Publicidade

Análise do Grupo B | Euro 2020

Diogo Pires Gonçalves · 16 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Vem com um ano de atraso, mas com a expectativa de sempre; o arranque do Euro 2020 está por dias. Turquia e Itália dão o pontapé de saída numa prova que vai coroar o campeão da Europa de seleções a 11 de julho, em Wembley.

Olhando particularmente aos integrantes do grupo B, passamos em revista as principais figuras de cada seleção e as suas hipóteses na prova. Os belgas partem como favoritos, mas têm a principal estrela em dúvida.

O segundo lugar vai ser alvo de uma acesa discussão, o que poderá originar também um dos melhores terceiros classificados. Será este um dos grupos com três representantes na fase a eliminar?

BÉLGICA

A SELEÇÃO

A Bélgica, seleção número um do ranking FIFA, chega ao Euro 2020 com apenas um título – o ouro olímpico dos Jogos de 1920. Sem “Euros” e sem Mundiais, a seleção belga vai falhando por grandes margens ou por pequenos detalhes atribuir grandes títulos às várias gerações de ouro que vem tendo.

A passagem da fase de grupos em 2016 prolongou-se até aos quartos-de-final e já não acontecia em campeonatos europeus desde 1980. Será um dos melhores plantéis da história dos belgas, com jogadores a atuar nos vários campeonatos europeus e em grandes equipas.

A expectativa é elevada em torno de um plantel bastante experiente e com poucos jovens. Será a experiência o ingrediente que faltou nos quartos-de-final de 2016 ou na meia-final do Mundial de 2018 e que vai fazer a diferença em 2021?

A ESTRELA

Kevin De Bruyne – A principal estrela está em dúvida para a primeira jornada dos belgas, frente à Rússia. Após um choque com Rudiger na final da Liga dos Campeões, o médio do Manchester City FC sofreu duas fraturas na zona da cara. Numa corrida contra o tempo para recuperar um dos melhores médios da atualidade, a sua ausência será, naturalmente, uma grande baixa e um revés nas aspirações da seleção da Bélgica.

Criativo na construção, qualidade sublime ao nível do passe e da finalização, o médio adorado em todo o mundo popula habitualmente os terrenos próximos à área contrária e compromete-se sempre com um último passe açucarado ou com um remate fácil, forte e colocado de média distância. Confirmando-se o pior cenário, a Bélgica terá de se apoiar noutras individualidades; Eden Hazard tem uma última oportunidade para salvar uma época paupérrima e Lukaku vem de um título italiano e um segundo lugar na lista de melhores marcadores.

A REVELAÇÃO

Youri Tielemans – Numa seleção com média de idades próxima dos 30 anos (29,15), Tielemans (24 anos) é um dos poucos jovens a merecer a chamada ao Euro 2020. A verdade é que poucos se podem surpreender com tal facto e a sua titularidade poderá ser até dada como esperada.

Seguiu-se o AS Mónaco FC depois do RSC Anderlecht e, finalmente, o Leicester City FC. A sua preponderância na equipa inglesa tem sido evidente (51 jogos, segunda melhor marca da carreira), facto ao qual junta nove golos (segunda melhor marca da carreira), um deles garantiu a FA Cup frente ao Chelsea FC. No final da temporada foi eleito pelos adeptos dos foxes e pelos colegas de balneário como o futebolista do ano. Reconhecimento merecido.

É um médio polivalente e que desempenha com igual êxito e distinção os papéis mais defensivos, de pivot, ou os papéis mais ofensivos, de interior ou de ligação com o ataque. Tem no último passe a sua maior qualidade, com qualquer um dos pés, e uma aptidão assinalável para a cobrança de bolas paradas. A verificar-se a ausência de De Bruyne, e embora não seja uma cópia perfeita do campeão inglês, não vejo nenhuma impossibilidade de Tielemans assumir esse papel, fazê-lo com distinção e ser uma das revelações não só dos belgas, mas de toda a prova.

O SELECIONADOR

O técnico espanhol Roberto Martínez vai para o sexto ano como selecionador principal da Bélgica, sem qualquer título. Aos 47 anos e novamente com Thierry Henry na equipa técnica, Roberto Martínez passou pelo Swansea City AFC, Wigan AFC e Everton FC antes de assumir o leme da seleção belga.

O melhor resultado enquanto técnico foi um quinto lugar da Liga Inglesa pelos toffees em 2013/14 e a subida ao Championship pelos galeses do Swansea AFC em 2007/08. Já ao comando da Bélgica, Roberto Martínez levou os “Diabos Vermelhos” às meias-finais do Mundial 2018 e da Liga das Nações 2020/21 – discutem com a França o acesso à final.

Leva 54 jogos enquanto selecionador belga e soma 42 vitórias – uma taxa de sucesso acima dos 77%.

