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Percurso de Qualificação
A Seleção australiana qualificou-se para a Taça das Confederações FIFA ao bater a Coreia do Sul, em 2015, e erguer pela primeira vez na sua história a AFC Asian Cup. Para quem não sabe, os “Socceroos” abandonaram a Confederação da Oceânia, depois de vencerem a sua respetiva prova por 4 ocasiões. A 1 de Janeiro de 2006, insere-se na Confederação Asiática, tendo como meta atingirem maiores níveis competitivos. A tão célebre rivalidade com a Nova Zelândia fica assim mais branda, visto que as duas seleções passam a defrontar-se com muito menos frequência.
Neste momento, disputa a qualificação para o Mundial de 2018, estando inserida no Grupo B juntamente com Japão, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Iraque e Tailândia. Ocupam, com 8 jogos já realizados, o 1ºlugar juntamente com Japão e Arábia Saudita , com 16 pontos amealhados, que se dividem em 4 vitórias, 4 empates e 0 derrotas.
Jogadores mais influentes

Aaron Mooy – Depois de ser transferido do Melbourne City na temporada transata, o jogador foi essencial na promoção do Huddersfield Town (onde se encontra sob empréstimo do Man. City) à Premier League Inglesa. Logo na sua primeira época no 2º escalão da Liga Inglesa, o médio de 26 anos recebeu o galardão de melhor jogador do Huddersfield da temporada; foi nomeado para o melhor onze da Taça da Liga Inglesa, e nomeado também para o melhor onze do Championship pela Associação de Futebolistas de Inglaterra.

Tommy Rogic – Alinha no Celtic, onde venceu a Liga e a Taça Escocesa (decidiu a final da última com um golo em tempo de compensação, frente ao Aberdeen). O sérvio-australiano de 24 anos é considerado pelos media do seu país como um dos melhores jogadores ao serviço do selecionador. Paul Wade, lenda do futebol australiano, defende que o médio ofensivo pode ser decisivo no apuramento da Austrália para o Mundial a disputar na Rússia, e que veria com bons olhos a braçadeira de capitão no seu braço esquerdo.

Trent Sainsbury – Embora apenas tenha feito a sua estreia pelo Inter de Milão na última jornada da Serie A TIM após ter sido reforço de inverno, o selecionador não dá importância ao baixo ritmo competitivo que o central apresenta, e confia-lhe a titularidade no eixo defensivo. Não é por acaso…

Tomi Juric – Sobre o ponta de lança australiano de 25 anos de idade, o que tenho a dizer é que está em grande forma. Apesar de não ser um jogador acima da média (8 golos em 22 jogos pelo Luzern FC, da Suiça), apresenta um final de época bastante positivo: marcou nos últimos três jogos do campeonato suíço e, na passada quinta feira, foi decisivo na vitória por 3-2 sobre a Arábia Saudita, um adversário direto no seu grupo de apuramento para o Mundial do próximo ano.

Com 37 anos de idade, vai dando os últimos cartuchos pela Seleção Australiana de Futebol. É o melhor marcador de sempre da história da sua seleção com 48 golos. Falo do experiente Tim Cahill, a imagem de marca do futebol do país. Passou a melhor fase da sua carreira ao serviço do Everton de Liverpool, cujos adeptos do clube ainda hoje nutrem um grande carinho e admiração pelo icónico futebolista australiano.
Atualmente, encontra-se já na fase final da carreira, o seu contributo à equipa é, a maioria das vezes, dado como suplente utilizado. O Mundial de 2018 deverá ser o seu último grande torneio enquanto jogador profissional.
Treinador
No cargo desde o dia 23 de Outubro de 2013, Ange Postecoglou vê o seu trabalho reconhecido pela generalidade dos media desportivos da Austrália, visto como o timoneiro que reerguerá uma nação que já teve uma geração apelidada de ouro, visto ter sido o obreiro de uma subida substancial no ranking de seleções nacionais FIFA (do 102º posto ao top 50!). Embora a qualificação para o próximo mundial tenha começado de forma positiva (duas vitórias frente ao Iraque e aos Emirados Árabes Unidos), a verdade é que a acumulação de empates abriu espaço a algumas dúvidas por parte da opinião pública australiana. O resultado obtido esta quinta feira é visto como um alívio, pois o apuramento direto, antes deste mesmo jogo, era um pouco questionado.

O selecionador revela-se um apreciador do jogo ofensivo: o plano de jogo assenta numa linha de 3 defesas muito subidos no terreno, principalmente os laterais, que no desenlace da construção de jogo alinham já dentro do meio campo adversário. O processo é semelhante durante todo o encontro: Jedinák, o trinco, recua, recebe do central, e inicia a distribuição da bola pelos restantes meio campistas (jogada repetida dezenas de vezes durante a partida). A leitura que faço é que a circulação do esférico é feita entre os jogadores que atuam numa linha intermédia, e vai sendo sucessivamente trocada entre os ditos e os laterais, fazendo-a chegar, com avanços e recuos, ao último terço do relvado. A execução deste plano requer um elevado grau de paciência por parte da equipa., onde espera, habitualmente, Juric. Qualquer precipitação individual pode pôr em causa o sucesso pretendido. É a ideia de jogo transmitida por Postecoglou aos seus pupilos. O jogo direto (bolas bombeadas para a área contrária), segundo esta lógica, não consiste numa tática viável, visto que a manutenção da posse de bola, elemento fundamental no sucesso da estratégia dos australianos, não pode ser tão bruscamente comprometida. À exceção, obviamente, de circunstâncias desfavoráveis, como um resultado negativo a poucos minutos do apito final, onde reina o “desespero”, “jogar mais com o coração do que com a cabeça”, em que não há nada a perder. Com um 3-2-4-1, o risco de ser vítima de contra investidas rápidas é recorrente e, através de um exemplo bem recente, no decorrer deste último jogo realizado pelos “socceroos”, o esquema foi alterado, já no decorrer da 2ª parte, para um 4-3-3 clássico, que acabou por funcionar e os australianos acabaram por vencer por 3-2.
Palmarés

Fonte: Theworldgame.sbs.com.au
A Austrália vai participar pela quarta vez numa Taça das Confederações. O melhor que conseguiu foi um segundo lugar em 1997.
Para além da conquista da Taça Asiática da AFC, a Austrália já tinha vencido a OFC Nations Cup por quatro vezes… em seis participações.
Expectativas
Arranca para a prova, indiscutivelmente, sem o rótulo de candidata à conquista do evento. Apesar de ter vencido, em 2015, a Taça das Nações Asiáticas , julgo que a sua qualidade ainda não foi verdadeiramente posta à prova. Quanto à Taça das Confederações, penso que é uma competição muito desprezada, principalmente por parte das nações que ocupam as posições de topo do ranking FIFA, as mais poderosas.. Porém, quem participa num jogo de futebol quer vencê-lo, e como se trata de um desporto fértil em surpresas, só nos resta esperar e ver do que os “Socceroos” são capazes!










