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Diamond League 2018: O caminho para Doha 2019 começa em…Doha!

Pedro Pires · 13 min

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Uma verdadeira constelação de estrelas irá marcar presença no primeiro meeting da Diamond League edição 2018. Doha, a capital do Qatar, que em 2019 irá receber os Mundiais, recebe aqui o primeiro meeting de uma temporada em que vencer as finais da Diamond League (finais de Agosto em Zurique e Bruxelas) dará qualificação direta para os Mundiais do ano que vem. Para estar nessas finais é preciso obter a qualificação primeiro e os pontos começam a ser somados desde o primeiro meeting.

Para quem anda menos atento, convém explicar o novo formato da competição, que se estreou no ano passado com sucesso imediato. A Diamond League tem agora 12 meetings que servem de qualificação para as finais. Durante esses 12 meetings, os atletas recebem pontos por cada posição, com oito pontos a serem atribuídos ao primeiro classificado de cada meeting e um ponto ao oitavo. Muito simples, sem demasiados rodeios, no final dos 12 meetings são escolhidos os oito atletas que mais pontuaram nos diferentes meetings e estes marcarão presença na final.

Por indisponibilidade de um dos apurados, a vaga ficará com o atleta melhor classificado a seguir, portanto o nono com mais pontos e assim sucessivamente. As finais, essas decorrerão em dois dias consecutivos no final de Agosto (30 e 31), em Zurique e Bruxelas. Metade das disciplinas terá a sua final na Suíça e a outra metade na Bélgica. Claro que isto levanta problemas de agenda e indisponibilidade de atletas que compitam em mais do que um evento, mas isso é assunto para outro dia e que a IAAF deve rever rapidamente.

Falando em prémios monetários, o vencedor de cada meeting recebe 10.000 USD pela vitória, sendo que o valor decresce conforme a classificação final. Ainda a somar existem os valores pagos pela participação no evento que normalmente não são conhecidos e negociados individualmente. Já na final da Diamond League, o vencedor recebe o “troféu diamante” e 50.000 USD, o 2º classificado 20.000 USD e o terceiro 10.000 USD.

O Troféu Diamante
Fonte: Diamond League

Em ano antes de Mundiais existe ainda um atrativo extra e que para alguns é o verdadeiro troféu: a vitória nas finais garante qualificação direta nesse evento para os Mundiais do ano seguinte!

Este ano não existindo um evento global ao ar livre (Mundiais/Olímpicos), a competição será o ponto alto para muitos dos atletas de elite e os elencos já anunciados deixam antever 14 meetings de luxo!

1ª Paragem: Doha – Os 10 Eventos que não vai querer perder

Tem sido o habitual primeiro meeting e será a capital do Qatar a receber mais uma vez a estreia da Diamond League, um ano antes da cidade receber os Mundiais ao ar livre. Ainda assim, o estádio não será o mesmo e o ambiente será totalmente diferente. Mais uma vez a competição será no Suhaim bin Hamad Stadium, com capacidade para 15.000 pessoas, não existindo ainda confirmação se assim se manterá para as próximas temporadas. Realizado em Maio para aproveitar ainda as mais aceitáveis temperaturas de Doha por esta altura, a verdade é que são esperadas temperaturas acima dos 32ºC e muito calor na capital qatari. Não que fosse preciso, pois o ambiente irá aquecer de qualquer forma! Abaixo falamos de alguns dos principais eventos e estrelas presentes. Destacamos 5 eventos no feminino e 5 eventos no masculino.

Feminino

100 Metros: Um evento de Luxo. Elaine Thompson foi a vencedora da edição 2017 e é também a atual campeã olímpica e vem aqui à procura da vitória na prova onde se sente mais à vontade, depois de ter desiludido nos Jogos da Commonwealth com o quarto lugar nos 200 metros e um quarto lugar nos 60 metros dos Mundiais Indoor.

