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Tóquio 2020, Atletismo #5: O apagar da chama Olímpica

Clara Maria Oliveira · 3 min

Atletismo, Hassan
Foto: World Athletics

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WE’LL ALWAYS HAVE TOKYO. ATÉ JÁ, PARIS!

O silêncio tornou-se uma das características mais marcantes destes Jogos Olímpicos. Depois do crescente aumento da pandemia da Covid-19 no Japão, as bancadas do Estádio Olímpico e as ruas de Tóquio estiveram praticamente desertas durante toda a competição.

Apesar de termos todos assistido a feitos históricos, faltou o público para condimentar uma organização quase sem falhas.

Quanto à participação portuguesa no certame, é preciso esboçar um sorriso. Entre as quatro medalhas conquistadas, metade foram no Atletismo.

Com o ouro de Pedro Pablo Pichardo e uma prata de Patrícia Mamona no Triplo Salto, Portugal estabeleceu-se como uma potência da especialidade.

Nos últimos três dias, no entanto, ainda faltavam decidir algumas participações. Quando muitos achavam que as medalhas já eram uma miragem, a comitiva lusa levantou-se para aplaudir João Vieira.

Aos 45 anos, o marchador terminou em 5.º lugar dos 50km marcha e fechou a carreira olímpica de forma categórica. Não chegou para subir ao pódio, mas conquistou muitos corações.

Para fechar a participação portuguesa no Atletismo, faltava a Maratona. Carla Salomé Rocha terminou no 30.º lugar, enquanto que Sara Catarina Ribeiro se ficou pelo 70.º posto. Pior sorte teve Sara Moreira, que teve de abandonar depois de desmaiar durante a prova.

O Comité Olímpico de Portugal pode sair contente de Tóquio, mas continuam os mesmos problemas estruturais dos apoios.

Todos os dias, os atletas dão tudo para honrar o país. Contudo, é preciso reforçar esta temática e não falar apenas de quatro em quatro anos. Que venha Paris 2024 e novos campeões!

Foto de Capa: World Athletics

 

ATLETA EM DESTAQUE: SIFAN HASSAN, “SUPERAÇÃO” É O NOME DO MEIO

 

A meia fundista holandesa não conseguiu fazer o pleno que todos esperavam que cumprisse.

Antes da partida para Tóquio, muitos dos apostadores referiam que era provável que vencesse as provas de 1.500, 5.000 e 10.000 metros. Saiu de Tóquio com um bronze e duas medalhas de ouro na mala, respetivamente.

A corredora só não conseguiu subir ao lugar mais alto do pódio na distância mais curta, onde se contentou com o bronze.

Ainda assim, Hassan fez o que nunca nenhuma atleta tinha conseguido. A holandesa foi a primeira a conseguir trazer três medalhas nas provas de fundo no Atletismo.

Além do medalheiro recheado, Sifan Hassan também nos presenteou com um dos melhores momentos das olimpíadas. Nas eliminatórias dos 1.500 metros, caiu e ainda se levantou para conseguir vencer a série em que estava inserida.

A superação é uma das palavras que melhor define a atleta. Aos 15 anos, foi acolhida como refugiada na Holanda e agora é uma das melhores desportistas da atualidade.

Aos 28 anos, a fundista holandesa chega ao ponto mais alto da carreira. Se tudo correr bem, ainda estará apta para lutar por mais medalhas em Paris 2024.

Todos os ciclos olímpicos têm as suas estrelas e o nome de Sifan Hassan vai estar logicamente ligado a Tóquio. 

Clara Maria Oliveira

Redação Bola na Rede · ver artigos

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