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O Dicionário de Fernando Santos: José Fonte

Pedro Paupério · 1 min

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Terminada mais uma época desportiva ao nível dos clubes, todo o universo do futebol se centra agora no Mundial da Rússia.

Portugal, inserido no grupo B, estreia-se no segundo dia de competição, frente à Espanha. No entanto, a preparação da Seleção Nacional já há muito teve início. Um mês antes do pontapé de saída na Rússia, Fernando Santos anunciou uma das decisões mais importantes: os 23 convocados para a fase final.

Face a um leque de opções alargado, o Engenheiro optou pela variedade. No grupo que vai seguir viagem para a Rússia, todos os jogadores apresentam caraterísticas diferentes, tendo utilidades repartidas pelos diversos contextos.

Assim, até à estreia da Seleção Nacional, o Bola na Rede vai definir, numa palavra, aquele que pode ser o principal contributo de cada jogador para a equipa das Quinas.

 

José Fonte: Solidez.

Quatro jogos, 450 minutos, um golo sofrido. É este o balanço do desempenho da defesa portuguesa no Euro 2016 desde a entrada de José Fonte na equipa.

É certo que o passado não joga, que já passaram dois anos e que o desempenho na Taça das Confederações já não foi o mesmo, mas a solidez que a defesa da equipa das Quinas ganhou com a entrada de José Fonte é difícil de esquecer.

A quebra física do atual defesa do Dalian Yifang é inegável e, mais do que isso, natural: aos 34 anos é normal que Fonte não tenha a mesma velocidade ou disponibilidade de outrora.

No entanto, a sua experiência e assertividade podem ser trunfos importantes, sobretudo em jogos em que um eventual bloco baixo da Seleção Nacional reduza o espaço nas costas da defesa e dispense o central de grandes correrias.

Uma alternativa totalmente diferente de Rúben Dias, por exemplo. As caraterísticas de cada um estão à vista e caberá a Fernando Santos lançar os trunfos em função do contexto. Quando a estratégia for defender baixo e sólido, Fonte parece ser a opção.

Foto de Capa: FPF

Pedro Paupério

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