Elaine Thompson e Dafne Schippers: uma das maiores rivalidades do circuito

Vem aqui à procura de recuperar a forma e sobretudo o domínio que parecia absoluto até Agosto do ano passado, onde acabaria por falhar na final dos Mundiais. Nessa final de Londres, Elaine viu Marie-Josee Ta-Lou (CIV) ficar com a Prata, no segundo lugar, posição que viria a repetir na final dos 200 Metros e já este ano na final dos 60 metros Indoor. Ela também estará aqui e com a certeza que quer fazer deste o ano em que deixa de ser vista como a número dois. Quem~, em Birmingham, terminou à sua frente nos Mundiais Indoor foi a sua compatriota Murielle Ahouré (CIV). Ela também aqui estará e quererá continuar a demonstrar ao ar livre a excelente forma que evidenciou indoor, onde conquistou o título mundial com novo recorde pessoal.

Por fim, não menos importante, teremos como outra das candidatas Dafne Schippers (HOL). A atual campeã europeia prefere os 200 metros (onde é bicampeã mundial), mas vem de um Bronze nos Mundiais de Londres, não esquecendo que tem um recorde pessoal rapidíssimo em 10.81. Sabe-se que as relações com Elaine Thompson estão longe de ser as melhores, o que ajudou a aumentar a rivalidade de ambas depois de consecutivas disputas nos últimos três anos. Outros dois grandes nomes em prova serão o da suiça Mujinga Kambundji, Bronze em Birmingham nos 60 metros há dois meses e Blessing Okagbare, a nigeriana que bem recentemente tornou-se a nova recordista africana nos 200 metros e que nesta distância dos 100 metros já correu este ano em 10.72, embora com vento ligeiramente acima do regulamentar de +2.7!

100 Metros Com Barreiras: Não menos emocionante será o confronto com barreiras. O maior destaque é mesmo o head-to-head entre duas norte-americanas, a campeã olímpica Brianna Rollins-McNeal e a recordista mundial Kendra Harrison! Agora com o apelido de casada McNeal, a campeã olímpica regressa de uma suspensão de um ano por ter infringido o regulamento antidopagem norte-americano.

Não tendo acusado nada (aliás, a atleta tem a ficha totalmente limpa e nunca levantou qualquer suspeita), Brianna não atualizou os seus registos online quando saiu de casa, algo que deve sempre ser comunicado à USADA. E de nada valeu à atleta que das três situações até tivesse motivos mais que válidos e facilmente comprováveis: numa das vezes estava num voo para um dos mais importantes meetings nos EUA (Drake Relays), na segunda estava numa parada na sua cidade-natal em homenagem ao seu Ouro olímpico e na terceira estava na Casa Branca numa visita dos atletas ao Presidente!

Apesar das ausências justificadas, a USADA entendeu que é responsabilidade dos atletas atualizar os seus registos e castigou-a por um ano inteiro, falhando assim os Mundiais de Londres. A atleta regressou numa forma extraordinária, com o seu melhor arranque de sempre, sendo a líder mundial ao correr em 12.43 há poucos dias nos EUA. Mas terá a concorrência de peso de Kendra Harrison, a recordista mundial. Kendra, que andava com a fama de pé frio, de falhar sempre nos momentos importantes, foi uma das estrelas dos Mundiais Indoor deste ano arrecadando não só o Ouro nos 60 metros com barreiras, com recorde dos campeonatos, mas também tendo os tempos mais rápidos de sempre nas meias-finais e eliminatórias.

Kendra Harrison na noite em que bateu o recorde mundial à frente de Brianna Rollins
Fonte: IAAF

Na temporada ao ar livre, regressou bem e já deu um ar da sua graça a correr em 12.37 este fim-de-semana, embora o vento ligeiramente acima do permitido (+2.5) não permita contabilizar o registo como a melhor marca do ano. Recorde-se que Kendra bateu o recorde mundial poucas semanas depois de ter falhado nos Trials norte-americanos. E nessa prova de Londres, estava Rollins, que viu no segundo lugar Kendra bater esse recorde. Mas não estarão sozinhas.

