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Os 6 Mundiais de Portugal

Diogo Pires Gonçalves · 5 min

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Depois de não ter participado na primeira edição, Portugal tentou, sem sucesso, a qualificação para o Mundial por seis edições consecutivas. À sétima, e pela primeira vez, alcançou a fase final da prova. Depois disso, passaram quatro anos sem que o conseguisse e na 13.ª edição chegou novamente a uma fase final. Passaram-se mais três provas sem a presença de Portugal e, neste momento, a seleção das quinas vai na quinta presença consecutiva. Num top curto, fruto das poucas participações lusas, recordamos as prestações de acordo com o sucesso alcançado.

6.

Fonte: Alamy

1986 FIFA World Cup Mexico – A segunda participação portuguesa em fases finais do Mundial coincide com a pior prestação até à data. Muito devido aos problemas levantados entre jogadores e Federação – o famoso caso “Saltillo” – mas os resultados também não contribuíram para outro desfecho. Nesta edição no México, Portugal integrou o grupo F, que apurou três seleções, e ficou no último lugar. Venceu a Inglaterra na primeira jornada (1-0), mas perdeu com a Polónia (1-0) e Marrocos (3-1) nas seguintes.

Com apenas dois pontos (a vitória valia, então, dois pontos), dois golos marcados e quatro sofridos, Portugal saía da competição à primeira oportunidade.

5.

Fonte: Seleções de Portugal

2002 FIFA World Cup Korea/Japan – Com um plantel que contava com Vítor Baía, Luís Figo, Sérgio Conceição, Rui Costa, João Vieira Pinto, Pauleta ou Nuno Gomes, entre outros, as esperanças numa boa prova eram justificadas. O primeiro jogo resultou na primeira derrota, frente aos Estados Unidos (3-2), mas foi prontamente emendado com uma goleada à Polónia (4-0). No entanto, o último jogo ditou a eliminação logo na fase de grupos, fruto de uma derrota (1-0) frente à primeira classificada do grupo, a República da Coreia de Park Ji-Sung.

Com apenas três pontos, seis golos marcados e quatro sofridos, Portugal saiu novamente na fase inicial da competição.

4.

Fonte: FIFA

2014 FIFA World Cup Brazil – Depois de um apuramento adjetivado de tudo e mais alguma coisa, o Mundial disputado no país-irmão era aguardado com grande expectativa. No play-off, Portugal ultrapassou a Suécia numa verdadeira eliminatória de gigantes. Os suecos bem contaram com um Ibrahimovic de alto nível, mas Cristiano Ronaldo tinha um espetáculo para apresentar.

Se a prova tinha começado da pior forma frente à Alemanha (4-0), pior ficou quando Portugal apenas conseguiu o empate frente aos Estados Unidos (2-2), depois de ter entrado a vencer. Restando a vitória por larga margem frente ao Gana, Portugal não foi além da margem mínima (2-1) e disse, assim, adeus com grande estrondo.

Com quatro pontos, quatro golos marcados e sete sofridos, os lusos voltavam a encerrar a prova pela fase de grupos.

3.

Fonte: FIFA

2010 FIFA World Cup South Africa – Depois de um play-off apertado, mas vitorioso, frente à Bósnia (1-0 e 0-1), Portugal chegava à África do Sul para discutir um grupo exigente, mas ao alcance dos objetivos traçados. O primeiro jogo terminou num nulo frente à Costa do Marfim de Drogba, Gervinho e Yaya Touré, mas todos os golos da fase de grupos vieram no jogo seguinte; vitória alegre e folgada sobre a Coreia do Norte (7-0). Com as contas praticamente fechadas, Portugal enfrentou o apurado Brasil na última jornada e voltou a não desfazer o nulo, fechando, desta forma, a fase de grupos com cinco pontos, sete golos marcados e nenhum sofrido.

Ultrapassada a barreira da fase de grupos, cabia agora a Portugal vencer a Espanha para poder alcançar os quartos de final. No entanto, um golo solitário e em fora de jogo de David Villa atirou os portugueses para fora da competição. Foi o primeiro e único golo sofrido nesta prova, mas foi suficiente para pôr fim à caminhada da seleção portuguesa.

2.

Fonte: FIFA

2006 FIFA World Cup Germany – Depois da final alcançada no Europeu de 2004, Portugal chegava à Alemanha para disputar o Mundial com o objetivo claro de chegar mais longe que nunca. Seria, nesse caso, alcançar a final. A fase de grupos correu da melhor forma, tendo conseguido três vitórias nos três jogos realizados; Angola (1-0), Irão (2-0) e México (2-1).

Com nove pontos, cinco golos marcados e apenas um sofrido, Portugal chegava aos oitavos de final para defrontar a Holanda. Num jogo intenso, o golo de Maniche ainda na primeira parte permitiu a Portugal avançar na prova. Nos quartos de final, à semelhança da eliminatória anterior, o jogo foi muito disputado e teve mesmo de ser decidido nos penaltis. Para Portugal marcaram Simão, Hélder Postiga e Cristiano Ronaldo e falharam Hugo Viana e Petit. Para os ingleses marcou apenas Hargreaves, tendo falhado Lampard, Gerrard e Carragher.

Nas meias finais, 40 anos depois, a seleção portuguesa enfrentou a França e foi derrotada pelo penalti solitário de Zidane. Remetida para a discussão do terceiro lugar da prova, a seleção portuguesa voltou a perder, desta vez frente à Alemanha (3-1).

Com um honroso quarto lugar, Portugal conseguiu ainda colocar no plantel ideal do Mundial Ricardo (guarda redes), Ricardo Carvalho (defesa), Luís Figo e Maniche (médios), para além de conquistar o prémio da FIFA para a seleção mais empolgante, ou seja, a que praticou um futebol que melhor envolveu e divertiu o público.

1.

Fonte: Selecções Imortais

1966 FIFA World Cup England – A melhor prestação portuguesa nos Mundiais foi logo à primeira vez. Na primeira participação em fases finais, Portugal alcançou o terceiro lugar em Inglaterra, em 1966.

Numa fase de grupos perfeita, Portugal bateu a Hungria (3-1), Bulgária (3-0) e o Brasil de Pelé (3-1).

A vitória valia ainda dois pontos e, por isso, com seis pontos, nove golos marcados e dois sofridos, Portugal chegou aos quartos de final e eliminou a Coreia do Norte. No famoso jogo de Eusébio, os coreanos venciam por 3-0 a meio da primeira parte. Com quatro golos do Pantera Negra e um de Augusto, a seleção das quinas deu a volta ao resultado e marcou lugar nas meias finais, frente à Inglaterra. Apesar de mais um golo do “Rei”, o bis de Bobby Charlton afastou Portugal da final.

No jogo pelo terceiro posto, frente à União Soviética (URSS), Eusébio voltou a marcar e José Torres desfez o empate que Malofeev tinha alcançado. Além do bronze, Portugal conseguiu destacar para o onze ideal da prova Vicente (defesa), Coluna (médio) e, claro está, Eusébio (avançado). O Pantera Negra juntou ainda a Bota de Ouro pelos nove tiros certeiros na competição.

Foto de Capa: Bola na Rede

Diogo Pires Gonçalves

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