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Previsão da Época 2017/18: Este

António Pedro Dias · 9 min

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Cabeçalho modalidadeschicago bullsRondo e provavelmente a equipa de Chicago teria surpreendido o mundo do basquetebol ao eliminar os Celtics, primeiros classificados do Este. Depois da derrota, veio a troca de Jimmy Butler e, consequentemente, a necessidade de construir tudo de novo para a equipa de Hoiberg, Dwyane Wade não deverá ficar muito mais tempo em Chicago e caberá a Dunn, Lavine, Markkanen, Portis ou Valentine mostrarem que o futuro dos Bulls já se encontra no United Center. Os próximos anos não devem oferecer grandes alegrias a uma das equipas mais emblemáticas da NBA, que podem assim garantir mais talento jovem no draft.

Nota: Quando o artigo foi escrito, Dwayne Wade ainda não era jogador dos Cleveland Cavaliers.

atlanta hawks Os Atlanta Hawks sofreram uma das maiores (e mais estranhas) revoluções da temporada na NBA. A equipa que outrora ficou à frente dos Cavs e chegou às finais do Este já não existe, sobrando apenas as memórias. O 5 inicial tem em Schroder o melhor elemento e o rookie John Collins pode dar alguma esperança de futuro aos Hawks, mas tirando isso, pouco há a destacar. A equipa de Atlanta vai ter um ano complicado, seguido de vários anos a tentar o jackpot no draft, mas pouco mais haverá a fazer por parte de Mike Budenholzer, que ainda há poucos anos tinha consigo um dos plantéis mais talentosos e com um basquetebol mais vistoso em toda a NBA.

brooklyn netsO objetivo dos Nets para esta temporada é muito simples: fazer com que 2017/18 conte para alguma coisa. Porque a equipa de Brooklyn não existiu na época passada. Derrotas atrás de derrotas e uma escolha do draft (que haveria de ser a 1ª) diretamente para o bolso dos Celtics devido a uma troca que ainda hoje assombra o Barclays Center. Fazer melhor do que isto não será difícil e os Nets parecem querer mesmo construir algo. Garantiram D’Angelo Russell e Mozgov, mesmo que à custa do seu melhor jogador, que entrará agora na fase descendente da sua carreira. E foram ainda buscar Allen Crabbe e DeMarre Carroll, que trazem mais qualidade e experiência ao 5 inicial dos Nets. Sobram ainda os jovens vindos do banco que a equipa de Brooklyn pretende ver crescer, juntamente com o seu novo líder e base, D’Angelo Russell.

orlando magicContinua a parecer faltar um rumo aos Orlando Magic. Os jovens escolhidos no draft vão desiludindo e Orlando vai-se tornando cada vez menos um lugar apetecível para os free-agents. Frank Vogel pretende alterar isso com a chegada do rookie Johnathan Isaac, um jovem com muito talento e até características físicas bastante interessantes, mas ainda algo “cru” relativamente ao que é o basquetebol da NBA. A “era Oladipo” já lá vai, Payton e Gordon ainda não atingiram os níveis desejados e Isaac é mesmo a grande esperança para que os Magic possam sair da “cepa torta”. E embora até possa haver uma ligeira ameaça aos lugares de playoff esta temporada, isso dever-se-á mais ao decréscimo de qualidade no Este do que propriamente a uma clara melhoria dos Magic.

new york knicksEm Nova York já não mora Phil Jackson, o que significa que já não há mais triângulo ofensivo. Mas haverá mais Knicks? A abordagem da equipa à free-agency foi, mais uma vez desastrada, conseguindo resgatar apenas Hardaway Jr. por um preço exorbitante e não aproveitando a possibilidade de terem Kyrie Irving ao mesmo tempo que se viam livres de Carmelo Anthony, algo que tentam há uns bons meses. Num Este mais fraquito, estes Knicks até podem, com uma época regular, lutar pelos playoffs. Mas nada é regular no Madison Square Garden. Noah e Anthony serão boas influências no balneário? Não estará na hora de entregar a liderança da equipa a Porzingis? E conseguirão os Knicks desenvolver Ntilikina e Hernangomez de modo a que se tornem jogadores de eleição? São demasiadas perguntas para uma equipa que não parece ter qualquer tipo de resposta…

