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NBA Playoffs: Venham as finais!

Diogo Silva · 6 min

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As finais de conferência chegaram ao fim e as tão ansiadas finais de NBA estão quase aí. Entre Lakers, Nuggets, Celtics e Heat, dois deles iriam jogar uma das finais mais rígidas e menos convencionais da história da liga. Não só pela conjuntura da pandemia em que vivemos, como pelos vários condicionantes provocados pela mesma, esta será uma das finais da NBA mais intrigantes da história.

Neste artigo, iremos analisar o trajeto e como os Miami Heat e os Los Angeles Lakers venceram a respetiva conferência e arrecadaram uma posição na final da NBA.

DUPLAS ÁVIDAS NO OESTE

Depois de um percurso irrepreensível por parte da dupla Murray e Jokic, que “contra atacaram” por duas ocasiões, séries que pareciam resolvidas pelo adversário (Utah Jazz e LA Clippers), as superestrelas de Denver conseguiram, novamente, fazer frente à dupla mais cotada da liga. Ambos LeBron e AD, no entanto, vieram bem advertidos daquilo que Denver e a dupla Murray/Jokic eram capazes. A influência de Davis na zona pintada e a versatilidade de LeBron James marcaram uma posição desde início nesta série. No primeiro jogo Anthony Davis marcou uns impressionantes 37 pontos, ao passo que «king» James contribuiu com 12 assistências, aproveitando toda a atenção que acarreta da defensiva contrária, no jogo posicional ofensivo. De resto, o primeiro jogo, serviu de mote para o segundo, na medida em que Davis marcou 31 pontos e o triplo que viria a dar a vitória (na cara de Jokic), incrementando a vantagem da série para 2-0.

Todavia, o domínio inicial da “turma” de Frank Vogel, os Denver responderam e Murray acordou a «besta» que desde o início dos playoffs tem atormentado os oponentes, realizando uns fantásticos 28 pontos e 12 assistências, contribuindo para a redução da vantagem dos Lakers para 2-1. Destaque ainda para Grant, que executou uns preciosos 26 pontos, a juntar a várias ações defensivas de grande importância.

SUPER MURRAY NÃO CHEGOU

No jogo 4, após a vitória convincente diante os Lakers, os Nuggets não resistiram a um Anthony Davis novamente dominador e a um Dwight Howard transfigurado, em papel de destaque como o principal alicerce na luta pelas tabelas (11 ressaltos, em apenas 23 minutos), a par de LeBron James (9 ressaltos). Todavia a exibição de luxo por parte de Murray (32 pontos e 8 assistências), Jokic e companhia não o acompanharam. Como foi mencionado anteriormente, os Lakers estavam bem avisados daquilo que a equipa de Denver era capaz, e por isso a resposta foi resoluta. Sem tremer, LeBron e companhia aumentaram a vantagem para 3-1, num jogo que apesar de alguma polémica em redor da arbitragem, observou-se o resultado justo da equipa mais versada. Anthony Davis e «king James» voltaram a ser pedras fulcrais na equipa de LA, executando os dois em conjunto mais de metade dos pontos (60 no total de 114).

Apesar de o 3-1 ter um indício trágico para os adversários dos Nuggets (nestes playoffs), LeBron decidiu colocar um ponto final no sonho da equipa de Denver, fechando a série com uns números de “MVP” (38 pontos, 16 ressaltos e 10 assistências), ao passo que definiu nos momentos mais decisivos, contribuindo com 12 pontos no último quarto da partida. O próprio Frank Vogel declarou que não sabe se alguma vez «já tinha testemunhado um jogador tomar conta do jogo com ele fez no último quarto».

10 ANOS DEPOIS

Os LA Lakers estão na final da NBA 10 anos depois de terem ganho o 16.º título, sob a liderança de Kobe Bryant, Paul Gasol, e companhia. Este ano, a estrela LeBron James completa a sua décima presença em finais de NBA, acarretando um currículo que inveja várias equipas da NBA, ao passo que o astro norte americano aponta à conquista deste anel de campeão, como forma de homenagem a Kobe Bryant: “cada vez que vestimos a camisola roxa e dourada pensamos no legado dele, nele e no seu significado para o clube nos últimos 20 anos”, disse «king» James na ressaca da conquista da conferência Oeste, diante os Denver Nuggets.

DESVALORIZAR TYLER FOI UM «HERRO»

Implementando uma zona 2-3 grande parte da série, os Miami Heat comandados por Erik Spoelstra conseguiram supreender e restringir as individualidades de Boston. Os contrangimentos foram vários e Brad Stevens demorou a responder, ao passo que pelo contrário, a equipa de Miami sempre demonstrou ter um «truque na manga».

A série foi muito equilibrada, mas cedo a equipa de Miami asseverou que estava novamente pronta para ser uma «dor de cabeça» para o adversário. Dois jogos assertivos de Dragic no início da série alimentaram as esperanças dos adeptos de Miami, realizando no primeiro jogo 29 pontos, 7 ressaltos e 4 assistências, ao passo que no segundo o base esloveno obteu 25 pontos e 5 assistências determinantes para assegurar uma vantagem imperativa de 2-0. O base dos Heat, contudo, não teve a consistência desejável nesta série, todavia outros jogadores tenham sido capazes de se catapultar para outro patamar. Se Bam Adebayo ou Jimmy Butler eram uma certeza enquanto pedras fulcrais nestes playoffs, Tyler Herro demonstrou-se igualmente preponderante, numa série onde ambas as equipas tinham profundidade e desenhos táticos bastante rigorosos, seja na vertente defensiva como também na vertente ofensiva. Ora, no regresso de Hayward e depois de mais uma exibição de alto rendimento para Jayson Tatum e Jaylon Brown, a equipa de Boston acreditava que era possível dar a volta a uma equipa de Miami que apesar de equilibrada e forte enquanto coletivo, não tinha as individualidades de Boston.

A verdade é que no jogo mais decisivo da série quem apareceu não foi nem Tatum, nem Hayward…foi exatamente o rookie Tyler Herro com uma exibição para mais tarde recordar. Não só pelos recordes batidos, como pela sublimidade com que atuou, o jovem norte americano demonstrou-se fundamental nas aspirações da «turma» de Miami. Dito isto, Tyler Herro executou uns impressionantes 37 pontos em 36 minutos de jogo, colocando os Heat com uma vantagem confortável de 3-1 na série, oferecendo margem para errar.

Ora, os Boston Celtics, apesar de tudo, não desistiram e foram atrás do prejuízo, não obstante foi insuficiente, ao passo que o coração e garra de Adebayo e Butler não estavam prontos para deixar escapar uma liderança tão preciosa. Foi precisamente com uma exibição monstruosa de Bam Adebayo (32 pontos e 14 ressaltos) que os Heat fecharam a série em 4-2, numa vitória por 125-113, que determinou assim o vencendor da conferência Este, contra todas as expectativas.

6 ANOS DEPOIS

Nem sempre valorizado pelo enorme trabalho que tem realizado no franchise dos Miami Heat, Erik Spoelstra atingiu a sua quinta final da carreira, juntando-se a um leque restrito de treinadores que conseguiu tal proeza. Depois de (na última ocasião) em 2014 ter atingido a final com LeBron James enquanto principal referência da equipa, Erik leva uma equipa de trabalho muito diferente e com um espírito de guerreiros e «underdogs» que tem motivado muitos elogios não só aos jogadores como também ao treinador, que construiu a filosofia ideal para ressalvar todas as potencialidades dos seus atletas.

Foto de Capa: NBA

Diogo Silva

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