Portugal 4-1 Noruega (Sub-21): Vitória importante em show de Pedro Neto

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A CRÓNICA: NINGUÉM DISSE QUE SERIA TAREFA FÁCIL

O Estádio António Coimbra da Mota serviu de casa para os Sub-21 de Portugal para nova partida de qualificação do Europeu. O rumo era claro: continuar a vencer para conseguir alcançar os holandeses no 1.º lugar do Grupo 7.

A seleção portuguesa sabia que tinha de começar bem frente a uma seleção que ainda tinha pretensões a alcançar o segundo lugar, e foi isso que fez. Aos seis minutos, e no primeiro remate à baliza, Gedson assistiu Pedro Neto e, num movimento da direita para o meio, rematou para o 1-0. Um golaço que dava vantagem a Portugal.

Foi em contra-ataque que apareceu o segundo da partida. Era a noite de Pedro Neto brilhar, e o jogador faturou novamente. Depois do passe de Vitinha, o número 20 português desmontou a equipa norueguesa toda e só teve de rematar cruzado para o 2-0. Tudo feito de forma simples e eficaz.

Parecia estar tudo controlado, até Diogo Leite cometer um erro defensivo. A tentar sair a jogar, o central falhou o passe e estendeu a passadeira a Jorgen Larsen. O número 10 norueguês agradeceu a passagem “via verde” e desviou-se tanto de Leite como de Diogo Costa, reduzindo a desvantagem (2-1). Foi com este resultado que se chegou ao intervalo.

Na segunda parte, os noruegueses, conscientes de que poderiam fazer um bom resultado, trocaram de papel com os portugueses. Portugal baixou as suas linhas e cometeu muito erros a meio campo, sofrendo, como consequência, “n” contra-ataques. O problema é que o esforço da equipa norueguesa foi em vão, pois bastou um gingar de Vitinha para abrir uma fissura na defesa e marcar o 3-1.

Houve tempo ainda, aos 88 minutos, de um bom entendimento entre Joelson, Daniel Bragança e Dany Mota. O lado esquerdo foi, mais uma vez, o pote de ouro para Portugal e foi de lá que surgiu mais um golo na partida (4-1). Aqui, viu-se a diferença do posicionamento entre Rafael Leão e Dany Mota.

Daí até final, mais nada houve para contar num embate entre seleções de extremos opostos da Europa. Foi um resultado justo, mas Portugal adormeceu no jogo e só acordou quando Vitinha voltou a marcar. Com este resultado, os jovens portugueses continuam a perseguição aos Países Baixos, que têm mais um jogo até agora. Os noruegueses sabem que, com esta derrota, ficam praticamente de fora de um possível apuramento para o Europeu 2021.

 

A FIGURA

Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Pedro Neto – Entrou a todo o gás na partida e, em menos de 20 minutos, fez os primeiros dois golos da partida. Estava muito solto, e a ajuda do meio campo, principalmente a de Gedson Fernandes, facilitou o trabalho do extremo. Para além disso, foi ele que deu a assistência para Vitinha conseguir também marcar o terceiro golo. Foi uma noite muito interessante do jogador do Wolverhampton Wanderers FC.

O FORA DE JOGO

Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Rafael Leão – Esteve totalmente sozinho na frente e, por isso, foi complicado conseguir destacar-se durante toda a partida. Durante a maioria do tempo, o selecionador, Rui Jorge, esteve sempre a corrigir o seu posicionamento em campo. Parecia que não havia grande motivação para estar em campo e, claro, acabou por ser substituído. Esperemos que melhore para o próximo jogo de qualificação.

 

ANÁLISE TÁTICA – PORTUGAL

Em relação ao último jogo de qualificação, Rui Jorge trocou três unidades e meteu no onze inicial Diogo Queirós, Diogo Dalot e Rafael Leão. Tivemos a seleção das Quinas a apresentar-se com num 4-4-3, com Florentino a ser o médio mais recuado e Rafael Leão a ser o jogador mais avançado no terreno, que seria apoiado por Jota e Pedro Neto. No momento ofensivo, era notória a procura dos laterais subidos no terreno para que estes combinassem com os respetivos extremos.

