Mundiais de Atletismo – Guia para Doha 2019 #2: Aqueles que ambicionam o topo do Mundo

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5.000 METROS

É mais um evento que irá depender das escolhas de Hassan (HOL), que se estiver presente irá ser candidata a tudo. Ainda assim, não se espera que seja a favorita perante a presença de Hellen Obiri (KEN), a atual campeã mundial e líder mundial do ano. Não será a única queniana com aspirações ao topo, uma vez que a nação africana também terá outros grandes nomes, como Margaret Kipkemboi (KEN) ou Lilian Rengeruk (KEN), sendo que a rivalidade com a Etiópia promete aquecer, principalmente com a presença de Letesenbet Gidey (ETH). Konstanze Klosterhalfen (GER) chega a Doha com a 3.ª melhor marca do ano entre as presentes e quer também chegar ao pódio.

10.000 METROS

Em 2017, Almaz Ayana (ETH) pouco havia competido (nada nos 10.000 metros) e isso não a impediu de conquistar o Ouro. Desta vez, Ayana chega com ainda menos provas nas pernas, uma vez que em 2019 só tem o registo de uma (!) prova de 3.000 metros, que lhe correu pessimamente. Será que chega? Parece curto se compararmos com outras compatriotas, como a jovem Letesenbet Gidey (ETH) que está sedenta de grandes títulos e que lidera o ranking mundial. Senbere Teferi e Netsanet Gudeta são outras fortes etíopes, sendo que as quenianas trazem Obiri e Agnes Tirop para tentar contrariar o favoritismo das rivais. Existem dúvidas quanto a uma eventual presença de Sifan Hassan (HOL), que já correu rápido esta distância, este ano.

MARATONA

Numa prova em que Portugal tem algumas expectativas em relação à participação de Salomé Rocha, as africanas têm largo favoritismo. A Etiópia leva um fantástico trio composto por Ruti Aga, Roza Dereje e Shure Demise, mas o Quénia tem o trunfo chamado Ruth Chepngetich, que é nada mais nada menos que a terceira mulher mais rápida da história. Lonah Salpeter (ISR) que também nasceu no Quénia, deverá entrar também nas discussões de medalha.

3.000 METROS OBSTÁCULOS

Beatrice Chepkoech (KEN) é a recordista mundial e só pode ser a grande favorita ao Ouro em Doha. Foi a única a baixar dos nove minutos este ano, mas não se pode esquecer do susto na final da Diamond League, onde tentou correr para recorde mundial, naquilo que foi um ritmo quase suicida, pagando a fatura, mas conseguindo, apesar de tudo, segurar a vitória e o diamante.

As compatriotas quenianas são sempre as maiores rivais e falamos de ex-campeãs mundiais (Hyvin Kiyeng) e campeãs mundiais júniores (Chespol), todas abaixo dos nove minutos. Emma Coburn (USA) procurará repetir a enorme surpresa de Londres (onde alcançou um incrível Ouro) e terá a companhia de outras fortes atletas norte-americanas, como Courtney Frerichs (USA), a recordista nacional.

100 METROS BARREIRAS

A campeã Sally Pearson (AUS) abandonou a carreira, mas todos os grandes nomes do circuito estarão presentes numa das provas que poderá apresentar melhores resultados em Doha. Kendra Harrison (USA), a recordista mundial, estará lá, mas sabemos como é conhecida por falhar em grandes momentos, sendo difícil colocar as fichas nela. A favorita é, de momento, Danielle Williams (JAM), que parece como nova e pronta para recuperar o título mundial que foi dela em 2015. Já correu em 12.32 nesta temporada e pode até ameaçar o recorde mundial.

Sendo esta uma prova tão aberta e com tanta qualidade, é de referir que várias atletas podem aparecer em qualquer posição do pódio e entre elas constam a campeã olímpica Briana McNeal (USA), a também norte-americana Nia Ali (Prata no Rio), a nigeriana Tobi Amusan, campeã dos Jogos da Commonwealth, ou a jamaicana Janeek Brown, a segunda mais rápida do ano, em 12.40. Desta vez, não deverá haver lugares no pódio para europeias.

Pedro Pires
Pedro Pireshttp://www.bolanarede.pt
O Pedro é um amante de desporto em geral, passando muito do seu tempo observando desportos tão variados, como futebol, ténis, basquetebol ou desportos de combate. É no entanto no Atletismo que tem a sua paixão maior, muito devido ao facto de ser um desporto bastante simples na aparência, mas bastante complexo na busca pela perfeição, sendo que um milésimo de segundo ou um centimetro faz toda a diferença no final. É administador da página Planeta do Atletismo, que tem como principal objectivo dar a conhecer mais do Atletismo Mundial a todos os seus fãs de língua portuguesa e, principalmente, cativar mais adeptos para a modalidade.                                                                                                                                                 O Pedro escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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