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A seleção portuguesa entrou em campo nos dias 5 e 8 de setembro para a primeira dupla jornada da Liga das Nações. Inserida no grupo 3 da Liga A, Portugal não tinha muita margem de erro, uma vez que o apuramento é curto e qualquer desperdício pode custar a qualificação para a fase final de uma prova que já venceu.
Nesta dupla jornada, os adversários foram, em teoria, os mais acessíveis do grupo. Na prática, tudo isso se confirmou. Foram dois jogos em que Portugal chegou com naturalidade à vantagem e a conservou até ao apito final, mas que exigiu muito engenho e arte. Dois jogos, seis pontos; feito igualado apenas pela França, do mesmo grupo, e pela Bélgica, do grupo 2.
Neste top, reuni os cinco jogadores em destaque nesta dupla jornada e que mais contribuiram para um desfecho tão positivo. Conta, claro está, com o “papa-recordes” e duas novidades, na baliza e no ataque.
5.

Danilo Pereira – o médio português demonstrou, ao longo dos dois jogos, toda a sua capacidade defensiva, característica que levou Fernando Santos a dar-lhe a titularidade e os 90 minutos nas duas partidas. Na partida frente à Croácia, o médio do FC Porto ganhou todos os duelos aéreos que disputou e venceu três dos cinco duelos no chão. Acumulou quatro interceções, três desarmes e dois cortes. Pelo meio ainda acertou os dois passes longos que tentou e rematou por duas vezes. Frente à Suécia, uma seleção mais física, teve mais dificuldades nos duelos, tendo perdido metade. No entanto, no capítulo da organização ofensiva, teve uma boa participação, acertando todos os seis passes longos que tentou. Teve um acerto de passe acima dos 90 porcento e somou três cortes e duas interceções. No geral, conseguiu duas exibições muito seguras e cruciais no que a equipa exigia no momento defensivo.
4.

Bruno Fernandes – mais uma boa exibição no meio campo português. Também Bruno Fernandes somou os 90 minutos nas duas partidas e justificou claramente a aposta do selecionador nacional. Apesar de não ter apontado qualquer golo nem rubricado qualquer assistência, como já nos vem habituando, o médio do Manchester United FC deu muito mais ao jogo – ou jogos. Nas duas partidas acabou com o acerto de passe acima dos 80 por cento, algo positivo para um médio que arrisca tantas vezes. No conjunto desta jornada dupla, somou 10 passes decisivos, 10 passes longos com sucesso, nove remates e, em missão defensiva, quatro cortes, quatro desarmes e uma interceção. Exibições, mais uma vez, seguras de um jogador completamente fiável. Fica, no entanto, a sensação de que poderíamos ver mais meio campo português se Bruno Fernandes jogasse ao lado de Rúben Neves.
3.

Cristiano Ronaldo – não jogou o primeiro jogo, decidiu o segundo. A discussão se a seleção já será independente de Ronaldo ou não prossegue e, dentro de campo, o capitão português chegou à marca dos 100 golos pela seleção. Numa altura da carreira em que já não é solicitado tantas vezes, e isso comprova-se pelo número de vezes que toca na bola numa partida (51 contra a Suécia), Ronaldo é chamado a resolver com pouca cerimónia. O livre cobrado na perfeição e o remate de longe foram quase idênticos na forma e no facto de serem fruto de um momento de qualidade individual, num jogo que esteve sempre longe de estar decidido.
2.

Anthony Lopes – é sempre bom sinal quando o guarda-redes tem pouco trabalho. Mérito não só da linha de quatro – ou cinco – mas de toda a organização defensiva. No entanto, quando foi chamado ao serviço, o guardião do Lyon não vacilou e justificou uma aposta, ao início, inesperada. A opção por Anthony em vez de Rui Patrício pode ter gerado alguma discussão, mas o guarda-redes rapidamente tratou de a dissipar. Um golo sofrido em dois jogos, duas vitórias e um par de intervenções imponentes. Ligeiramente mais novo que o habitual titular, Lopes mostrou ser uma alternativa segura e, em breve, um titular indiscutível. Gestão de esforço físico ou injeção de moral? Não saberemos ao certo, mas o que é mais ou menos certo é que a baliza da seleção tem mais do que uma barreira erguida. E há ainda Rui Silva…
1.
Diogo Jota has scored his first ever goal for the Portugal senior team.
Quite a night for Portuguese Wolves players. 😉 pic.twitter.com/50eP3fhIpZ
— Squawka Football (@Squawka) September 5, 2020
Diogo Jota – depois de uma época a grande nível nos Wolves, ficava a dúvida se o patamar de Diogo Jota não seria outro. Quando talvez se esperasse mais pela titularidade de Gonçalo Guedes, Fernando Santos entregou uma asa do ataque a Jota e o extremo não desiludiu. Arrancou uma exibição empolgante, apontou um golo num dos quatro remates que fez e teve um acerto de passe próximo dos 90 porcento. Com a entrada de Ronaldo para o 11 inicial na Suécia, Jota regressou ao banco e viria a substituir o capitão português a 10 minutos do fim. Com o jogo praticamente resolvido, Jota não teve como aparecer em cena. Ficaram, no entanto, excelentes indicações para o futuro, principalmente na primeira partida.
Artigo revisto por Joana Mendes