indiana pacersPaul George saiu, tal como queria, e o que os Pacers conseguiram na sua troca não parece suficiente, com Sabonis e Oladipo a chegarem a Indiana. Os Pacers esperam que Oladipo atinja o nível que teve na universidade nesta mesma cidade e que se junte a Myles Turner, um jovem cheio de qualidade que tem surpreendido. Porém, a verdade é que a equipa de Nate McMillan perdeu a sua maior estrela e está, desta forma, mais fraca. Collison, Joseph e Bogdanovic, para além de TJ Leaf através do draft, são boas adições, mas ninguém faz o que George fazia. Os Pacers vão lutar pelos playoffs, mas parece difícil lá chegarem.

76ersChega a ser absurdo o potencial existente nesta equipa de Philadelphia. Toda a gente do 5 inicial provável tem a capacidade para criar com o drible ou atirar de fora. O problema é o mesmo de sempre: as lesões. Embiid está há três anos na NBA mas só na temporada passada se estreou, participando em 30 jogos apenas. Ben Simmons já falhou a sua época de estreia e até Markelle Fultz já se lesionou neste verão. Os 76ers têm, na teoria, no cinco inicial e no seu banco várias opções de qualidade que permitem pensar já nos playoffs. Mas é uma equipa que demonstrou, nos anos anteriores, demasiadas debilidades físicas para acreditarmos que este ano se vão apresentar totalmente saudáveis. A luta pelos playoffs estará definitivamente de volta a Philadelphia. A saúde dos jogadores ditará o desfecho.

Charlote hornetsOs Hornets corrigiram cedo neste verão três das suas maiores lacunas: Dwight Howard chegou a uma equipa a desesperar por um poste capaz de dominar, o draft trouxe o talento de Malik Monk a uma equipa que não garante um real talento desde Kemba Walker e Michael Carter-Williams vem suprir a necessidade de uma alternativa ao mesmo Kemba. A partir de agora, sobram as dúvidas. Será Dwight Howard capaz de voltar a dominar? Conseguirá Malik Monk aliar o talento à consistência? E será este o real valor de Carter-Williams? Ou conseguirá replicar a sua performance da temporada em que venceu o rookie do ano? Porque este plantel dos Hornets tem reais capacidades de conseguir o regresso aos playoffs e deverá mesmo consegui-lo, caso nada de estranho aconteça.

detroit pistonsConseguirá Reggie Jackson comandar uma equipa? Conseguirá Andre Drummond melhorar os seus números da linha de lance-livre e mostrar mais esforço na defesa, de modo a poder estar mais tempo em campo? Conseguirá Stanley Johnson dar o passo seguinte? Conseguirá Luke Kennard transferir o que fez em Duke para a NBA? Se a maioria das respostas a estas perguntas for positiva, poderemos voltar a ver uns Pistons interessantes na NBA. Mas ainda são alguns os “se’s” que separam a turma de Detroit de serem uma equipa que corresponde ao seu potencial. A adição de Avery Bradley trará certamente mais qualidade defensiva, mas falta alguma profundidade nas posições mais interiores a Stan Van Gundy.

miami heat A grande questão em Miami prende-se com aquele recorde de trinta vitórias e onze derrotas da metade final da temporada transata. Embora não tenha chegado aos playoffs, a equipa que até janeiro era a segunda pior da NBA, repentinamente, transformou-se, venceu jogos em catadupa e fez o segundo melhor recorde de toda a liga nos últimos 41 jogos (só atrás dos Warriors).  Obra do acaso, fruto do momento ou um trabalho bem feito capaz de ser replicado durante uma temporada inteira? Muito dependerá da saúde de Waiters, da capacidade de manter o nível de James Johnson, da evolução de Justise Winslow e da dinâmica do banco. Porque com maior ou menor consistência, Dragic e Whiteside farão o seu trabalho. Resta aos jovens talentos de South Beach fazerem o seu trabalho auxiliados por um Olynyk em quem os dirigentes de Miami acreditam bastante.