ATÉ ONDE PODEM IR?

Surgem como os principais favoritos ao apuramento no grupo B. Tudo o que não for o primeiro lugar deste grupo será uma surpresa, dada a qualidade desta seleção. O apuramento no segundo lugar seria um mal menor, ainda que alarmante, mas a eliminação na primeira fase, ao fim de três jogos, roçaria o escândalo.

Sem nunca pôr em causa o valor das outras seleções – e que vão dificultar a vida dos belgas – é natural que as expectativas coloquem a Bélgica como uma das grandes seleções desta prova. Ultrapassada a fase de grupos e dependendo do emparelhamento daí para a frente, não seria nenhuma surpresa vê-los nas meias-finais.

Há França e Alemanha numa primeira linha de candidatos, a quem se segue a Inglaterra, Espanha, Itália e Bélgica como os segundos favoritos. A final é possível para os selecionados de Martínez, mas o mínimo realista serão os quartos-de-final.

DINAMARCA

A SELEÇÃO

A Dinamarca, seleção que fecha o top ten do ranking FIFA, volta a uma fase final de um Europeu depois de em 2016 ter falhado a qualificação para a prova realizada em França.

Apresentar a Dinamarca é recordar um dos feitos mais épicos da história dos campeonatos europeus de seleções. Em 1992, já de férias, a Dinamarca foi repescada para ocupar a vaga da Jugoslávia e, no papel de totais outsiders, passaram o grupo, eliminaram depois a Holanda e venceram a Alemanha na final. A geração dos irmãos Laudrup conseguiu ainda juntar a Taça das Confederações, três anos depois, ao palmarés de um país nórdico que revela constantemente figuras proeminentes do futebol mundial, com mentalidades sempre progressivas, verticais e positivas.

Com dois títulos na sua história, a seleção dinamarquesa não se atrapalha com o papel de underdog ou outsider. Foi assim em 1992 e em 2021 não partem como favoritos à conquista do grupo, mas são um dos coletivos a esperar na fase final da prova.

A ESTRELA

Christian Eriksen – O médio de 29 anos é a estrela da companhia. Vem de uma época vitoriosa, depois de conquistar o título italiano que fugia há mais de dez anos ao FC Internazionale. Chegou “corrido” do Tottenham HFC, onde fazia cerca de dez golos por temporada, mas tarda em prolongar essa veia goleadora em Itália. No entanto, num novo campeonato e numa nova realidade, não deixou de ser fulcral na equipa que representa; alinhou em 26 partidas na metade de época em que chegou a Milão e nesta temporada participou em 34 dos 48 jogos do campeão italiano.

Com 36 golos em 106 internacionalizações, é o melhor marcador da seleção dinamarquesa no ativo e basta um golo no Euro 2020 para igualar a marca de Michael Laudrup – e isso já diz muito da sua capacidade de alvejar a baliza contrária, mesmo sendo médio ofensivo.

É o centro da construção do jogo da Dinamarca e todos os lances vão passar pelos seus pés; esquerdo ou direito, a única certeza é que a bola vai sair com qualidade do camisola 10. Tem na visão de jogo, na qualidade de passe e na veia goleadora (de meia distância ou na cobrança de bolas paradas) as suas maiores armas para liderar uma seleção que equilibra bem o aspeto físico com a criatividade em campo.

A REVELAÇÃO

Robert Skov – Robert falha em confirmar todo o potencial que lhe adivinhavam ao serviço do FC København. Descoberto no Silkeborg, chegou ao clube de Copenhaga e rapidamente se percebeu que não demoraria a dar o salto. Depois de ser campeão no clube da capital dinamarquesa ao apontar 32 golos em 48 jogos, a ponte para um grande campeonato fez-se através do TSG Hoffenheim, onde não tem tido vida fácil.

Forte no jogo aéreo e com um remate fortíssimo, em especial na cobrança de livres, Skov pode aparecer como um outsider nos goleadores da competição e surpreender os mais desatentos. Uma boa prova poderá recuperar a confiança do dinamarquês e trazer de volta o nível exibicional dos tempos de Copenhaga.

O SELECIONADOR

Kasper Hjulmand substituiu Åge Hareide no comando da seleção nórdica e ao cabo de 11 partidas oficiais leva oito vitórias – uma taxa de sucesso a rondar os 73 porcento. É certo que as partidas podem não ter sido do maior grau de dificuldade, mas será sempre um bom arranque.

Iniciou a sua carreira enquanto treinador principal ao serviço do Lyngby BK e em duas épocas conseguiu a promoção à primeira divisão dinamarquesa e a despromoção no ano seguinte. Entrou como adjunto no FC Nordsjælland em 2008/09, assumiu o cargo principal em 2011/12 e por lá ficou até 2020 – altura em que assumiu os destinos da seleção dinamarquesa – à exceção da época 2014/15, época em que orientou o FS Mainz 05.

