Ucrânia 0-4 Inglaterra: Britânicos asseguram a última vaga nas “meias” com um festival de golos

- Advertisement -

A CRÓNICA: EFICÁCIA INGLESA BRUTAL NÃO DEIXA QUALQUER HIPÓTESE

Para encerrar os quartos-de-final, a Ucrânia e a Inglaterra viajaram até Roma para disputarem um lugar na próxima fase do Euro 2020. A seleção orientada por Shevchenko nunca tinha chegado tão longe, enquanto que a Inglaterra sonha em erguer o troféu pela primeira vez, numa final que será em Wembley. Destino ou mera coincidência?

O encontro começou e a Inglaterra não foi de demoras. Aos 4 minutos, Raheem Sterling tira um adversário do caminho e isola Kane. À frente da baliza, o atacante não vacilou e abriu o marcador (0-1). Depois do golo, não foi nada fácil penetrar novamente a linha de cinco defesas da Ucrânia. Era uma tarefa de paciência e os britânicos circulavam a bola entre si à procura de soluções.

Aos 36 minutos, Sergey Krivtsov, central ucraniano, sai lesionado, o que muda radicalmente o esquema tático da equipa. Uma nova fórmula que dá mais força e criatividade ofensiva à Ucrânia. Esta alteração surpreendeu de tal forma a Inglaterra que a mesma ansiava pelo intervalo para se ajustar e preparar estrategicamente a segunda parte. Cheira a mudança de planos de Southgate.

Depois do que fez no início do jogo, a Inglaterra volta a mostrar uma entrada abrasadora na segunda parte. Em três minutos de jogo, os britânicos balançam as redes ucranianas por duas vezes de cabeça: primeiro, por Harry Maguire e, depois, por Harry Kane. Luke Shaw faz as duas assistências. A Inglaterra está em brasas! Aos 62 minutos, Jordan Henderson marca, de cabeça, o seu primeiro golo internacional, arrumando definitivamente o resultado.  É um festival de golos com o carrossel inglês a funcionar às “mil maravilhas”. Termina assim a partida e a Inglaterra defrontará a Dinamarca para as meias-finais, no Estádio de Wembley.

A FIGURA

Harry Kane – Numa exibição fortíssima da Inglaterra, Harry Kane volta aos golos. Marcou contra a Alemanha e agora bisou contra a Ucrânia, carimbando a passagem inglesa às meias-finais. É só mais uma das muitas grandes performances de Kane esta temporada.

 

O FORA DE JOGO

Oleksandr Karavaev – Ao longo da partida, o jogador ucraniano esteve adormecido e nada fez para travar as investidas dos britânicos. É importante frisar que dois dos golos da Inglaterra apareceram do seu lado, fora muitas outras oportunidades de perigo. Não foi a melhor noite da sua carreira futebolística, mas há que levantar a cabeça e seguir em frente.

 

ANÁLISE TÁTICA – UCRÂNIA

O selecionador Shevchenko optou, inicialmente, por um 5-3-2 que se destacava pela sua organização defensiva e saídas em contra-ataque rápido. Contudo, devido à lesão do central Kryvtsov, o sistema tático de 5-3-2 foi convertido num 4-3-3 que deu maior pujança e ímpeto ao jogo ofensivo da Ucrânia, à porta do intervalo. Infelizmente para os ucranianos, o segundo tempo não lhes correu nada bem e termina aqui a sua presença no Campeonato da Europa.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

George Buschan (4)

Mykola Matviyenko (6)

Sergey Krivtsov (6)

Illia Zabarnyi (5)

Vitalii Mykolenko (6)

Oleksandr Zinchenko (6)

Serhiy Sydorchuk (6)

Alexander Karavaev (4)

Mykola Shaparenko (6)

Roman Yaremchuk (6)

Andriy Yarmolenko (6)

SUBS UTILIZADOS

Viktor Tsygankov (6)

Evgeny Makarenko (7)

 

ANÁLISE TÁTICA – INGLATERRA

Num jogo que determinava a última vaga das “meias”, a seleção inglesa entrou em campo com um 4-2-3-1, com a titularidade de Jadon Sancho a ser a maior surpresa do elenco. No plano ofensivo, os ingleses apostaram em força nas faixas laterais com Luke Shaw e Sterling em grande destaque nesta partida. O cruzamento para a área revelou-se como uma arma muito eficaz que decidiu a partida, que teve três golos de cabeça.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Jordan Pickford (7)

Luke Shaw (8)

Harry Maguire (8)

John Stones (7)

Kyle Walker (6)

Kalvin Phillips (6)

Declan Rice (7)

Raheem Sterling (8)

Mason Mount (7)

Jadon Sancho (7)

Harry Kane (9)

SUBS UTILIZADOS

Kieran Trippier (6)

Jordan Henderson (7)

Jude Bellingham (6)

Marcus Rashford (6)

Dominic Calvert-Lewin (6)

Artigo revisto por Gonçalo Tristão Santos

Diogo Lagos Reis
Diogo Lagos Reishttp://www.bolanarede.pt
Desde pequeno que o desporto lhe corre nas veias. Foi jogador de futsal, futebol e mais tarde tornou-se um dos poucos atletas de Futebol Freestyle, alcançando oficialmente o Top 8 de Portugal. Depois de ter estudado na Universidade Católica e tirado mestrado em Barcelona, o Diogo está a seguir uma carreira na área do jornalismo desportivo, sendo o futebol a sua verdadeira paixão.

Subscreve!

Artigos Populares

Al Ahli derrota Al Ittihad de Sérgio Conceição e assume liderança provisória da Liga Saudita

Al Ahli derrotou o Al Ittihad de Sérgio Conceição por 3-1, no encontro da 25.ª jornada da Liga Saudita. Eis os resultados do dia da competição.

Vangelis Pavlidis e Tomás Araújo atingem marca dos 100 jogos ao serviço do Benfica

Vangelis Pavlidis e Tomás Araújo atingiram a marca dos 100 jogos ao serviço do Benfica no jogo da 2.ª mão do playoff da Champions League frente ao Real Madrid.

Conselho de Disciplina indica abertura de processo disciplinar a Frederico Varandas e Luis Suárez após queixas do FC Porto

O Conselho de Disciplina terá indicado a abertura de um processo disciplinar a Frederico Varandas e Luis Suárez, na sequência de queixas do FC Porto.

Chaves derrota Académico Viseu em jogo à porta fechada da Segunda Liga

O Chaves venceu na receção ao Académico Viseu por 1-0. O encontro, que abriu a 25.ª jornada da Segunda Liga, foi disputado à porta fechada.

PUB

Mais Artigos Populares

Rui Borges procura primeira vitória frente ao Braga ao comando do Sporting

O Braga é a única equipa que Rui Borges ainda não conseguiu vencer ao serviço do Sporting, somando dois empates em dois jogos.

Quem é Sindre Walle Egeli, jovem avançado que foi apontado ao Benfica?

Sindre Walle Egeli foi apontado recentemente ao Benfica. Avançado norueguês de 19 anos joga atualmente no Ipswich Town.

Freddy Adu recorda passagem pelo Benfica e confessa: «Sabendo o que sei hoje, não tomaria essas decisões»

Freddy Adu recordou a passagem pelo Benfica e confessou que não foi a melhor decisão rumar ao clube da Luz em 2007.