O elenco norte-americano é fortíssimo na prova e contará ainda com a ex-campeã olímpica e Prata em Londres no ano passado, Dawn Harper Nelson, Sharika Nelvis e Jasmin Stowers. Quanto às restantes, da Jamaica vem a ex-campeã mundial Danielle Williams e da Holanda vem Nadine Visser, a surpreendente medalha de Bronze em Birmingham depois de uma extraordinária temporada indoor.

1500 Metros: Numa semana em que saiu a nova regulamentação para atletas a competir no quadro feminino e que irá com certeza impactar nas marcas de Caster Semenya, ela já mostrou não estar muito afetada com isso correndo uma prova de 400 metros na África do Sul em 50.48 segundos, perto do seu recorde pessoal. Aqui ainda não correrá na sua disciplina favorita, mas sim nos 1500 metros onde se sagrou a campeã dos Jogos da Commonwealth há poucas semanas e uma prova onde conquistou a medalha de Bronze em Londres. Ainda assim, a nova legislação só deverá entrar em vigor após o término desta temporada (e depois ainda se seguirão as batalhas judiciais) pelo que Semenya ainda continuará a correr com os níveis de testosterona atuais durante esta edição da Diamond League. O restante elenco, com qualidade, conta com Gudaf Tsegay, Winny Chebet ou Eunice Sum, mas ninguém deve ameaçar a vitória de Semenya. Mais importante deverá ser tudo o resto que rodeará a prova. Qual será a reação de Semenya ao cruzar a meta? Qual será a reação das restantes atletas? Certamente, um dos momentos que irá ter o mundo com os olhos postos em Doha.

Salto Com Vara: Sandi Morris (USA) deixou finalmente a fama de eterna número dois, depois de conquistar o Ouro nos Mundiais Indoor de Birmingham este ano ao saltar 4.95 metros! Ao ar livre, já saltou também 4.88 metros e parece estar numa forma imparável, chegando aqui a Doha como favorita.

Sandi Morris finalmente terminou um evento global com o Ouro, foi nos Indoor de Birmingham
Fonte: IAAF

Acontece que terá pela frente a campeã mundial e olímpica Katerina Stefanidi (GRE), que nunca dá uma batalha por perdida, muito menos antes da mesma começar. A rivalidade saudável entre as duas já é uma habitué do nosso desporto e terá aqui mais um capítulo na noite de sexta-feira. A surpreendente medalhada de Bronze nos Mundiais de Londres, a venezuelana Robeilys Peinado, também estará por cá, assim como a australiana Alysha Newman (CAN) que acaba de conquistar o título da Commonwealth.

3000 Metros: É a prova que irá fechar o meeting e terá como cabeça de cartaz, a atual campeã mundial e vencedora da Diamond League 2017 nos 5.000 metros, Hellen Obiri (KEN). A queniana vem do título dos Jogos da Commonwealth para começar aqui a sua caminhada rumo à final de Agosto, depois de ter desiludido nos Mundiais Indoor, onde foi apenas 4ª nesta distância. A mesma confessou que esperava mais, mas a resposta que deu na Gold Coast deixa antever que não ficou muito afetada com isso e que se prepara para continuar o seu domínio.

Com o apoio da forte comunidade queniana presente em Doha, Obiri terá a companhia das suas compatriotas Lilian Rengeruk, Bronze nos Mundiais de Crosse este ano e Margaret Kipkemboi (quinta em Londres). Interessante será acompanhar o que fará Jennifer Simpson (USA), a norte-americana que ficou com a medalha de Prata nos 1500 em Londres, depois do Bronze nos Jogos do Rio. Tenta aqui dobrar a distância nas quentes condições climatéricas de Doha.

