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Uma nova era

Ruben Brêa Marques · 2 min

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A posição “9” sempre foi uma posição vista com preocupação pelos portugueses desde que Nuno Gomes e Pedro Pauleta se reformaram. Houve uma espécie de crise de pontas de lança matadores, mas, hoje em dia, o contexto é diferente. Continua a não haver um verdadeiro matador de área na seleção, André Silva é o mais próximo disso, mas o futebol mudou, a seleção mudou e as necessidades e características para essa posição também mudaram.

Há uma transformação e nova adequação para a posição de ponta de lança, sendo que essa moda chegou à nossa seleção portuguesa.  A prova mais recente dessa mesma mudança, aparece na Liga das Nações. A mais recente conquista da seleção nacional, foi carimbada com vitórias sobre a Suíça e sobre a Holanda.

Félix foi a grande novidade na meia final da Liga das Nações
Fonte: SL Benfica

Na meia final, jogou João Félix. O jovem craque do SL Benfica, não é, de todo, um verdadeiro número 9. É um jogador explosivo, que sabe jogar entrelinhas e descaído nos corredores, que explora muito bem a profundidade e sabe fazer golos. Na final, alinhou Gonçalo Guedes, avançado do CF Valencia. Muito na linha de João Félix, Guedes tem como grande diferença, a menor capacidade de finalização em relação ao atual craque encarnado.

O “joker” desta história, é o melhor jogador de sempre de Portugal: Cristiano Ronaldo. O astro da Juventus FC parte sempre da esquerda do ataque, mas aparece muitas vezes no corredor central para finalizar, havendo constantes permutas com o ponta de lança, que, lá está, tem de ser móvel e não pode ser o típico “9”.

Diogo Jota promete também ser um dos novos goleadores
Fonte: FPF

Numa era do futebol estudado ao limite, o típico ponta de lança parado na frente, para encostar e aguentar os defesas, vai caindo em desuso. Hoje em dia, é mais importante a mobilidade para desfazer a organização defensiva adversária, arrastando jogadores e abrindo espaços para os colegas. Jogadores como Dyego Sousa, que, por acaso, até foi integrado recentemente na realidade da seleção portuguesa, cada vez terão menos espaço para iniciar no onze inicial, sendo mais um jogador de recurso para os últimos terços dos jogos. Enquanto André Silva, apesar de ser um jogador de corredor central, consegue ter a mobilidade e capacidade técnica para funcionar nesta nova dinâmica da seleção.

Destaco ainda Diogo Jota. O avançado do Wolverhampton Wanderers FC, encaixa na perfeição nesta dinâmica da seleção e, diria mesmo, que encaixa tão bem ou até melhor que Félix ou Guedes, sendo uma questão de timing a sua grande oportunidade para também fazer estragos pela seleção nacional.

É uma nova era, que tem sido recheada de títulos e Portugal promete não parar por aqui.

 

Fonte: UEFA

Ruben Brêa Marques

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