Portugal 2-4 Alemanha: “Malapata” germânica continua por quebrar

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A CRÓNICA: OBJETIVIDADE OFENSIVA GARANTE VITÓRIA DEMOLIDORA

No encontro da segunda jornada do grupo F do Euro 2020, que opôs duas seleções candidatas a vencer o troféu, a Alemanha saiu vitoriosa, conseguindo conquistar os seus primeiros pontos na presente edição da competição. A partida foi disputada em solo alemão, no estádio Allianz Arena, e ampliou a desvantagem histórica de Portugal frente à “Mannschaft”, seleção que não vence desde 2000.

A Alemanha entrou de forma dominadora, e logo ao quinto minuto de jogo, Gosens bateu Rui Patrício, mas o golo acabou por ser anulado com recurso ao vídeo árbitro. Contra a corrente de jogo, ao minuto 15, num contra-ataque exemplar, Bernardo Silva descobriu Jota no interior da área adversária, que assistiu Cristiano Ronaldo para inaugurar o marcador perante uma baliza deserta.

Mesmo em desvantagem no marcador Alemanha continuou a controlar a partida, e ao minuto 35, a seleção que jogou em casa chegou ao empate. O ala esquerdo Gosens rematou cruzado, e após o esférico embater em Rúben Dias, acabou no fundo das redes portuguesas. Quatro minutos depois, a “Mannschaft” concretizou a reviravolta no marcador, novamente através de um autogolo, desta vez por intermédio de Raphaël Guerreiro.

Na entrada para o segundo tempo, Portugal entrou com mais intensidade, à procura de equilibrar a partida, mas foi mesmo a Alemanha a ampliar a vantagem no marcador ao minuto 50. Gosens apareceu sozinho sobre o lado esquerdo do seu ataque, e assistiu Havertz para o terceiro golo germânico.

À passagem da hora de jogo, Kimmich assistiu Gosens para o quatro a um no marcador, com o resultado a adquirir proporções de goleada. Ao minuto 67, a “Seleção das Quinas” diminuiu a desvantagem para dois golos, por intermédio de Diogo Jota, com assistência do capitão Cristiano Ronaldo, num lance de bola parada. Já dentro dos 15 minutos finais, Renato Sanches tentou marcar “à lei da bomba”, mas a bola acabou por embater com estrondo no poste direito da baliza defendida por Neuer.

Apesar da insistência de Portugal, o resultado manteve-se em quatro bolas a duas até ao final do encontro, com a vitória a sorrir à seleção germânica. Com este resultado, a “Seleção das Quinas” ocupa a terceira posição do grupo F, com três pontos conquistados. O terceiro e último jogo da fase de grupos será no próximo dia 23, frente à campeã do mundo França.

 

A FIGURA

Robin Gosens – Foi da sua autoria o remate cruzado que desviou em Rúben Dias e empatou a partida, e esteve também envolvido na jogada do golo da reviralvolta. Foi dos seus pés que saiu a assistência para o golo de Havertz, e apontou o quarto golo da “Mannschaft” de cabeça.

O ala esquerdo da seleção germânica realizou uma exibição absolutamente incrível, apesar de ter jogado apenas cerca de 60 minutos. Esteve exemplar, não só pela participação em todos os golos da sua equipa, mas também pela forma como desequilibrou a defensiva portuguesa.

O FORA DE JOGO

Nélson Semedo – O lateral direito português realizou uma exibição infeliz, devido às muitas fragilidades defensivas que demonstrou, principalmente na cobertura a Gosens. Semedo também não foi capaz de apoiar devidamente os movimentos ofensivos da “Seleção das Quinas”, estando sempre muito condicionado pelas ações defensivas adversárias. É de realçar que três dos quatro golos germânicos surgiram diretamente do seu corredor.

 

ANÁLISE TÁTICA – PORTUGAL

A “Seleção das Quinas” apresentou-se num esquema tático de 4-2-3-1, com Fernando Santos a repetir o “onze” inicial que alcançou a vitória frente à Hungria. No momento defensivo, esta formação alterava-se para 4-4-2, co Bruno Fernandes a subir no terreno para apoiar Cristiano Ronaldo.

Na defesa, Rúben Dias e Pepe foram ocuparam o corredor central, acompanhados por Nélson Semedo e Guerreiro nas laterais. No miolo do terreno, William Carvalho e Danilo Pereira formaram um “duplo pivot”, com Bruno Fernandes a atuar como médio mais ofensivo. Os extremos, Bernardo Silva sobre a direita, e Jota a atuar a partir da ala esquerda, conferiam apoio a Ronaldo através dos seus movimentos para zonas interiores do terreno.

Preferencialmente, Portugal procurava atacar através de contra-ataques rápidos, não só para aproveitar a mobilidade e objetividade da frente de ataque, mas também para explorar os erros no posicionamento defensivo da “Mannschaft”. Na segunda parte, devido à desvantagem no marcador, a seleção portuguesa subiu as suas linhas, tendo de criar jogadas de ataque organizado.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Rui Patrício (6)

Nélson Semedo (4)

Pepe (6)

Rúben Dias (6)

Raphaël Guerreiro (5)

Danilo Pereira (6)

William Carvalho (5)

Bernardo Silva (5)

Bruno Fernandes (5)

Diogo Jota (6)

Cristiano Ronaldo (7)

SUBS UTILIZADOS

Renato Sanches (6)

Rafa Silva (5)

João Moutinho (6)

André Silva (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – ALEMANHA

A “Mannschaft”, orientada pelo experiente técnico Joachim Löw alinhou num 3-4-2-1, repetindo também o “onze” titular utilizado frente à seleção gaulesa. A defesa foi formada por Ginter, sobre a direita, Hummels como central do corredor central, e Rüdiger descaído para a esquerda.

Na linha de meio-campo, Kroos e Gündoğan formaram a dupla de médios centro, apoiados por Kimmich, que atuou a partir do lado direito do terreno de jogo. Na ala esquerda, Gosens realizou todo o corredor, com liberdade nas incursões ofensivas devido à linha composta por três defesas centrais.

A frente de ataque conferiu bastante mobilidade, sem nenhum ponta de lança de referência. Gnabry preferencialmente colocava-se no corredor central, realizando trocas constantes com os dois homens no apoio, Müller e Havertz. Devido à sua capacidade em gerir a posse de bola, e também ao recuo das linhas defensivas portuguesas, a Alemanha atacou maioritariamente através de movimentos organizados.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Manuel Neuer (6)

Matthias Ginter (6)

Mats Hummels (7)

Antonio Rüdiger (6)

Joshua Kimmich (7)

İlkay Gündoğan (6)

Toni Kroos (7)

Robin Gosens (9)

Kai Havertz (7)

Thomas Müller (7)

Serge Gnabry (6)

SUBS UTILIZADOS

Marcel Halstenberg (5)

Emre Can (5)

Niklas Süle (5)

Leon Goretzka (6)

Leroy Sané (-)

Diogo Mimoso Ferreira
Diogo Mimoso Ferreirahttp://www.bolanarede.pt
Adepto desde muito jovem de bom futebol disputado dentro das 4 linhas, desde o Tiki-taka ao catenaccio. Saiu do litoral e estuda na Beira interior, tentando cumprir o seu sonho desde criança: Comentar e analisar futebol.                                                                                                                                                 O Diogo escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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