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A nova época da NBA já se iniciou e nós estamos mesmo a terminar a projeção dos melhores jogadores por posição para 2018/19. Chegou a vez dos “centres”, os “homens grandes”, que tanto tiveram de se adaptar na última década a um tipo de jogo mais rápido e mais longe do cesto, mas que ainda necessitam da capacidade física que só estes senhores podem oferecer.
20 a 16
20. Cody Zeller – Charlotte Hornets: foi crescendo a pulso desde que chegou à NBA e no ano passado revelou-se até mais importante para os Hornets do que Dwight Howard. Ao lado de Kemba Walker, Zeller não precisa de ser muito mais do que um bloqueador que sabe rolar para o cesto e uma presença de respeito na proteção ao cesto. E é mesmo isso que Cody traz a uma equipa de Charlotte que pretende voltar aos playoffs.
19. Marvin Bagley – Sacramento Kings: a segunda escolha do draft deste verão tem em Cauley-Stein e Harry Giles dois concorrentes interessantes na luta por minutos nos Kings, mas é o que tem mais qualidade entre os três e aquele que pode elevar os Kings para um nível mais alto. Um jogador que se move bem, consegue proteger o cesto e aparecer no sítio certo no ataque é sempre bem-vindo.

18. Jarrett Allen – Brooklyn Nets: não se deixem enganar pelo estilo retro de Allen. O poste dos Nets é um jovem a entrar no seu segundo ano na liga e com um futuro muito promissor. Não sendo um jogador com uma técnica muito aprimorada, é bastante capaz como bloqueador e a receber a bola em direção ao cesto. Ainda assim, a sua maior arma é na defesa, onde parece conseguir estar em mais do que um sítio ao mesmo tempo.
17. Serge Ibaka – Toronto Raptors: a época transata não foi das melhores para o experiente Ibaka, apesar da excelente temporada regular dos Raptors. Mas neste ano, com novo treinador e a ocupar muito mais a posição 5 com maior liberdade, tem tudo para dar certo. Com Lowry, Danny Green e Kawhi na equipa, Ibaka terá bastantes jogadores que sabem ler os bloqueios diretos e que atrairão bastante atenção, o que dará ao hispano-congolês bastantes oportunidades para subir os seus números.
16. Steven Adams – OKC Thunder: jogando ao lado de Westbrook, saberemos sempre duas coisas sobre Adams: terá muitos cestos fáceis após assistência do base e ganhará menos ressaltos defensivos do que aqueles que seria normal (e mesmo assim ganha bastantes). O neozelandês é uma força da natureza e será uma peça indispensável para Billy Donovan.
15 a 11

15. DeAndre Ayton – Phoenix Suns: primeira escolha (quase unânime) no draft de junho, Ayton é um monstro físico que domina toda a área à volta do garrafão no ataque. Tem bom lançamento de meia distância bem como jogo de costas para o cesto. Numa equipa dos Suns que deve voltar a falhar os playoffs, Ayton terá muito tempo para evoluir e cometer os erros normais da idade, mas será com certeza um dos pontos positivos da temporada em Phoenix.
14. Marc Gasol – Memphis Grizzlies: é ponto assente que, para os lados de Memphis, a época passada nem devia ter acontecido. Assim sendo, foquemo-nos naquilo que o Gasol mais novo já fez no passado, ao lado de Conley. O poste espanhol é um especialista no bloqueio direto e consegue criar lançamentos do nada, descobrindo também os colegas de uma maneira que vemos poucas vezes. Com uns Grizzlies de espírito renovado, Marc Gasol pode voltar a ser um dos melhores postes da liga.
13. Nikola Vucevic – Orlando Magic: muitas vezes esquecido, até pela constante situação de mediocridade em que têm vivido os Orlando Magic, Vucevic é um poste moderno que sabe jogar como poucos. Especialista no ataque, onde foi desenvolvendo o lançamento exterior para acrescentar a um jogo já bastante evoluído perto do cesto, o montenegrino é também excelente no ressalto, quer ofensivo, quer defensivo.
12. Clint Capela – Houston Rockets: beneficiou da excelente temporada dos Rockets (do qual foi parte essencial) para ganhar uns belos milhões este verão. É sabido que não é nenhum prodígio com a bola nas mãos, mas está inserido num sistema que traz ao de cima tudo o que faz bem. Jogar fora da bola e oferecer linhas de passe a Harden ou Paul de um lado, defender do outro. A sua época será tão boa quanto a da sua equipa.
11. Brook Lopez – Milwaukee Bucks: interessante como os Lakers o deixam sair num ano em que conseguem LeBron, que gosta de se rodear de atiradores. Agradecem os Bucks que conseguem um poste com excelentes qualidades ofensivas, seja perto do cesto, seja no lançamento exterior. Mike Buddenholzer tentará fazer com Lopez o mesmo que fez com Horford em Atlanta e Brook poderá fazer uma bela dupla com a estrela Giannis Antetokounmpo.
10 a 6
10. DeAndre Jordan – Dallas Mavericks: a sua produção baixou na temporada passada quando passou a ser um alvo mais frequente das defesas contrárias. Este ano, de novo rodeado de mais talento nas posições exteriores, com Dennis Smith Jr. e Luka Doncic, poderá focar-se no que melhor sabe fazer: aproveitar os passes dos colegas para finalizar debaixo do cesto e proteger a tabela do lado defensivo.
9. Myles Turner – Indiana Pacers: se tivermos em conta as fotografias que saíram no verão, terá seguido o mesmo regime físico que fez Oladipo explodir na temporada transata. Seguro pelos Pacers com novo contrato por mais quatro temporadas, Turner pode continuar a afirmar-se como um dos melhores postes da liga, um jogador que sabe jogar dos dois lados do campo e com um arsenal ofensivo bastante completo.
8. Andre Drummond – Detroit Pistons: a chegada de Blake Griffin à “Motor City” acaba por tirar algum protagonismo a Drummond, que não deixa de ser um dos jogadores mais dominantes perto do cesto na NBA. É incrível a maneira como coleciona ressaltos e finaliza perto da tabela. Veremos como se dará com o novo treinador, Dwane Casey.
7. Hassan Whiteside – Miami Heat: uma das histórias mais estranhas da temporada anterior. Whiteside pedia mais minutos, mas, fosse por lesão ou falta de esforço, toda a gente via que a razão estava do lado do treinador Erik Spoelstra. O cúmulo veio nos playoffs quando Whiteside se mostrou completamente inútil e os Heat tiveram de usar constantemente um rookie ou o mais pequeno Olynyk. Aparentemente, Spo e Hassan falaram bastante durante o verão e os problemas estão resolvidos. O poste tem as ferramentas físicas para ser um dos melhores na sua posição, com bom jogo à volta do cesto e proteção da tabela defensiva. Mas a sua utilização e importância para a equipa dependerão sempre da sua disposição.

