Portugal 2-0 País de Gales (Sub 21): Nova fornada de talento, a mesma qualidade

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Foi num Estádio Municipal de Chaves bem composto e com um relvado em más condições que a selecção nacional portuguesa de sub-21 iniciou a sua campanha de qualificação rumo ao Europeu de 2019 em Itália, campanha essa que arrancou, desde já, com uma vitória frente ao País de Gales.

Após algumas mexidas na selecção nacional por efeitos de idade, pois alguns jogadores deixaram de ter idade para representar esta selecção, muita da base da qualidade manteve-se, pegando logo em Renato Sanches, Gonçalo Guedes, Ruben Neves… Qualidade essa que vem agora a ser complementada pela nova “fornada” de talento da geração seguinte, falo nomeadamente de jogadores como Xadas.

Portugal apresentou por isso um onze cheio de qualidade e talento para o seu primeiro jogo de qualificação, um onze de deixar muitos países a roerem-se de inveja. Portugal iniciou o seu jogo algo nervoso e o País de Gales aproveitou-se dessa situação para arrancar com algum domínio durante os primeiros cinco/dez minutos, situação que se veio a reverter quando a selecção portuguesa se libertou do nervosismo, a qualidade portuguesa começou a vir ao de cima e começou-se a ver uma excelente troca de bola e um excelente “tratamento” da mesma por parte de alguns jogadores, evidenciando-se Renato Sanches, Gonçalo Guedes, Xadas, Gil Dias e João Carvalho, o relvado por vezes, mesmo assim, dificultava a construção de jogo de Portugal.

As oportunidades aos 12, 13 , 15 , 18 e 20 minutos foram a prova do quanto Portugal carregava sobre a área galesa, sempre com os mesmos protagonistas, a nossa seleção esteve mais perto de marcar do que nunca durante este período e a bola parecia não querer entrar, mas tal foi a insistência portuguesa que Gonçalo Guedes conseguiu arrancar um penalty aos 23 minutos que foi concretizado com categoria por Rúben Neves, estava assim inaugurado o marcador em Chaves e Portugal chegava finalmente ao golo que tardava, dado o número de oportunidades.

Portugal inaugurava o marcador mas nem por isso tirou o pé do acelerador e o que se viu foi um contínuo “carregamento” sobre o meio campo galês que não tinha sossego, as oportunidades portuguesas sucediam-se umas atrás de outras e não é de admirar que, ainda antes do intervalo, Portugal tenha chegado ao segundo golo, uma combinação perfeita entre o trio Renato Sanches-Xadas-Gil Dias com Gonçalo Guedes a finalizar da melhor maneira aos 40 minutos, terminava assim uma primeira parte de grande qualidade da equipa de Rui Jorge, resultado curto tendo em conta o número de oportunidades que Portugal desperdiçou.

A segunda parte trouxe um jogo diferente e, consequentemente, um Portugal diferente, que tirou o pé do acelerador e passou a praticar um futebol de mais controlo do resultado, o que permitiu ao País de Gales praticar um futebol mais confortável e com mais oportunidades, a bola ao poste aos 60 minutos traduzia o domínio do Pais de Gales nesta fase do jogo. O resultado ficaria sentenciado aos 82 minutos com a expulsão de Chris Mepham, a partir daqui o País de Gales quebrou fisicamente e Portugal voltou a dispor de algumas oportunidades para aumentar o marcador, a bola ainda foi introduzida dentro da baliza no período de descontos, mas o golo seria anulado por fora de jogo.

Terminava assim o jogo em Chaves, com um resultado feito na primeira parte, o melhor período de Portugal, e onde melhor pudemos ver o que esperar desta geração para esta qualificação, prometeram muito e não desiludiram, veremos se será mais uma qualificação tranquila, estão reunidas todas as condições para tal, outra vez.

 Foto de capa: FPF

Rui Pedro Cipriano
Rui Pedro Ciprianohttp://www.bolanarede.pt
Nascido e criado no interior, na Covilhã, é estudante de Ciências da Comunicação, na Universidade da Beira Interior. É apaixonado pelo futebol, principalmente pelas ligas mais desconhecidas, onde ainda perdura a sua essência e paixão.                                                                                                                                                 O Rui escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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