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A FIGURA:

Cristiano Ronaldo – Tanto o criticaram durante a campanha no Europeu, que aí está a resposta dentro de campo do capitão da seleção nacional. Finalmente, Cristiano Ronaldo conseguiu mostrar toda a sua qualidade e categoria e fez aquilo que melhor sabe: ser decisivo em jogos de caráter importantíssimo. Embora a seleção tenha estado em desvantagem por mais que uma vez, Cristiano nunca se mostrou resignado e esteve sempre à procura do golo e de lançar o perigo ao conjunto adversário. Demonstrou uma excelente visão e leitura de jogo na soberba assistência que fez para Nani, a que aliou a capacidade de finalização, a sua melhor arma, nos dois golos que marcou. É deste Cristiano Ronaldo que Portugal precisa e certamente todos os lusos esperam que seja o mesmo a estar presente já nos oitavos de final da competição, diante da Croácia.
O FORA-DE-JOGO:

A defesa de Portugal – É, sem dúvida, o ponto que merece o destaque pela negativa neste encontro. A defesa portuguesa mostrou várias fragilidades, que ainda não tinham sido evidenciadas até então nesta competição. Os três golos sofridos diante da Hungria podem trazer consequências pela negativa para jogos futuros, principalmente no que diz respeito aos lances de bola parada defensivos, em que foram bastante visíveis as tais fragilidades. Portugal tem que melhorar neste capítulo, pois pode encontrar nesta competição seleções com maiores índices de finalização e de aproveitamento de livres do que a Hungria.
PORTUGAL:

Fernando Santos regressou à sua ideia inicial tática para a seleção portuguesa, com o meio-campo composto por quatro médios de origem, e tal situação verificou-se desde cedo no início do encontro. João Mário voltou à equipa, no lugar de Quaresma, e Eliseu ainda se estreou a titular neste Europeu. Portugal entrou pressionante, muito à imagem do que havia feito no primeiro jogo com a Islândia. Mas, mais uma vez, voltou a pecar, na fase inicial, na finalização, o que permitiu aos húngaros adiantarem-se no marcador.
Com o decorrer do jogo, o capítulo da finalização melhorou de forma significativa, o que levou o conjunto de Fernando Santos a marcar mais golos neste encontro do que os que tinha conseguido marcar no conjunto das duas partidas anteriores. Porém, desta feita falhou o caráter defensivo. Sofrer três golos de uma seleção como a Hungria não é suficiente para uma seleção com as aspirações que Portugal tinha antes de a competição iniciar.
Fernando Santos mexeu bem na equipa, principalmente com as entradas de Renato Sanches e Quaresma em campo. Ambos os jogadores trouxeram frescura, vivacidade e velocidade ao jogo português, quando este parecia já um pouco monótono. Esta situação faz com que se pense nas escolhas do treinador para os jogos futuros, pois João Moutinho não tem estado em particular evidência no meio-campo luso e o jovem médio que irá atuar no Bayern de Munique na próxima época surge como primeira opção para o lugar de Moutinho. No que concerne a Quaresma, embora Nani tenha estado bem neste jogo, sabemos que o jogo português terá sempre mais brilhantismo e técnica e, mesmo não surgindo como titular, Quaresma pode ser utilizado como arma para desbloquear eliminatórias mais complicadas daqui para a frente.
Os golos já apareceram, Cristiano Ronaldo esteve em destaque; falta então melhorar no capítulo que hoje esteve em evidência pela negativa, a defesa, ponto primordial para Portugal, caso queira chegar longe neste Europeu e, primeiramente, vencer a Croácia já nos oitavos de final.
Classificação dos jogadores:
Rui Patrício – 6
Vieirinha – 5
Pepe – 6
Ricardo Carvalho – 6
Eliseu – 5
William Carvalho – 6
João Mário – 6
João Moutinho – 6
André Gomes – 6
Nani – 7
Ronaldo – 9
Renato Sanches – 7
Quaresma – 7
Danilo – Sem tempo.
HUNGRIA:

A seleção húngara conseguiu mais um resultado bastante positivo para as suas aspirações, pois através deste empate termina o grupo no primeiro lugar. À partida, para esta competição, certamente muitos apontavam esta seleção como teoricamente a mais “fraca” do grupo de Portugal e a verdade é que os húngaros surpreenderam tudo e todos e são, até agora, uma das maiores surpresas deste Euro’2016. Este jogo demonstrou, no entanto, algo que ainda não tinha sido evidenciado por esta seleção, ou seja, a fragilidade defensiva, ao sofrer três golos. O ataque também merece destaque, principalmente na pele do capitão Dzsudzák, que teve papel principal e assinou dois golos.
Classificação dos jogadores:
Kiraly – 6
Mihaly Korhut – 5
Adam Lang – 5
Richard Guzmics – 5
Roland Juhász – 5
Akos Elek – 6
Zoltan Gera – 7
Dzsudzák – 8
Adam Pintér – 6
Lovrencsics – 6
Adam Szalai – 7
Barnabas Bese – 6
Nemeth – 6
Stieber – Sem tempo.
Foto de Capa: FPF
Artigo revisto por: Manuela Baptista Coelho












