Última horaJosé Juan Romero: do Real Bétis a Ceuta, dos milagres dentro de campo ao futebol em segundo plano
Publicidade

Guia LPB: Sporting CP #1

Diogo Silva · 3 min

Sporting CP
Foto: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Com a Liga Portuguesa de Basquetebol cada vez mais próxima dos nossos horizontes, o Bola na Rede realizou um guia das 12 equipas presentes na competição. Optamos por dar uma nota sobre a equipa no seu cômputo geral, sobre as principais contratações, e – num parâmetro mais arrojado – prever/destacar a estrela de cada equipa.

Começamos por ordem decrescente conforme a classificação da temporada regular 2020-2021.

Ou seja, a nossa «maré de artigos» irá iniciar o seu itenerário na cidade da Póvoa, com o guia do atual campeão da Proliga e recém promovido CD Póvoa, e irá chegar a bom porto em Lisboa, com o guia do atual campeão nacional – Sporting CP.

Finalmente, o campeão nacional! Aqui fica o guia dos leões para a época 21-22.

Foto de capa: Diogo Cardoso / Bola na Rede

SPORTING CP

Classificação final época 2020-2021: 1º

Treinador: Luís Magalhães

Fonte: Sporting Clube de Portugal – Modalidades

A época 2020-2021, apesar das suas vicissitudes face à pandemia, revelou-se histórica para os leões. A equipa orientada por Luís Magalhães venceu um campeonato que escapava há 39 anos (resultado da ausência dos leões na modalidade) e, agora, procura demonstrar que a época transata não foi um caso isolado.

Sob linhas orientadoras bem definidas, o Sporting CP revelou ser uma das equipas mais agressivas, elétricas e estonteantes de poder observar no nosso campeonato e, este ano, a tónica não deve ser diferente.

Entre os aspetos chave que permitiram aos leões erguer o troféu de campeão nacional, sublinho a voracidade defensiva. Com uma armadilha bem montada a meio-campo, ou um pressing intenso a campo-inteiro, os leões asfixiavam o adversário e davam luz verde e tranquilidade para os principais jogadores operarem no meio-campo ofensivo.

O plantel sofreu algumas mudanças, mas as peças que entraram, vêm encaixar que nem uma luva no sistema do técnico português.

AS PRINCIPAIS CONTRATAÇÕES

Com as saídas de jogadores chave como Elissor, John Fields ou Shakir Smith, o Sporting CP olhou para o mercado interno com bons olhos, e conseguiu soluções bastante interessantes. O plantel ainda aparenta estar incompleto, porém, até ao momento, já podemos visionar as principais contratações dos leões.

Elissor foi uma das principais saídas dos leões
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Primeiramente, na posição um – Miguel Maria Cardoso. O ex-SL Benfica, que vem de duas experiências no estrangeiro, entra para lutar pelo lugar de Diogo Ventura e revela-se como sendo um jogador eletrizante e explosivo. No fundo, um jogador irreverente que faz o balanço entre um base das características de Diogo Ventura e Shakir Smith.

Na última temporada, pela equipa islandesa do Valur, o base de 28 anos registou 15.5 pontos, 5.5 assistências e 4.1 ressaltos por jogo.

Depois, para colmatar a saída de Elissor, o Sporting CP procurou internamente um jogador de registo semelhante. O designado foi Tanner Omlid. O jogador foi uma das principais referências do Imortal Basket na época passada e, se tudo correr dentro da normalidade, será uma das principais caras deste Sporting CP 2021-2022.

Por fim, para a posição de poste, o Sporting CP encaixou várias caras novas, mas destaco uma que ficou bastante reconhecida na época transata e que se apresenta como uma certeza: Mike Fofana. Não apresenta um físico tão robusto como o de Fields, mas tem características semelhantes, e em termos atléticos será mais um jogador de grande acréscimo para Luís Magalhães.

Nota ainda para Daniel Relvão e António Monteiro, duas contratações internas que serão duas boas dores de cabeça para o treinador luso e que, diga-se, representam um upgrade no que toca às opções a partir do banco comparativamente à temporada passada.

A ESTRELA

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Travante Williams, 28 anos. É peça chave e encaixa de forma perfeita no modelo de jogo de Luís Magalhães. É um «osso duro de roer» para qualquer adversário nos dois lados de campo.

Defensivamente é daqueles que «vai a todas», sendo que tem um instinto que lhe permite recuperar várias bolas no decorrer da partida. Ofensivamente, por outro lado, diferencia-se pela capacidade de explosão a partir do drible e pela facilidade de trabalhar no 1vs1, e em transição ofensiva.

Será, com toda a certeza, mais uma época de muitos brilharetes para o norte americano.

Diogo Silva

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

José Juan Romero: do Real Bétis a Ceuta, dos milagres dentro de campo ao futebol em segundo plano

SEVILHA, ANDALUZIA- Espanha não tem sido notícia apenas por boas razões nos últimos meses, bem pelo contrário. A queda do governo de Pedro Sánchez está na ordem do dia e tal ‘crise’ justifica-se com vários pontos: alianças políticas que já não estavam a funcionar, aumento do descontentamento da população, salários que não acompanham o custo de vida, crise habitacional que levou a manifestações por todo o território… No entanto, a memória é traiçoeira. Faz-nos pensar que certos acontecimentos já ocorreram há bastante tempo, quando não é bem assim. Quantos se recordam do dia 30 de julho de 2026? Foi nessa data que ocorreu o começo da crise migratória de Ceuta e as consequências da mesma ainda se fazem sentir hoje em dia. 70 mil pessoas oriundas de Marrocos entraram no território a partir do mar durante as 48 horas, provocando uma crise migratória totalmente inesperada. As razões que estiveram na origem desta entrada em massa não são o foco desta análise. A maioria das pessoas teria uma boa índole, procurando o melhor para si e para os seus. Histórias de vida diferentes umas das outras, mas o objetivo comum de atingir a felicidade. No entanto, também existiu o outro lado da moeda: quem procurou o conflito e a criação de um ambiente tóxico.

Ricardo João Lopes · 5 min de leitura
Ler a crónica
Opinião

Quem é o rei da Andaluzia? É o Real Bétis. Ah, bem me parecia!

SEVILHA, ESPANHA- As últimas temporadas permitiram confirmar um novo paradigma no futebol espanhol. A Andaluzia, recheada de históricos por todas as suas províncias, acabou por ver o Real Bétis transformar-se na instituição mais forte da região. O designado de número 1. Há poucas missões mais difíceis que esta. Uma Comunidade Autónoma larga, com cidades com um espólio enorme, não é fácil de dominar. Para isso, os béticos lograram montar um projeto com vários prazos e uma figura central, beneficiando também do mau momento vivido por outras instituições. Ao pensarmos no futebol na Andaluzia, sem dúvida alguma que o Real Bétis é um dos primeiros emblemas que nos vêm à cabeça. No entanto, o Sevilha já foi o Rei da Europa League e é lembrado em primeiro lugar por muitos. Málaga, Granada, Cádiz, Almería, Real Jaén… as preferências dividem-se, como em tudo. Porém, o domínio estabelecido pela instituição do Benito Villamarín é inegável. Vivemos tempos em que o verde e brancos está na moda no sul de Espanha.

Ricardo João Lopes · 7 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.