Publicidade

Vamos ter saudades do ‘Fenómeno Didier’

Rúben Tavares · 3 min

Vamos ter saudades do ‘Fenómeno Didier’

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Desta vez foi a sério e, depois de alguma dúvida e especulação, Didier Drogba decidiu-se mesmo a terminar a carreira. Como quando um capítulo, ou, neste caso, uma era termina, o que ficará indelével na história será aquilo que nós pensamos em primeiro lugar quando recordamos alguém.

No caso de Didier Drogba é impossível esquecer a sua forma de ser dentro do campo, sim, forma de ser, mais para além da de estar. O ponta-de-lança natural de Abidjan, a maior cidade da Costa do Marfim, tinha em si tudo o que um defesa mais temia. Arranque, velocidade estonteante e aliar isso a capacidade técnica de excelência fizeram de Drogba um dos melhores números 9 que o futebol africano trouxe para o mundo. Sem esquecer o seu jogo de cabeça e virtudes físicas portentosas, Didier era e é exemplo no que concerne a sua personalidade forte que faziam dele um líder que puxava a equipa para a frente. Fora das quatro linhas, Drogba é outro exemplo a seguir de solidariedade para com os mais necessitados e exemplo disso é a existência da sua fundação que auxilia os seus compatriotas costa-marfinenses…

Mas este artigo serve para louvar os seus méritos futebolísticos, que não foram poucos. Saído muito cedo da sua Costa do Marfim para viver em França, bem longe dos seus pais, o ‘craque’ cumpriu formação no Levallois SC e no Le Mans, onde iniciou carreira sénior. Depois foi no Guingamp que deu nas vistas e assim chegou ao topo do futebol francês pela porta do Marselha. Em 2003/04, chegou à final da Taça UEFA com os marselheses e Mourinho não o deixou fugir, levando-o para o Chelsea. Os dois jogos entre FC Porto e Marselha na fase de grupos da ‘Champions’ nessa época foram mais que suficientes para tirar as dúvidas a José Mourinho…

A 19 de maio de 2012, Drogba viveu a sua noite mais gloriosa de sempre
Fonte: Chelsea FC

E foi em Inglaterra que o costa-marfinense foi mais feliz e onde jogou mais anos, com duas passagens, pelo Chelsea. Se quando chegou a Stamford Bridge, os londrinos não venciam a Liga Inglesa há 50 anos…Didier almejou levantar a ‘Premier League’ por quatro ocasiões, mais quatro Taças de Inglaterra, 3 Taças da Liga e duas Supertaças.

A 19 de maio de 2012, vive a sua noite mais gloriosa de sempre. Marca no tempo regulamentar e converte o penálti decisivo que deu a até agora única Liga dos Campeões aos ‘blues’, contra o Bayern de Munique, em plena Allianz Arena. Já tinha deixado o clube quando, na temporada seguinte, o Chelsea ergueu o troféu da Liga Europa.

China, Turquia, Canadá e EUA foram outras paragens do africano quando a a carreira já se aproximava da sua curva descendente. No Shangai Senhua esteve poucos meses, no Galatasaray venceu todas as competições domésticas, ao passo que Impact Montréal e Phoenix Rising foram as últimas etapas da carreira de Drogba.

A nível de seleção ficou o amargo de boca de, por duas ocasiões, ter perdido a competição mais cobiçada do continente africano nas grandes penalidades. Assim foi em 2006, contra o Egito, e, em 2012, diante da Zâmbia. Quanto a Mundiais, Drogba esteve presente em três fases finais, 2006, 2010 e 2014, mas sem nunca passar a fase de grupos. Outra mágoa…

Individualmente, Didier Yves Drogba Tébily foi considerado, por duas vezes, jogador africano do ano, melhor jogador a jogar em França, venceu um ‘Golden Foot’, esteve, por duas ocasiões, na melhor equipa da CAN, duas vezes melhor marcador da Premier League, no melhor onze a jogar em França, FIFA team of the year e melhor marcador da Liga Europa.

Por todas estas razões e outras mais dizemos, já nostálgicos, que vamos sentir saudades do fenómeno Drogba dentro do campo e de aprender como uma força da natureza sabia e podia sorrir contagiantemente como uma criança.

Foto de capa: Chelsea FC

Revisto por: Jorge Neves

Rúben Tavares

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Quatro pontos de distância, muito mais em jogo | Braga x Sporting

O Estádio Municipal de Braga recebe, esta sexta-feira, 9 de outubro, às 20h15, um dos encontros mais aguardados da oitava jornada da Primeira Liga portuguesa 26/27. Braga e Sporting estão separados por quatro pontos, num duelo que pode ter consequências importantes nas ambições das duas equipas. Os leões ocupam o terceiro lugar, com 15 pontos, ainda sem derrotas, mas já a seis do líder FC Porto. Os arsenalistas seguem na sexta posição, com 11 pontos e um jogo em atraso, procurando aproveitar o fator casa para se aproximar dos lugares cimeiros. A equipa de Carlos Vicens chega ao encontro depois de um empate sem golos diante do Santa Clara, numa temporada em que tem revelado consistência defensiva, mas também algumas dificuldades na concretização. Com apenas sete golos marcados em seis jornadas, o Braga apresenta números ofensivos modestos para as suas ambições. Do outro lado, o Sporting de Rui Borges continua invicto, mas os empates consecutivos frente a Famalicão e Arouca impediram os leões de acompanhar o ritmo do FC Porto. A formação leonina soma 17 golos em sete partidas, mas já consentiu oito, um indicador das dificuldades que tem sentido para controlar determinados momentos dos encontros.

Tiago Campos · 4 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.