Masculino

200 Metros: Um elenco de elite, com direito a dois campeões mundiais, vencedores da Diamond League e grandes promessas. Começamos por falar de Ramil Guliyev (TUR), o turco que surpreendeu meio mundo para ser campeão mundial em Londres no verão passado, depois de ter sido Prata nos Europeus de Amesterdão e que tem um melhor pessoal de 19.88.

O vencedor da Diamond League passada – que falhou os Mundiais por lesão – o jovem norte-americano de 20 anos, Noah Lyles (USA), estará por cá à procura de continuar a conquistar o mundo e a cimentar os bons resultados e a regularidade. Também Jereem Richards (TTO) que vem fresco da vitória nos Jogos da Commonwealth, é outro dos favoritos (talvez o principal) à vitória neste meeting. Em Londres, ele foi o medalhado de Bronze, ao chegar à meta colado a van Niekerk.

Ramil Guliyev e o seu surpreendente Ouro nos 200 metros nos Mundiais
Fonte: European Athletics

Ainda assim, talvez os nomes mais badalados dos que estarão em pista até sejam o de dois atletas que não entram na prova como favoritos. O primeiro é Andre De Grasse (CAN)! Acaba de retomar à competição depois de quase nove meses sem competir devido a uma grave lesão e este será o seu primeiro meeting de elite internacional. Começou a temporada nos EUA na passada semana nos 100 metros e demonstrou que ainda precisa de tempo (10.15).

Os 200 metros parecem longos para ele para já, mas é com certeza em provas como esta que voltará, pelo menos, ao nível que nos habituou. O outro nome é Omar McLeod! Sim, leram bem! A estrela jamaicana dos 110 metros barreiras, campeão olímpico e mundial, gosta por vezes de se aventurar nos 100 metros (aliás, tem um melhor pessoal abaixo dos 10 segundos!), mas nos 200 metros não é algo tão comum.

Ainda assim, há um mês correu uma prova nos EUA em 20.49, o que para início de época e vindo de um barreirista não parece mesmo nada mau! É treinado por Edrick Floréal que adora misturar tudo e colocar os atletas em provas onde não se sentem tão confortáveis, mas onde sabe que serão competitivos. Para acompanhar com curiosidade.

400 Metros: Steven Gardiner (BAH), que este ano até já brilhou nos 200 metros com uns surpreendentes 19.75 (!), foi quem venceu este meeting no ano passado e mais tarde viria a ser o medalhado de Prata em Londres, apenas atrás de van Niekerk. Nesses Mundiais de Londres, Isaac Makwala (BOT) foi protagonista de um dos episódios mais controversos da competição, tendo sido impedido de participar nos 400 metros por recomendação médica.

Mais tarde, venceria a final dos 400 metros da Diamond League, estando nesta temporada a defender o seu título. Mas presente também estará o atleta da casa e surpreendente medalhado de Bronze nos Mundiais de Londres, Abdalleleh Haroun. O atleta nascido no Sudão acaba de completar 21 anos e já mostrou que não teme a forte concorrência. Com a estrela sul-africana fora de combate durante toda a temporada devido a uma grave lesão, estes serão três dos nomes que poderão marcar a temporada dos 400 metros, embora a promissora nova vaga norte-americana pareça estar a começar a época em grande.

Depois da controvérsia dos Mundiais, Makwala venceu a Diamond League e os Jogos da Commonwealth
Fonte: IAAF

800 Metros: Uma prova para acompanhar com muito interesse. Teremos aqui o recentemente coroado campeão mundial indoor, Adam Kszczot (POL), ele que também é o campeão europeu indoor e outdoor e medalhado de Prata nos Mundiais de Londres. E também teremos o medalhado de Bronze desses Mundiais, o campeão mundial sub-20 em 2016, Kipyegon Bett (KEN), o que por si só proporcionaria já muitos motivos de interesse. Também aqui estará uma das maiores promessas da atualidade, o queniano Emmanuel Korir (KEN).