O seu melhor resultado foi logo na primeira época como treinador principal do FC Nordsjælland, ao conquistar o título dinamarquês ao serviço do clube da cidade de Farum. Aos 49 anos, esse é o único título do treinador dinamarquês.

ATÉ ONDE PODEM IR?

Num grupo com um claro favorito, a Dinamarca pode exigir de si própria o apuramento em segundo lugar. Ainda que o primeiro lugar não seja impossível, o cenário realista será conquistar pontos diretamente à Finlândia e Rússia e assegurar a segunda posição.

Uma vez alcançada a fase a eliminar, os mínimos para esta seleção nórdica, o sorteio ditará a sua sorte em prova. Terão dificuldades defensivas sempre que o adversário tiver um ataque muito móvel. O melhor que lhes poderia acontecer seria apanhar uma seleção que insista nas divididas aéreas, isto é, forçar a defesa à zona. Assim, torna-se difícil prever um percurso muito longo dos dinamarqueses, e tudo o que for um apuramento para os quartos-de-final será bastante positivo. Mais que isso roça o histórico.

RÚSSIA

A SELEÇÃO

A Rússia, seleção número 38 do ranking FIFA, chega ao Euro 2020 depois de uma fase de qualificação tranquila, apurando-se em segundo apenas atrás da Bélgica, que agora reencontra na fase final da prova.

Sem qualquer competição vencida no escalão sénior, os russos procuram ainda a glória de um título para a sua seleção. O mais próximo que estiveram da final de um campeonato europeu foi em 2008, tendo perdido para a Espanha – que venceria a prova – nas meias-finais.

A ESTRELA

Artem Dzyuba – Aos 32 anos, e mesmo com Cheryshev e Golovin na convocatória, é inevitável que Dzuyba não recolha toda a atenção. É a maior ameaça às balizas adversárias e posiciona-se no segundo posto na lista dos melhores marcadores da história da Rússia – está apenas a um golo (29) do melhor, Aleksandr Kerzhakov (30).

Sabendo que a maturidade é amiga do ponta de lança, é com naturalidade que Dzyuba chega ao Euro 2020 com a segunda melhor marca goleadora da carreira; depois dos 23 golos em 2015/16, o russo apontou esta época 22 golos em 34 jogos, ajudando FK Zenit à conquista do sétimo título nacional.

A REVELAÇÃO

Aleksey Miranchuk – O eterno dilema dos jogadores russos foi trucidado por Miranchuk na presente época; continuar a carreira na Rússia, apostando pelo seguro, ou arriscar na aventura estrangeira à imagem de Arshavin?

Há alguma dificuldade no atleta russo comum em afirmar-se nos grandes campeonatos europeus. Talvez pela mentalidade ou pelas características dos campeonatos, mas Miranchuk passou ao lado dessa tormenta e realizou uma época assinalável ao serviço da Atalanta BC.

Arrancou a época na Rússia, onde apontou dois golos em cinco jogos, e na primeira jornada da fase de grupos da Liga dos Campeões estreou-se a marcar pelos italianos numa vitória por 0-4, contra o FC Midtjylland. Desde então alinhou em mais 30 jogos e apontou mais seis golos, terminando a época dos clubes com 36 jogos e nove golos.

Atua preferencialmente como médio ofensivo, mas pode desempenhar também o papel de segundo avançado. O médio criativo de 25 anos apresenta um nível técnico acima da média e uma rapidez assinalável nas suas ações. Tem uma grande visão de jogo, mas é também capaz de se mostrar em ações defensivas, sendo bastante agressivo na pressão e ao mesmo tempo bastante correto; raramente vê um cartão amarelo. Aliando a afirmação num grande campeonato europeu, Miranchuk pode revelar-se mais importante para a seleção russa do que parece à partida.

O SELECIONADOR

Aos 57 anos, Stanislav Cherchesov vai no sexto ano ao leme da seleção russa. O balanço dos até agora 53 jogos resulta em 22 vitórias, originando uma taxa de sucesso de apenas 41 porcento. Apesar de tudo, é um número aceitável para uma seleção pouco poderosa na atualidade.

Enquanto treinador principal começou na Áustria, onde passou pelo FC Kufstein e pelo Wacker Innsbruck, antes de rumar ao campeonato russo. Entrou pela porta do FK Spartak Moskva, onde esteve dois anos, e nos dois seguintes chefiou o extinto FC Zhemchuzhina Sochi.

Até chegar à seleção russa, Cherchesov ainda orientou o FC Akhmat Grozny, o FC Amkar Perm, o FK Dynamo Moskva e, por fim, foi campeão e venceu a Taça pelos polacos do KP Legia Warszawa. São esses os seus únicos títulos enquanto treinador principal.