O grande problema a nível tático prendia-se com o facto de que quando Vitinha e Gedson subiam, criavam um autêntico buraco no meio campo, deixando descompensado Florentino, que ficava sozinho. Os jogadores da frente demoravam muito tempo no momento do remate e, para além disso, a decisão no último terço de praticamente toda a equipa era lacuna.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Diogo Costa (5)

Nuno Mendes (7)

Diogo Leite (5)

Diogo Queirós (5)

Diogo Dalot (6)

Florentino (6)

Gedson Fernandes (6)

Vítor Ferreira (6)

Pedro Neto (8)

Jota (5)

Rafael Leão (4)

SUBS UTILIZADOS

Dany Mota (6)

Fábio Vieira (5)

Joelson Fernandes (5)

Pedro Pereira (-)

Daniel Bragança (6)

 

ANÁLISE TÁTICA – NORUEGA

Os noruegueses a apresentarem-se num 4-4-2, com Larsen e Thorstvedt a serem os dois jogadores mais avançados em campo e que pressionavam, relativamente alto, os dois centrais portugueses. Defensivamente, a formação norueguesa encaixava na perfeição com a formação portuguesa – numa marcação quase homem a homem.

A pressão sob os centrais deu resultados, visto que conseguiam muitas vezes obrigar os portugueses a cometer erros. A sociedade Mickelson e Evjen – no lado direito – estava a dar muitos frutos, e foi exatamente por este lado que os noruegueses criaram bastante perigo ao longo de todo o jogo. A instabilidade defensiva foi o grande problema, e raramente os centrais da Noruega conseguiam safar a situação.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Julian Faye Lund (-)

Fredrik Andre Bjorkan (5)

Odin Bjortuft (5)

Tobias Borkeeiet (5)

Nicholas Mickelson (6)

Kristoffer Askildsen (5)

Johan Hove (6)

Emil Bohinen (6)

Hakon Evjen (5)

Jorgen Larsen (7)

Kristian Thorstvedt (6)

SUBS UTILIZADOS

Kristoffer Klaesson – GR (6)

Marcus Holmgren Pedersen (5)

Joshua Kitolano (-)

Jesper Daland (-)

Noah Jean Holm (-)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Portugal

BnR: Durante o jogo, houve momentos em que Portugal acabava por perder a bola a meio campo, e Gedson e Vitinha, muito subidos, deixavam um buraco nesse espaço e Florentino descompensado. Salientou esse aspeto aos jogadores durante o intervalo?

Rui Jorge: «Não acho que foi facilitar. A Noruega jogou com um 4-4-2 e nós com um 4-3-3. Sabíamos que ia haver alguma superioridade no meio campo para os noruegueses. Sabíamos da qualidade que a Noruega tinha e era difícil ter essa supremacia no meio campo. Ao jogarmos a partir de trás com o vento que estava, ocorrem riscos maiores. Nós sabíamos que tudo isto podia acontecer e que o adversário podia ter a bola mais bola.

Por isso, nunca fomos capaz de ter a bola através da posse. Contudo, estivemos bem na ocupação de espaços. A segunda parte modificou tudo e o vento foi um fator muito importante a ter em conta neste jogo. Houve também um lance no qual a Noruega podia ter empatado o jogo, mas acho que fomos mais fortes e mais seguros na segunda parte».

Florentino: Declarações mais importantes

«Soubemos defender quando tínhamos bola. A equipa fez um jogo compacto e estamos de parabéns».

«É um passo importante para o nosso objetivo final e agora estamos focados no jogo contral Gibraltar. A equipa está contente pela vitória e foi um bom incentivo para continuar a nossa caminhada».

Artigo revisto

João Pedro Barbosa
João Pedro Barbosahttp://www.bolanarede.pt
É aluno de Jornalismo na Escola Superior de Comunicação Social, tem 20 anos e é de Queluz. É um apaixonado pelo desporto. Praticou futebol, futsal e atletismo, mas sem grande sucesso. Prefere apreciar o desporto do lado de fora. O seu sonho é conciliar as duas coisas de que gosta, a escrita e o desporto.

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