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Começando pelos destaques desportivos do ano, o Prémio de Atleta Feminino do ano foi para Nafissatou Thiam (BEL).

Fonte: IAAF
A atleta do Heptatlo superou a barreira dos 7000 pontos em Maio, num dos melhores meetings de sempre, que se realizou na Áustria. Mas a cereja no topo do bolo seria mesmo a medalha de Ouro nos Mundiais de Londres, somando ao Ouro nos Jogos Olímpicos do Rio que já havia conquistado na temporada passada. No ano passado, a belga já tinha vencido o prémio de “Rising Star”, mas este ano a promessa tornou-se mais do que uma certeza e levou para casa o galardão de Atleta do ano.
O Atleta Masculino do ano foi Mutaz Essa Barshim (QAT). O atleta do Qatar teve uma época verdadeira assombrosa, sem qualquer derrota, tendo vencido todos os concursos de Salto em Altura em que participou. Foi medalha de Ouro nos Mundiais de Londres, fez a melhor do ano uma semana depois em Birmingham e venceu ainda o troféu da Liga Diamante em Zurique. Seguramente que nunca se irá esquecer de 2017.

Fonte: IAAF
Como revelações do ano, o “Rising Star Award” premiou no masculino Karsten Warholm (NOR), o noruguês que surpreendeu o mundo e no primeiro ano inteiramente dedicado aos 400 metros barreiras (veio das provas combinadas também) conquistou o Ouro nos Mundiais de Londres, sagrando-se o mais jovem (21) campeão mundial de sempre na distância com barreiras. Antes, este ano, já havia sido campeão europeu dos 400 Metros Barreiras Sub-23 e Prata nos mesmos campeonatos e mesma distância mas sem barreiras. De facto, uma revelação!

Fonte: Daily Mail
No feminino, o prémio foi para Yulimar Rojas (VEN). Também ela tornou-se a mais jovem (21) campeã mundial da história do Triplo Salto ao conquistar o Ouro em Londres. Nos Jogos Olímpicos do Rio já havia ameaçado ao ficar com a Prata (atrás da consagrada colombiana Caterine Ibarguen), mas desta vez levou mesmo para a Venezuela a medalha mais desejada. Ao longo do ano demonstrou consistência e regularidade e promete ser um nome a despertar muitas atenções no futuro próximo.

Fonte: Eurosport
Olhando para os prémios de melhores do ano, é curioso verificar que de fora dos 4 consagrados ficaram as disciplinas que normalmente vencem estes prémios. Não temos qualquer atleta da velocidade sem barreiras nos 4 galardões e mesmo nas barreiras apenas temos Warholm que é dos 400. Não temos qualquer atleta do fundo e do meio-fundo, sendo que os saltadores e os atletas de Eventos Combinados foram o grande destaque.
O prémio de treinador de ano (que não faz diferenciação entre Masculino e Feminino) acabou por ir para Anna Botha, a Namibiana de 75 anos de idade (!) que iniciou a sua carreira na década de 60 e que é mais conhecida por ser a treinadora de Wayde van Niekerk (RSA). Num ano em que van Niekerk venceu o Ouro nos 400 metros em Londres, conquistou a Prata nos 200 metros dos mesmos campeonatos e ainda correu os 300 metros mais rápidos da história em Ostrava, o prémio é mais do que justo e não apenas um prémio de carreira.

Fonte: How Africa
O evento conta ainda com o prémio “Women in Athletics” que foi entregue a Cherry Alexander pela excelente organização dos mais bem sucedidos Mundiais da história do Atletismo (e dos Para Athletics também) , com uma organização praticamente imaculada.
Este ano, numa nova categoria, foi também eleita a fotografia do ano no mundo do Atletismo, de forma a valorizar aqueles que através da objectiva captam os melhores momentos do nosso desporto. Esta imagem de Paul Sanwell numa das meias-finais dos 100 Metros Barreiras em Londres acabou por ser a vencedora. Que momento!

Fonte: IAAF
Por fim, claro, em ano de despedida, Usain Bolt não poderia deixar de ser homenageado e consagrado. Foi o vencedor 2017 do “Prémio do Presidente”, um prémio que reconhece grandes serviços prestados ao Atletismo. Bolt é o atleta com mais prémios IAAF da história, tendo vencido por 6 vezes (a última em 2016) o galardão de Atleta do Ano. Certamente que este ano gostaria de ter tido a mesma honra, mas o destino trocou-lhe as voltas e na final dos 100 metros em Londres ficou-se pelo Bronze. Nada de arrependimentos no final, a sua carreira fala por si: 6 Ouros Olímpicos individuais e 11 Ouros em Campeonatos do Mundo tornaram-no em um dos atletas mais consagrados da história da modalidade e um autêntico fenómeno de popularidade, nunca antes visto no nosso desporto. Esperemos que continue ligado ao Atletismo.

Fonte: Evening Standard
Foto de Capa: IAAF