ATÉ ONDE PODEM IR?

Tendo por base a melhor participação russa em europeus – as meias-finais em 2008 – dificilmente a seleção de Stanislav Cherchesov conseguirá igualar o feito, ainda menos superá-lo. O futebol reserva-nos muitas surpresas, mas desmentir a linha anterior seria uma verdadeira obra dos deuses deste desporto.

Com algumas limitações a nível defensivo e que contrastam com a interessante criatividade do meio para a frente, suplantar a Dinamarca e apurar-se em segundo lugar seria uma daquelas boas surpresas e os oitavos-de-final serão, realisticamente, a meta máxima para uma seleção russa com muita experiência e alguma juventude – média de idades de 27,9. Além disso, para se apurar como um dos terceiros melhores, teria de vencer a Finlândia e pontuar tanto com a Dinamarca como com a Bélgica. Duro…

FINLÂNDIA

A SELEÇÃO

Posicionada no 54.º posto do ranking FIFA, a Finlândia, que já teve Litmanen, chega agora à sua primeira grande competição de seleções, o Euro 2020. Sem qualquer pressão, sem qualquer grande exigência, os finlandeses já fizeram história e qualquer golo, qualquer ponto, qualquer vitória será sempre o primeiro passo para a história deste país em provas internacionais.

A ESTRELA

Teemu Pukki – Já nos habituamos ao “desconhecido” finlandês que marcou 30 golos na subida do Norwich City FC à Primeira Liga Inglesa e 11 na época de descida. Tanto que deixou de ser desconhecido e voltou a marcar 26 golos e ajudar a subir a equipa de Norwich.

Na fase de qualificação para o Euro 2020, que terminou de forma histórica, Pukki marcou 10 golos em 10 jogos, sendo o quarto melhor marcador de toda a qualificação atrás de Zahavi, Ronaldo e Kane. Bastante revelador da qualidade individual do avançado finlandês e da sua importância no desempenho da seleção nórdica.

Se marcar por duas vezes neste Euro 2020, Pukki vai igualar a marca de Jari Litmanen como melhor marcador da Finlândia (32 golos), tendo precisado de menos 47 partidas. Absurdo.

A REVELAÇÃO

Marcus Forss – E como se um goleador não fosse suficiente, o país do norte da Europa com cinco milhões e meio de habitantes produziu outro atleta com faro para o golo. Marcus Forss, atualmente no Brentford FC, fez quase toda a sua formação em Inglaterra, no West Bromwich AFC, Sunderland AFC e finalmente Brentford FC, clube onde fez a passagem para o patamar sénior.

A época brilhante da equipa de Londres, que terminou com a subida à primeira liga 74 anos depois, teve a forte participação do jovem finlandês, que apontou sete golos em 42 partidas. Com apenas 21 anos, Forss já apontou um golo nas quatro internacionalizações que disputou. Joga bem ao primeiro toque, longe da área, criando facilmente espaços para exploração dos colegas de equipa.

Dentro da área é eficaz, não precisando de muitos toques ou adornos para visar a baliza contrária. É rápido, transporta bem a bola num contra-ataque e será uma excelente alternativa na procura do golo, quer ao lado de Pukki, quer no seu lugar. Oferece outras características à frente de ataque e esta será uma das melhores oportunidades que Forss tem para cimentar a sua qualidade no futebol europeu, em particular na Primeira Liga Inglesa.

O SELECIONADOR

À exceção da época 2003, quando treinou os finlandeses do FC Viikingit, Markku Kanerva desenvolveu toda a sua carreira nas seleções de base da Finlândia até 2011, altura em que entrou para adjunto da principal. Em 2016 assumiu o cargo de treinador principal e ao fim de 44 jogos apurou a Finlândia para a sua primeira prova internacional. Nada mau.

Aos 57 anos, com 22 vitórias e uma taxe de sucesso de exatamente 50 porcento, o trabalho de Kanerva está a ser francamente positivo até ao momento e a partir daqui tudo será “bónus”, já que história já foi feita.

ATÉ ONDE PODEM IR?

No ano de estreia em fases finais de europeus, é difícil imaginar que a Finlândia consiga passar da fase de grupos. Falta a experiência e, em alguns momentos, a qualidade necessária para alcançar esse objetivo. No entanto, nunca o futebol foi exato e os contos de fadas neste desporto estão aí ao virar da esquina.

Encarando realisticamente este grupo B, dificilmente a seleção finlandesa conseguirá qualquer vitória, mas aproveitando alguma pressão que os adversários possam acusar em momentos decisivos para as contas do grupo, os estreantes podem surpreender com um ou outro empate. Surpreendente, mas possível.

Diogo Pires Gonçalves

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.