições.

Maguire é um jogador consistente e com qualidade, mas está longe de ser um dos melhores na sua posição, dado que as suas melhores características, como a força física, forte presença no ar e agressividade na abordagem defensiva, são bastante vulgares em Terras de Sua Majestade, inclusivamente até nos escalões inferiores do futebol inglês.

4.


Adrien Rabiot- O médio francês que atualmente representa a Juventus FC, apesar de ser um jogador de qualidade e com um vasto palmarés construído no Paris SG, é inconstante a nível exibicional e aparenta nunca dar tanto ao jogo como o poderia fazer.

Ao serviço do Paris SG foi conquistando o seu espaço no onze inicial, e na Juventus FC, onde cumpre a sua primeira época, tem sido aposta regular de Maurizio Sarri. É um futebolista “vulgar”, que está longe do potencial que poderia ter atingido. Aos 25 anos, ainda é possível melhorar e tornar-se num jogador mais completo, dando melhor uso às suas melhores qualidades: técnica, classe, criatividade e físico.

3.


Sèrge Aurier– O defesa direito costa-marfinense que já passou pelo Paris SG, representa atualmente o Tottenham Hotspur FC, onde cumpre a terceira época consecutiva. Apesar de jogar regularmente e ser esta a sua época com mais jogos disputados em Inglaterra (40 partidas), as suas exibições deixam muito a desejar.

No ponto de vista ofensivo, é bastante competente e é sempre uma ameaça a ter em conta para as defesas adversárias. Mas no setor respetivo à sua função principal, ou seja, o defensivo, comete erros constantes e de principiante. Relativamente ao seu nível exibicional, é inconstante, podendo fazer o melhor e o pior da partida em dois momentos consecutivos do encontro.

2.


Javi Martinez– Chegou ao Bayern Munchen FC em 2012, a troco de 40 milhões de euros, e estabeleceu-se como uma das figuras habituais da equipa titular dos “bávaros”. Ao longo do tempo foi perdendo relevância e espaço no papel, até se tornar num jogador de rotação. O jogador espanhol atua no corredor central, podendo desempenhar o papel de médio defensivo ou defesa central. A nível de troféus, conquistou todos os títulos na Alemanha, sagrou-se campeão do mundo de clubes e seleções, campeão europeu de clubes e seleções também, e ainda venceu uma Supertaça Europeia.

Esta temporada soma 23 jogos, sem qualquer golo ou assistência apontados, e já foi expulso por uma ocasião. A falta de frieza e a tomada de más decisões em “momentos chave” tornam Javi Martínez num jogador vulnerável, que parece cada vez mais um “corpo estranho” dentro das quatro linhas.

1.


Luka Jovic- A qualidade do ponta de lança sérvio é inegável, e prova disso mesmo foram os 27 golos marcados em 48 partidas disputadas na época transata, ao serviço do Eintracht Frankfurt. Jovic aparentemente não estava pronto para “dar o salto” para um dos maiores símbolos do futebol europeu, como indicam os apenas dois tentos apontadas e duas assistências para golo em 25 encontros disputados com a camisola do Real Madrid CF.

No último verão mudou-se para os “merengues” por 60 milhões de euros, e neste momento, segundo o site especializado em valores de mercado no mundo do futebol, está avaliado em cerca de 32 milhões de euros. A desvalorização para quase de metade do preço comparativamente com o que custou aos cofres do Real Madrid é exemplificativa do fraco desempenho do jogador na presente temporada, e da forma como ficou longe das expetativas. Mas com apenas 22 anos de idade, Jovic ainda tem uma longa carreira pela frente, apenas necessita de reencontrar o caminho para atingir o seu potencial na plenitude.

Diogo Mimoso Ferreira

Redação Bola na Rede · ver artigos