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A NBA está de volta e foram muitas as novidades neste recomeço insólito da maior liga de basquetebol do mundo. Desde o suspender da NBA passaram 141 dias. Foram meses, semanas e dias de muita ansiedade, para todos os adeptos da modalidade. Não só para perceber se iria existir efetivamente um regresso, como também para perceber como a NBA iria cobrir o vazio de não existir adeptos nas bancadas, que tanto fazem falta.
Desde a bancada virtual, à normalidade de Harden, Giannis, Doncic, entre outros, à justiça social, foram muitos os pontos relevantes nestes primeiros dias de retoma da liga norte americana. Neste artigo, iremos destacar alguns aspetos e curiosidades destas primeiras partidas e daquilo que foi a retoma da NBA.
Foto de capa: NBA
O ANSIADO E CARICATO PRIMEIRO CESTO
Rudy Gobert has the first bucket for the NBA restart pic.twitter.com/MIQULizyTG
— Bleacher Report (@BleacherReport) July 30, 2020
E o primeiro cesto da retoma é de… Rudy Gobert… Caricato, mas porquê? Ora, 141 dias depois do cancelamento da NBA e após ter sido o primeiro atleta da liga a revelar a infeção referente ao coronavírus, foi o próprio a colocar a primeira bola no cesto nesta retoma. Isto num cesto, que até o próprio admite, que nem era suposto desenrolar como sucedeu, ao passo que o poste dos Jazz atacou um 1vs1 no qual não era suposto. Com o primeiro cesto (deste regresso) na bagagem, Gobert ainda decidiu o jogo para a equipa de Utah com os últimos dois pontos da equipa, numa partida que terminou com a vitória por 106-104, diante os Pelicans.
Para rematar, de salientar a frase proferida pelo internacional francês, que decidiu comentar o facto de ter sido o primeiro a marcar neste regresso, afirmando que «a vida funciona de forma misteriosa».
DESTAQUES INAUDITOS

Fonte: NBA
Ora se por um lado, estrelas como Harden, Giannis ou Doncic vão continuando o percurso que já haviam traçado antes da pandemia, por outro lado, nesta retoma tem existido espaço para várias surpresas e destaques sui generis. Jusuf Nurkic, apesar de num estado emocional complicado (avó está em coma, resultado do Covid-19), voltou de uma lesão que já perdurava há mais de 1 ano e brilhou na vitória dos Trail Blazers diante os Grizzlies, efetuando 18 pontos, 9 ressaltos, 5 assistências e 6 desarmes de lançamento e na derrota diante os Celtics, realizando 30 pontos e 9 ressaltos.
Bol Bol, ainda rookie, demonstra uma “fome” tremenda de marcar uma posição como um dos melhores do seu draft (de relembrar que foi escolhido apenas na segunda ronda do draft de 2019). De resto, o jovem de 20 anos tem todo o potencial técnico/físico para ser um dos melhores a praticar a modalidade, não obstante tenha paradoxalmente um físico que o poderá corromper no futuro, como já o fez no passado. Depois de num dos jogos de preparação ter realizado 16 pontos, 10 ressaltos e 6 desarmes de lançamento (que inclusive o obrigou a um teste de uso de drogas pela NBA), Bol Bol estreou-se em jogos oficiais com 5 pontos e 4 ressaltos, demonstrando ser atleta de um arsenal técnico vastíssimo.
BOL BOL DROPPING DIMES 🔥 pic.twitter.com/Eij3SU2Fvy
— ESPN (@espn) August 1, 2020
TJ Warren, por fim, foi outra grande surpresa neste regresso. Poderá não ter a consistência desejável, na sua carreira, mas é certo que já alarmou muitas pessoas do seu talento e do que é capaz de executar ofensivamente. Diante os Sixers, Warren atingiu o seu máximo de carreira, marcando uns fantásticos 53 pontos, sendo que destes 53, 27 foram da linha de triplo. Uma partida notável, que ressalvou o “efeito surpresa” que esta retoma poderá caucionar.
▪️ 53 PTS (career-high)
▪️ 9 3PM (career-high)
▪️ @Pacers W in Orlando openerT.J. Warren GOES. OFF. 🔥 pic.twitter.com/yUoipSf1EE
— NBA (@NBA) August 2, 2020
A BANCADA VIRTUAL E A JUSTIÇA SOCIAL
The NBA Allowed Fans To Watch Games Last Night From “Virtual Seats”https://t.co/8WY9cAKXhu pic.twitter.com/6veERfFalq
— Rod Ryan Show (@rodryanshow) July 31, 2020
Sem adeptos, vazio, algo deprimente e sem o espetáculo comum que existe na periferia do verdadeiro espetáculo, a NBA teve que reinventar-se e usurpou ao máximo das novas tecnologias para tentar oferecer o entretenimento possível para quem assiste aos jogos em casa.
Para além do efeito da pandemia, o desporto e a NBA em particular, também sofreu com os efeitos colaterais dos vários «acontecimentos» que ocorreram no quotidiano norte americano. Acontecimentos estes, que envolveram abuso policial e atos de racismo, pelos quais naturalmente transcenderam todo o mundo e não deixaram apáticos os responsáveis da NBA.
De joelhos contra o racismo
Jogadores, comissão técnica e integrantes da NBA, a liga de basquete americana, fizeram um protesto emocionante contra o racismo e à injustiça racial na volta do campeonato nesta quinta. #BlackLivesMatter #VidasNegrasImportam pic.twitter.com/wBkspC5LF6
— Luciana Genro (@lucianagenro) July 31, 2020
A NBA pode e deve ser uma plataforma para ajudar na justiça social. Particularmente, o movimento «blacklivesmatter» esteve bem vincado neste regresso, sendo que vários atletas estão a utilizar frases, nomes ao invés dos seus apelidos na sua respetiva camisola de jogo. Isto, permite a cada atleta/ indivíduo salientar aquilo que preconiza na procura de justiça social. Para além disto, os jogadores e todos os envolvidos têm-se ajoelhado durante o hino (exepção dois jogadores: Jonathan Isaak e Meyers Leonard) e têm aproveitado conferências de imprensa, entrevistas, entre outros meios de comunicação social para espalhar frases, o movimento, numa tentativa de expor alguns dos problemas mais gritantes nos Estados Unidos da América-o racismo e a brutalidade policial.
Artigo revisto por Joana Mendes











