Última horaTorreense ‘Til I Die On The Beach
Publicidade

Rúben Prey: A nova coqueluche do Basquetebol Nacional | Olheiro BnR

Clara Maria Oliveira · 3 min

Ruben Prey a nova estrela de NBA de Portugal
Foto: FIBA

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Rúben Prey: A nova coqueluche do Basquetebol Nacional

Durante o mais recente Challenger da FIBA, na categoria de Sub-16, na Bulgária, um talento despertou os olhares dos olheiros presentes.

Rúben Prey – A nova coqueluche do Basquetebol Nacional

Rúben Prey, de apenas 16 anos, é um extremo/poste que está a representar o Joventut Badalona, em Espanha, e que começou a representar as seleções jovens portuguesas.

Com formação também feita no Paço d’Arcos e no CA Queluz, o jogador decidiu emigrar para uma das melhores escolas europeias.

Com jogadores como Rudy Fernández ou Ricky Rubio formados nas suas fileiras, o clube catalão foi um passo acertado para o sonho de, provavelmente, conseguir melhores opções na carreira.

Durante a temporada passada, na categoria de Cadetes, o clube venceu o campeonato da Catalunha, frente ao FC Barcelona, por 79-67. No jogo decisivo, Rúben Prey anotou 24 pontos em 37 minutos e deixou água na boca para os compromissos internacionais que se avizinhavam.

Logo durante a primeira partida do Challenger, Mike Schmitz, um dos primeiros olheiros a mecionar o nome de Neemias Queta nos Estados Unidos da América, ficou impressionado com Prey. Segundo Schmitz, o jogador demonstrou bons instintos defensivos, boas mãos e um grande “feel” pelo jogo.

Durante a primeira partida, Rúben Prey terminou com a folha cheia.

Os 14 pontos, 17 ressaltos, seis desarmes de lançamento e três assistências, frente à Ucrânia, não deixaram ninguém indiferente. Depois de se fazer notar, Rúben Prey nunca mais parou de surpreender.

O jogo de pés é surpreendente para a idade e para a estatura que apresenta. Os impressionantes 2,07 metros não retiram capacidades e técnica ao jovem basquetebolista.

O extremo/poste demonstrou uma boa visão de jogo e uma boa leitura dos movimentos do adversário. Além, claro, da grande capacidade defensiva, onde é um desarmador de primeira linha.

Portugal terminou o Challenger de Sub-16 em terceiro lugar, mas ganhou uma estrela para os próximos anos. Além da qualidade coletiva, o buzz criado em redor de Rúben Prey vai ser positivo para dar a conhecer potenciais novos talentos para enriquecer o Basquetebol português.

Durante o último mês, o país viu Neemias Queta a ser o primeiro luso na NBA e um talento a despontar na seleção. É precoce prever o futuro de um atleta que ainda está na fase embrionária da carreira, mas é verdade que já deu todos os indicadores de que pode fazer um percurso sólido durante a carreira.

Com o conhecimento do nome além das fronteiras europeias, é provável que as universidades da Division I da NCAA (Liga Universitária americana) comecem a sondar o basquetebolista. Se tudo correr muito bem, poderemos ter mais um português na NBA a partir de 2024, quando completar 18 anos.

A qualidade existe e já demonstrou que é superior a muitos basquetebolistas do mesmo escalão, mas é preciso dar tempo a um jovem que está a começar a dar os primeiros passos no mundo da ribalta.

Apesar de toda a cautela pedida, há motivos para ficar entusiasmados, porque Rúben Prey é um potencial talento geracional em construção.

Foto de capa: FIBA

Artigo revisto por Joana Mendes

Clara Maria Oliveira

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Torreense ‘Til I Die On The Beach

O Sunderland é uma das equipas mais românticas desta edição da Europa League. Não pelo futebol, mais próximo da ideia genérica do futebol inglês e britânico e pouco dado a estéticas e modernidades, mas pela história de um clube tradicional que, aos olhos de todo o mundo, desceu à 3.ª Divisão, fez o caminho das trevas e, à primeira, garantiu o acesso às competições europeias. Nesta caminhada, a série «Sunderland ‘Til I Die» ajudou o clube do Nordeste de Inglaterra a tornar-se mais global, solidarizando e sensibilizando adeptos de todo o mundo. No que toca a ter as ruas do seu lado, há poucos clubes mais bem posicionados do que o Sunderland. Um deles, ainda assim, é o Torreense. Por mais que seja interessante olhar para lá do óbvio, não nos podemos esquecer, em qualquer análise, que a competição para o emblema de Torres Vedras é altamente desigual. Enquanto se debela com um arranque de época delicado na Segunda Liga, o Torreense vai usando a Europa League como uma diversão cada vez mais competitiva, como uma montra de luxo para se publicitar enquanto clube e como uma recompensa merecida a um feito extraordinário. Este carinho natural para com o outsider roubou algum do protagonismo à primeira deslocação europeia do Sunderland em 53 anos. E, mais do que os dados lançados antes do jogo, o rumo dos 90 minutos ajuda a ganhar um sentimento de identificação com o Torreense.

Diogo Ribeiro · 7 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.