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5 “destaques-surpresa” na jornada de seleções

Diogo Lagos Reis · 3 min

Foto: FIFA

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Nas jornadas de seleções, colocar o foco das atenções nos melhores do mundo sempre foi uma constante. É normal, são os que mais sobressaem. Os que nos deixam água na boca e os nossos olhos vidrados. No entanto, este universo não se limita a esse elenco e é importante, de quando em vez, redirecionar os holofotes para os menos reconhecidos. Não deixam de ser heróis ou de ter jogos de muita qualidade. Merecem também o seu palco e por isso, só me resta dizer: luzes, câmara e ação.

5. Anastasios Bakasetas – Grécia

Um líder com o sonho de reconstruir a “Grécia Antiga”, de batalhar entre as melhores seleções e de comandar o seu país ao sucesso. Seis anos depois da sua estreia internacional, o médio leva cinco golos em 45 jogos, três dos quais neste período da Liga das Nações. Nesta jornada de seleções, marcou o golo da vitória contra a Irlanda do Norte e Kosovo (0-1 ambos) e brilhou perante o Chipre (um tento e uma assistência, papel influente na construção e ajuda na defesa). Ao marcar verdadeiras (Baka)setas, Anastasios procura deixar uma mensagem ao mundo – a Grécia quer voar mais alto.

4. Igor Shatskiy – Cazaquistão

Quando as oportunidades batem à porta, o nosso objetivo é não as deixarmos fugir. Shatskiy percebeu isso e agarrou-a pelo colarinho. Com apenas sete internacionalizações aos 33 anos, o guarda-redes do Shakhter Karagandy foi a aposta para a Liga das Nações. Jackpot!  Em três jogos, registou dois sem sofrer golo, 14 defesas (sete contra o Azerbaijão), seis murros e sete alívios. O Cazaquistão ocupa assim o primeiro lugar do grupo, sem perder nenhum jogo (2V, 1E e 1GS). É a hora de Shatskiy e é bom que não largue o colarinho.

3. Roberts Savaļnieks – Letónia

Até ao momento na Liga das Nações, a Letónia apenas conhece o sabor da vitória (3J). E pode-se dizer que o lateral-direito Savaļnieks é um dos principais cozinheiros. Reparemos então nos ingredientes das suas últimas refeições a nível de seleções: duas assistências, 15 passes-chave, duas grandes oportunidades criadas, cinco interceções, sete cortes, três alívios, seis duelos terrestres ganhos, oito cruzamentos e 11 bolas longas com sucesso. É o dono do flanco direito de uma ponta à outra, sendo igualmente forte no setor defensivo e ofensivo pela sua competência e criatividade.

2. Khvicha Kvaratskhelia – Geórgia

Parece que não fui o único a cair na tentação do médio de 21 de anos. A partir do dia 1 de julho, Kvaratskhelia tornar-se-á jogador do SSC Nápoles por 10 milhões de euros. E faz todo o sentido. É de facto um jovem soberbo na construção e no remate de média/longa distância. Ao serviço da Geórgia, totalizou cinco contribuições de golo (3G e 2A) em quatro jogos, fora dez passes-chave, duas grande oportunidade criadas, oito cruzamentos e três bolas longas. Acredito que não seja a última vez que ouviremos este nome.

1. Wayne Hennessey – País de Gales

Imaginemos um guarda-redes de 35 anos que apenas jogou por três vezes (esta temporada) pelo seu clube a ser aposta no jogo mais importante da sua vida. Em causa, estava a presença no Campeonato do Mundo, 64 anos depois (a segunda vez na história do País de Gales). Ele entra em campo, olha a seu redor e absorve o poder de uma nação. Faz nove defesas (quatro dentro de área) e dois alívios numa exibição brilhante e salva as hipóteses do Mundial. Concretiza-se o conto de fadas com o veterano a ser herói. Não é imaginação, é realidade e foi mais que merecido.

Diogo Lagos Reis

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