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Toronto Raptors | A reconstrução necessária

Filipe Torres · 3 min

Toronto Raptors
Foto: NBA Canadá

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Há dois anos, a única equipa canadiense na NBA conquistou o principal título de Basquetebol da América do Norte: o Larry O’Brien Championship Trophy, o título atribuído à equipa vencedora da NBA Finals.

Este ano os Toronto Raptors vão começar uma nova época após terem ficado em 12º lugar na Conferência Este, um resultado distante comparativamente à última época pré-pandemia. Desta vez, a mentalidade atual é diferente à de dois anos: é preciso reconstruir.

Os Toronto Raptors, neste momento, tal como muitas vezes referem, estão a representar uma nação, o Canadá. Porém, há uns anos a situação era diferente, havia os Vancouver Grizzlies que, entretanto, mudaram para Memphis, até à data ainda não saíram.

Desta forma, os Raptors são uma equipa diferente das outras 29 da NBA.

Apesar de serem uma equipa “jovem” (criados em 1995), já tiveram jogadores com bom currículo na NBA: Vince Carter, Chris Bosh, Tracy McGrady, Damon Stoudamire, DeMar DeRozan, Kawhi Leonard e Kyle Lowry, que foi a saída mais recente dos Raptors.

O base norte-americano foi considerado por Masai Ujiri, o atual presidente dos Toronto Raptors, e também por muitos fãs da equipa, como o maior jogador dos Raptors de todos os tempos.

Kyle Lowry foi a alma da equipa durante vários anos e foi uma das peças fundamentais na conquista do primeiro campeonato dos canadianos.

O novo jogador dos Miami Heat saiu de Toronto como o maior número de assistências, triplo-duplos, roubos de bola e triplos concretizados na história dos Toronto Raptors. Os fãs e a equipa vão sentir muito a falta de Lowry no campo e é um grande fator para a reconstrução da equipa de Nick Nurse.

Foto de capa: NBA Canadá 

Neste momento, o roster tem vários jovens com alguns anos de experiência: Pascal Siakam, Fred VanVleet, Gary Trent Jr e OG Anunoby. Para além desses, há ainda Crish Boucher e Goran Dragic, o esloveno veio para Toronto numa troca com os Miami Heat.

Na época passada, os Raptors falharam os playoffs pela primeira vez em oito anos. E agora, depois de muita movimentação de algumas do Este (Chicago Bulls, Atlanta Hawks, Washington Wizards, Boston Celtics), é provável que os canadianos repitam o cenário da época transata.

Embora acredite que é possível chegarem aos playoffs, admito que pode não ser muito favorável a longo-prazo para os Raptors. Por isso, é uma altura excelente para trocarem alguns jogadores ou fazerem tanking – perder vários jogos para garantir uma melhor posição no Draft.

Um dos jogadores que era mais provável a ser trocado era Pascal Siakam. Apesar de ter sido uma peça crucial na conquista do campeonato de 2018-19 e já ter sido All-Star, o camaronês não tem correspondido às elevadas expectativas dos fãs.

O elevado salário do basquetebolista e as discussões com o treinador Nick Nurse aumentaram essa possibilidade, mas Masai Ujiri já confirmou que Siakam não vai ser trocado e vai continuar a ser uma das peças principais dos próximos anos nos Raptors.

Desde a data da sua criação (1995), os Raptors enfrentam um problema constante: a dificuldade em captar jogadores na Free Agency.

É um mercado que não agrada muito os basquetebolistas norte-americanos, por estarem localizados num país diferente das outras equipas da NBA e pela grande quantidade de impostos pagos no país – para os estrangeiros que jogam nos Raptors.

Por esse motivo, a aposta no Draft e a época das trocas são cruciais para os canadianos terem jogadores que possam marcar a diferença no futuro.

Apesar de tudo, o cenário não é mau. No Draft de 2021, os Raptors foram a quarta equipa a escolher e decidiram levar Scottie Barnes para Toronto. Foi uma decisão surpreendente para muitos fãs, que esperavam ver Jalen Suggs em Toronto.

Barnes teve excelentes desempenhos nos 4 jogos que disputou na NBA Summer League: 15.5 pontos por jogo, 6.8 ressaltos por jogo, 3.3 assistências por jogo, 2 bloqueios por jogo e 1 roubo de bolo por jogo.

Para quem está dando os primeiros passos na NBA, o futuro parece ser promissor tanto para o Barnes como para os Raptors. A equipa de Nick Nurse vai ter mais uma época complicada, mas só o futuro dirá se as decisões dos Raptors vão dar frutos ou não.

Filipe Torres

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