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Onde estão os jogadores que venceram a Bósnia no playoff para a África do Sul?

Vasco Borges · 6 min

Onde estão os jogadores que venceram a Bósnia no playoff para a África do Sul?
Foto: UEFA

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Em novembro de 2009, Portugal jogava o seu primeiro playoff de apuramento para um mundial. A situação era inédita e temia-se uma grande surpresa, depois de uma fase de grupos desinspirada.

O adversário foi a Bósnia-Herzegovina, a procurar a estreia em grandes competições internacionais. Em dois jogos difíceis, a Seleção acabou por somar duas vitórias por 1-0 e seguir para a África do Sul.

12 anos e quatro meses depois, recordamos os jogadores que Carlos Queiroz chamou para esse duelo.

GUARDA-REDES

Eduardo era o dono da baliza nacional. Tinha feito a primeira de 36 internacionalizações em fevereiro e chegava ao playoff com uma marca respeitável: 2 golos sofridos e zero derrotas em nove jogos. Retirou-se em 2020 e nesse mesmo ano tornou-se treinador de guarda-redes no SC Braga, cargo que continua a ocupar.

O seu suplente era Rui Patrício. Na altura, a cumprir a terceira época como titular no Sporting CP, só em 2012 viria a assumir o mesmo estatuto na Seleção. Desde então, soma já 102 internacionalizações. Atualmente com 34 anos, alinha na AS Roma.

A completar o trio estava Hilário, que era também a terceira escolha no Chelsea FC. Nessa época faz apenas onze jogos no seu clube e alguns meses depois viria a fazer a única internacionalização da carreira, já com 33 anos. Acabou a carreira em 2014, mas manteve-se no clube londrino, onde é treinador de guarda-redes.

DEFESAS CENTRAIS

O patrão da defesa era Ricardo Carvalho, que cumpria a sexta e última época a serviço do Chelsea. No verão seguinte transferiu-se para o Real Madrid CF e ainda foi a tempo de vencer o Euro 2016 com a Seleção. Trabalhou dois anos como adjunto no Marselha, mas atualmente está sem funções ligadas ao futebol.

Ao seu lado estava outro portista: Bruno Alves. O central poveiro cumpria a terceira época como titular nos azuis e brancos e também era um habitué nas convocatórias. Aos 40 anos continua a jogar, no Apollon Smyrnis, que terminou a fase regular da liga grega no último lugar.

Por esta altura era habitual ver Pepe a fazer um papel de trinco, variando entre médio-defensivo e central ao longo do jogo. Na altura era já um regular na Seleção há mais de um ano e titular no Real Madrid CF. Regressou ao Dragão em janeiro de 2019 e continua a ser opção habitual para Fernando Santos. Tem 124 internacionalizações.

O suplente (não utilizado) nos dois jogos foi Rolando, que à data fazia dupla com Bruno Alves no FC Porto. Agora com 36 anos, tem contrato com o SC Braga, mas ainda não jogou esta temporada.

DEFESAS LATERAIS

O lateral direito que fez os 180 minutos do playoff foi Paulo Ferreira. Companheiro de equipa de Hilário no Chelsea FC, fez 20 jogos no clube nessa época. Viria a retirar-se da Seleção depois do Mundial de 2010, com 62 jogos. Em 2013 terminou a carreira de jogador no Chelsea e por lá ficou como scout até… há duas semanas, quando anunciou a saída dos londrinos para “algum tempo de descanso”.

Do lado esquerdo atuou Duda, na altura jogador do Málaga. A curta carreira na Seleção (18 jogos) terminaria após o Mundial da África do Sul, mas a nível de clubes permaneceu em Málaga CF até 2017. Chegou a ser observador do clube espanhol, mas neste momento não está diretamente ligado ao futebol.

Fábio Coentrão também jogou como suplente utilizado. De resto, o jogo da primeira mão foi mesmo a estreia do lateral, à data no SL Benfica, na Seleção portuguesa. Natural de Vila do Conde, terminou a carreira em 2021, no Rio Ave FC, e foi recentemente notícia por ter investido num negócio na pesca.

Um dos mais experientes do grupo era o defesa-direito Miguel, que alinhava no Valencia CF. Ficou no clube ‘che’ até 2012, altura em que se retirou do futebol com 32 anos. Desde então não voltou a ter ligação com o futebol profissional.

MEIO-CAMPO

Autor do golo na segunda mão, Raúl Meireles era um dos indiscutíveis da Seleção. Cumpria a última de oito época ao serviço do FC Porto, passando depois por Liverpool FC e Chelsea FC. Terminou a carreira em 2016, no Fenerbahçe SK e com 76 jogos por Portugal. Não está ligado ao futebol, mas tem vários negócios de sucesso do mundo empresarial, desde restaurantes aos cosméticos.

Deco foi titular na primeira mão e suplente utilizado na segunda. Na altura com 32 anos já não era titular indiscutível e estava na última época no Chelsea FC. Terminou a carreira em 2013 e, atualmente, é agente de futebolistas e faz trabalho de scouting para o FC Barcelona.

Na segunda mão foi Tiago a aparecer no onze inicial. Jogava na Juventus FC, mas viria a mudar-se para o Club Atlético de Madrid em janeiro de 2010, clube onde ficou até 2017. Atualmente é treinador, tendo passado, sem sucesso, pelo banco do Vitória SC, no início da temporada 2020/2021.

Um dos que continua nos relvados é Miguel Veloso. O médio fazia a melhor época no Sporting CP (11 golos e sete assistências) e tinha regressado à Seleção depois de mais de um ano de ausência. Fez carreira por Itália e na Ucrânia, estando desde 2019 no Hellas Verona FC, onde é capitão.

ATAQUE

Sem Cristiano Ronaldo (lesionado), Portugal não tinha aquela que já era a sua grande referência. Simão Sabrosa, na altura no Atlético de Madrid, foi o capitão nos dois jogos e jogaria, na África do Sul, o seu segundo mundial com a camisola das quinas. Depois de alguns anos como comentador e apresentador, é neste momento Diretor de Relações Institucionais do SL Benfica.

Um dos mais importantes neste playoff foi Nani, que assistiu para os dois golos da Seleção. Com apenas 23 anos, já era um nome estabelecido no Manchester United FC, onde ficaria um total de sete épocas. Recentemente, trocou os americanos do Orlando City FC, pelo FCU Veneza, da liga italiana. Tem 35 anos.

Outro ex-Sporting, Liedson também foi titular nas duas partidas. O luso-brasileiro teve uma carreira curta na Seleção (15 jogos/quatro golos), tendo-se estreado em setembro de 2009 e feito o último jogo em setembro de 2010. Terminou a carreira em 2013 e não está ligado ao futebol.

O último, e mais veterano, dos elementos que ainda estão no ativo é Edinho. O avançado jogava no Málaga CF em novembro de 2009 e fez no playoff uma das suas seis internacionalizações A. Curiosamente só voltou a vestir a jogar por Portugal quase cinco anos depois, em março de 2014. Aos 39 anos, representa a UD Torreense, na Liga 3.

Utilizado em apenas dois minutos, Hugo Almeida fechava o lote de convocados. À data, cumpria a quarta de cinco épocas no Werder Bremen. Em termos de Seleção cumpriu 57 jogos e marcou 19 golos. Acabou a carreira em 2020, na Associação Académica de Coimbra OAF, tendo entretanto passado pelo futebol de praia (no AD Buarcos 2017) emsendo treinador adjunto na Briosa.

Vasco Borges

Redação Bola na Rede · ver artigos