milwaukee bucksTemporada importante em Milwaukee: é altura de deixar as ameaças e passar à ação. Será Antetokounmpo candidato a MVP, com Jabari Parker a fazer uma temporada sem grandes problemas com lesões? Nestes dois jovens estarão as maiores esperanças dos Bucks, que pretendem ser mais do que uma equipa que sai dos playoffs na primeira ronda. Há muita e boa obra-prima para Jason Kidd, com Brogdon, Middleton e Snell a garantirem o tipo de jogo imprevisível e talento jovem, juntamente com Giannis e Jabari, que tanto entusiasma os adeptos em Milwaukee. Falta transformar todo esse potencial em reais perspetivas de título nos próximos anos e esse caminho começa a ser traçado agora.

toronto raptorsEm Toronto, a crença numa época realmente bem-sucedida vai decrescendo. Os Raptors tiveram um excelente crescimento nas últimas temporadas mas parecem já ter atingido o seu auge. Dwane Casey perdeu a sua maior arma vinda do banco que era Cory Joseph e ainda o defensor DeMarre Carroll e acrescentou apenas CJ Miles. Há muita esperança no rookie OG Anunoby, mas é difícil ver qualquer tipo de crescimento no futuro por parte desta base da equipa dos Raptors, com Kyle Lowry e Serge Ibaka a aproximarem-se da curva descendente das suas carreiras. Resta esperar que Anunoby, Powell e Poeltl se desenvolvam mais do que o esperado.

washington wizardsEm Washington, o verão não correu como esperado. Não chegou ninguém e uma oferta dos Nets obrigou os Wizards a pagarem demais para poderem manter Otto Porter Jr. Ainda assim, os Wizards são candidatos à chegada à final, logo atrás de Cavaliers e Celtics. Caso John Wall e Bradley Beal consigam replicar (ou até melhorar) as suas prestações da temporada passada, podem levar esta equipa às costas. Porter e Oubre deram um salto interessante na temporada transata e Gortat e Morris cumprem com aquilo que a equipa necessita deles. É exatamente a contar com a continuada evolução de Porter e Oubre e um reaparecimento do Mahinmi de Indiana que Scott Brooks se debruça para lutar com as duas melhores equipas do Este.

boston celticsA equipa com maior impacto no mercado deste verão foi a de Boston. Os Celtics conseguiram Gordon Hayward e, apesar de não terem trocado por Paul George ou Jimmy Butler, a espera compensou-os com a chegada de Kyrie Irving, por troca com Thomas, Crowder e Zizic. Será que isto chega para destronar os Cavs? Talvez não. Mesmo que a tendência desta equipa seja melhorar ao longo do tempo, não vejo sequer uma revalidação do título da fase regular. Principalmente porque LeBron deverá ter um daqueles anos para mostrar que ainda é o melhor da liga. E ainda porque os Celtics perderam os seus dois melhores defensores do cinco inicial (Bradley e Crowder), há ainda a ausência de um poste dominador debaixo do cesto e o banco da equipa não é muito extenso. Haverá, claro, esperança no rápido desenvolvimento de Jaylen Brown, Terry Rozier e Jayson Tatum, para além do fator-estrela de Kyrie Irving e Gordon Hayward, porém parece faltar ainda qualquer coisa para realmente perturbar os Cavaliers.

cleveland cavsA novela de Kyrie Irving foi rápida, mas outra assombra muito mais a cidade de Cleveland: a possibilidade de perderem LeBron James. Em 2018, James será um jogador livre e os erros da direção dos Cavs, mais uma equipa que parece não conseguir chegar ao nível dos Warriors pode levar a mais um verão complicado em Cleveland. Em relação à temporada que aí vem, os Cavaliers são favoritos no Este, mesmo com a remodelação dos Celtics. O problema estará mesmo nas finais. Apesar da chegada de jogadores como Isaiah Thomas, Derrick Rose e Jae Crowder, os Warriors parecem neste momento um alvo inalcançável, tanto em qualidade e talento como em estabilidade.

Podes ver previsões para o Oeste aqui.

António Pedro Dias

Redação Bola na Rede · ver artigos