6. Karl-Anthony Towns – Minnesota Timberwolves: bela caldeirada em Minnesota. Butler queria ser trocado, os Wolves não o queriam trocar. Quando pareceram dispostos a fazê-lo, Towns renovou. Butler apareceu num treino, destruiu a equipa titular a jogar pelas reservas e os Wolves pensaram que afinal Butler lhes dava jeito. Butler começou a época e até começou a recuar na intenção de ser trocado, enquanto que Towns, o maior ativo do clube, olha para a situação sem saber bem o que fazer. Para além disso, o poste pouco toca na bola com tanta qualidade nos jogadores exteriores, devido ao estilo de jogo de Thibodeau, ao qual muitos chama de arcaico (mas que na realidade todos querem dizer que é uma *inserir palavra começada por m*). Towns é capaz de marcar pontos com facilidade e, se tiver bola, é isso que vai fazer. Mas é preciso resolver muita coisa em Minnesota antes que o poste possa mostrar tudo o que sabe.
5.

Rudy Gobert – Utah Jazz: o melhor defensor da liga na temporada passada foi instrumental para a reta final dos Jazz, que culminou com a chega à segunda ronda dos playoffs, onde só seriam eliminados pelos super Rockets. O francês é o pilar defensivo no esquema de Quinn Snider e, embora não dê muito nas vistas, é absolutamente fundamental para tudo o que os Jazz fazem em campo.
4.

Nikola Jokic – Denver Nuggets: em Denver, chamam-lhe Joker, não só numa preguiçosa referência ao seu nome, mas também por fazer um pouco de tudo com a bola nas mãos. O adepto comum costuma deixá-lo de parte e talvez uma época recheada de triplos-duplos lhe traga maior reconhecimento, mas quem tem estado atento a estes Nuggets sabe do potencial de Jokic. Todo o jogo ofensivo passa pelas suas mãos e essa é uma das grandes razões para o ataque de Denver ser tão bom.
3.

Al Horford – Boston Celtics: com as lesões de Irving e Hayward na temporada passada, todos se focaram em Rozier, Brown ou Tatum. Mas a âncora dos Celtics foi o poste Al Horford, capaz de tomar sempre a melhor decisão ofensiva e, defensivamente, foi o melhor jogador de uns Celtics que ultrapassaram as expetativas. Será, nesta temporada, essencial na luta pela chegada às finais.
2.

Joel Embiid – Philadelphia 76ers: amado pelos seus adeptos, odiado pelos adversários, não é novidade para ninguém que Joel Embiid já é uma das figuras da NBA. O camaronês que há uns anos atrás não sabia o que era o basquetebol, é hoje um dos grandes exemplos do poste moderno, com capacidade para jogar interior e exteriormente e que protege o cesto como poucos. Será uma das grandes esperanças dos Sixers para tentar bater o pé aos Celtics e Raptors no Este.
1.

Anthony Davis – New Orleans Pelicans: estará na mesma conversa de LeBron, Durant, Antetokounmpo ou Leonard como jogadores mais completos da NBA e, certamente, na conversa para MVP. Irá estabelecer-se como “Center” nesta temporada com a saída de Cousins e a chegada de Randle (para além de Mirotic), embora seja um 5 diferente de todos os outros. Capaz de postar números astronómicos a cada noite, Davis é um dos melhores dos dois lados do campo e vai provando isso a cada época que passa. Na realidade, difícil é mesmo encontrar algo que o “Brow” não saiba fazer dentro de um campo de basquetebol.
Foto de Capa: Boston Celtics
Artigo revisto por: Rita Asseiceiro













