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Nem só de jovens se fazem os Rookies. O maior exemplo desta temporada foi a entrada de Facundo Campazzo na equipa dos Denver Nuggets, depois de jogar na América do Sul e, mais recentemente, na Europa. Porém, na essência da designação, estão atletas na flor da idade e que estão a dar os primeiros passos no basquetebol profissional.
Quando chega a altura do Draft, as maiores expectativas vão para as escolhas mais altas. No passado mês de Novembro, Anthony Edwards foi o primeiro de 60 nomes a ser chamados por Adam Silver. Depois dele, James Wiseman assinou por Golden State e LaMelo Ball rumou a Charlotte para jogar pelos Hornets.
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— NBA (@NBA) November 19, 2020
Com o decorrer dos jogos surgem os steals, ou seja, jogadores que foram escolhidos mais tarde e que surpreenderam. Este é um dos motivos pelo qual a NBA fica ainda mais interessante. Um jogador pode não ter brilhado durante a carreira universitária/europeia e, na estadia na liga, chocar os analistas que não acreditavam que o talento fosse suficiente para a concorrência.
Durante esta época, houve espaço para todos. Desde Rookies que foram escolhidos cedo no Draft, alguns steals e, ainda, passando por jogadores que não foram sequer escolhidos. Infelizmente, as lesões foram um ingrediente que foi demasiado utilizado durante os jogos, com alguns jogadores desta lista a sofrer com esse problema, mas, mesmo assim, fizeram o suficiente para merecer um lugar neste top.
Estatísticas do dia 4 de maio.
Foto de Capa: Charlotte Hornets
5.
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— NEW YORK KNICKS (@nyknicks) May 4, 2021
Immanuel Quickley – Foi a escolha número 25 do último Draft. Apesar de a seleção pertencer aos Oklahoma City Thunder, os serviços do jogador foram prontamente enviados para Nova Iorque, onde acabou a jogar nos Knicks. Quickley foi um dos exemplos em que uma escolha mais tardia não significa a ausência de talento, muito pelo contrário.
Na melhor versão dos Knicks que vimos em muitos anos, o base tem jogado uma média de 20 minutos por jogo. As médias de 11.6 pontos, 2.2 ressaltos e 2.1 assistências não espelham o contributo que tem tido. O primeiro ano de Immanuel foi um bom primeiro passo para uma carreira que se espera a bom nível.
Foi, sem dúvida, uma boa surpresa. A facilidade com que adotou os floaters como uma imagem de marca e a qualidade que demonstra na meia distância deixam água na boca para os próximos anos.
4.
Jae’Sean Tate! 🚀 pic.twitter.com/KMZLJJSW2c
— Houston Rockets (@HoustonRockets) January 23, 2021
Jae’Sean Tate – O jogador dos Rockets foi um caso de sucesso e uma história que se pode comparar à Cinderella. Depois de não ter sido escolhido no Draft de 2018, jogou na Bélgica e, mais tarde, na NBL, a Liga australiana de basquetebol. Depois de brilhar na Europa e Oceânia, Tate encontrou o seu lugar ao Sol em Houston.
A formação do Texas arriscou e petiscou. Jae’Sean tornou-se, aos poucos, um dos poucos cartões de visita de uma equipa que está em reconstrução. O extremo está com médias de 11.2 pontos, 5.4 ressaltos e 2.3 assistências por jogo e ganhou um lugar na NBA, depois de tanto encontrar uma nova porta de entrada.
Nunca é tarde para sonhar e Jae’Sean Tate sentiu isso na pele. Entrou na liga aos 25 anos e, mesmo assim, não sentiu o choque. Será interessante ver se vai continuar nos Rockets como uma peça fundamental ou seguir outro caminho no futuro.
3.
Anthony Edwards ELEVATED 😳 pic.twitter.com/X5Ie4muf8L
— NBA TV (@NBATV) April 27, 2021
Anthony Edwards – A primeira escolha no Draft, vindo da Universidade da Geórgia. Não começou a temporada da melhor forma, mas apanhou o comboio e conseguiu demonstrar o porquê do patamar em que foi colocado. Os Minnesota Timberwolves são uma das piores equipas da NBA e esperam que Edwards seja um messias no futuro.
Já venceu dois prémios de Rookie do Mês (Abril e Maio) e tem, quase de certeza, um lugar garantido na luta pelo troféu de melhor caloiro desta temporada. Quando falamos de números, Anthony Edwards tem 18.5 pontos, 4.6 ressaltos e 2.8 assistências por partida.
Há algo que é certo: O número #1 dos Wolves divertiu a comunidade da NBA. Os afundanços espetaculares invadiram a internet durante semanas e, além disso, demonstra uma personalidade bastante engraçada. Tem tudo para ser um favorito dos fãs num futuro bem próximo.
2.
Tyrese Haliburton is 𝗠 𝗢 𝗡 𝗘 𝗬
💰 Career-High 21 Points
💰 FIVE three pointers
💰 Rookie of the Month
@TyHaliburton22 | @SMUDUpdates pic.twitter.com/N2ZHJAtJYN— Sacramento Kings (@SacramentoKings) February 4, 2021
Tyrese Haliburton – Um dos grandes roubos deste último Draft. Existiram alguns receios que os analistas tinham sobre Haliburton e colocaram uma pulga atrás da orelha de 11 organizações. Os Sacramento Kings, sem medo, apostaram no base que vinha da Universidade de Iowa State. Os problemas que colocaram em cima da mesa, como a mecânica de lançamento, não se notaram na NBA.
Ao contrário de Anthony Edwards, Tyrese Haliburton começou melhor a época. Durante os primeiros meses, colecionou dois prémios de Rookie do Mês e encantava os adeptos. No entanto, as apostas do treinador dos Kings, Luke Walton, afastaram o jogador da luta quando chegávamos à reta final da temporada.
A época parece ter terminado para Tyrese, depois de uma lesão no joelho. No entanto, até agora, amealhou médias de 13 pontos, três ressaltos e 5.3 assistências por jogo. Isto, enquanto atuava na sombra de De’Aaron Fox. É possível que o treinador dos Kings tenha de encontrar um plano de jogo que coloque ambos no backcourt.
1.
HE’S BAAAAAACCCCCKKKK!! 🕺🛸@MELOD1P | #AllFly pic.twitter.com/VAwujBvjAa
— Charlotte Hornets (@hornets) May 1, 2021
LaMelo Ball – Não fosse a lesão que sofreu e não existiam quaisquer dúvidas. Ainda assim, o mais novo do clã Ball parece o jogador que parte muito à frente na luta para caloiro do ano na classe de 2020. O talento nunca foi colocado em questão, mas foi nos pavilhões que LaMelo demonstrou a real capacidade para brilhar no meio dos graúdos.
Caso continue saudável, acredito que LaMelo possa ser um All Star na próxima temporada a jogar na Conferência Este. O jogador dos Charlotte Hornets está com médias de 15.7 pontos, 5.9 ressaltos e 6.1 assistências. Além dos números, voltou a trazer os holofotes para um franchise que parecia esquecido.
Artigo revisto por Inês Vieira Brandão