Ainda assim a grande curiosidade é perceber o que pode fazer Elijah Manangoi (KEN), ele que é o campeão mundial dos 1500 metros e que começou a época a vencer nos Jogos da Commonwealth nessa mesma distância. No ano passado, no Quénia, chegou a correr esta distância abaixo de 1:45 e por isso não se pense que vem aqui fazer figura de corpo presente.

Lançamento do Dardo: Foi uma das disciplinas mais sensacionais na temporada passada e os protagonistas estarão todos por aqui. O destaque é Johannes Vetter (GER), o campeão mundial, que nesta temporada já lançou bem acima dos 90 metros (92.70), mostrando que não está a contar que este seja um “ano-off”. Recorde-se que em 2017, o atleta lançou 94.44 metros, tornando-se o segundo atleta a lançar mais longe na história.

Johannes Vetter, o segundo da história do Dardo!
Fonte: IAAF

Também no ano passado, o campeão olímpico e também alemão Thomas Roller (GER) lançou 93 metros e 90 centímetros, tornando-se o terceiro a lançar mais longe de sempre. Os dois aqui estarão para continuar esta bonita história do desporto alemão, europeu e mundial. A revelação indiana de apenas 20 anos, Neeraj Chopra, também estará por cá, depois de ter vencido os Jogos da Commonwealth com um lançamento de 86.47! Jakub Vadlejch (CZE), o medalhado de Londres, é outro dos candidatos a um bom resultado, bem como esperamos que seja Julius Yego, o queniano ex-campeão mundial que continua à procura de voltar aos bons velhos tempos.

Triplo Salto: Para o fim, deixamos um duelo com particular interesse para os portugueses e que está também a criar muitas expectativas. Foi aqui, em Doha, em 2015, que pela primeira vez na história do Triplo Salto, dois atletas passaram os 18 metros no mesmo concurso e esses atletas foram Christian Taylor (USA) e Pedro Pablo Pichardo (à época, cubano). Na altura, Taylor saltou 18.04 e Pichardo saltou 18.06!

Um dos melhores concursos da história em 2015, com a vitória de Pichardo!

Esta semana não se esperam saltos do género, nem que algum deles ultrapasse os 18 metros. Taylor abriu a temporada com 17.15, mas numa pista que não era a ideal para a prática. Veremos o que fará aqui, num ano em que pretende vencer a Liga Diamante no Triplo Salto e ir “brincando” um pouco nos 400 metros. Quanto a Pichardo expectativas para o seu arranque de temporada, agora como português, mas ainda sem a permissão para eventos globais.

Presente também estará o ex-campeão mundial Indoor e medalhado de Bronze no Rio, Bin Dong (CHI). E, claro, não nos poderíamos esquecer dele, um dos melhores atletas da nossa história (o melhor?), Nelson Évora! O homem que tem mais do que sete vidas e que aos 33 anos bateu um recorde nacional indoor, garantindo um Bronze (que até soube a pouco) nos Mundiais de Birmingham. É também o atual medalhado de Bronze ao ar livre e as indicações que deu em Pista Coberta só podem deixar antever coisas muito boas na temporada ao ar livre. Começa aqui a sua temporada. A voar, pois claro.

Nélson Évora irá tentar outro bom resultado
Fonte: Federação Portuguesa de Atletismo

Nas restantes provas, ainda existem nomes grandes como Sandra Perkovic no Disco, o duelo entre Kerron Clement, Samba e McMaster nos 400 barreiras ou a grande estrela local e um dos maiores nomes a nível mundial, Mutaz Essa Barshim no Salto em Altura!

Um evento certamente a não perder, com transmissão em direto para Portugal na Sport TV 5 a partir das 17 horas desta sexta-feira, com os comentários habituais do António Fernandes.

Artigo revisto por: Rita Asseiceiro

Pedro Pires

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