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Giro 2018: 8 ciclistas derrotados por José Gonçalves

José Baptista · 3 min

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O barcelense José Gonçalves, que estamos habituados a ver brilhar em provas menos montanhosas, foi uma das grandes surpresas da 101.ª edição do Giro d’Italia, terminando num excelente 14.º posto, que iguala André Cardoso como melhor prestação nacional na Geral de uma Grande Volta nesta década. 

Para celebrar este feito, olhamos para alguns dos ciclistas com nome no panorama internacional e de quem se esperava mais, mas que acabaram por não conseguir fazer melhor que o ciclista da Katusha. De fora ficam atletas como Fabio Aru e Louis Mentjes, cuja forma sofrível os viu abandonar ainda antes dos momentos decisivos.

8.

Fonte: Movistar Team

Rubén Fernández – Com a Movistar a partir para o Giro sem um líder que desse completas certezas para competir pelos lugares mais altos da Geral, este era um dos homens de quem se esperava que pudesse aproveitar a oportunidade. Vencedor do Tour de l’Avenir em 2013, era uma grande esperança do ciclismo espanhol, mas tarda em afirmar-se ao mais alto nível. Neste Giro, voltou a estar discreto, remetendo-se ao apoio a Richard Carapaz.

7.

Fonte: Bahrain Merida / Movistar Team

Dayer Quintana & Antonio Nibali – Ainda não é desta que veremos José Gonçalves trepar com os melhores dos melhores, mas à falta dessa cereja no topo do bolo, porque não ressaltar que derrotou dois irmãos dos grandes campeões Nairo e Vincenzo. E se Antonio não é um especialista a subir, o mesmo não se pode dizer de Dayer, que já este ano triunfou na etapa mais dura da Colombia Oro y Paz. Agora, só falta mesmo o gémeo de José, Domingos, voltar ao estrangeiro e entrar nesta batalha familiar.

6.

Fonte: Trek-Segafredo

Gianluca Brambilla – O trepador italiano já sabe o que é ganhar etapas no Giro e na Vuelta e até já vestiu de Rosa e procurava aqui melhorar os seus melhores registos em Grandes Voltas e finalmente alcançar o desejado top dez, mas teve uma prova para esquecer e nem nas suas habituais incursões em fugas conseguiu estar perto do sucesso.

5.

Fonte: BMC Racing Team

Rohan Dennis – O contrarrelogista australiano é, desde há alguns anos, um projeto da BMC que pretende melhorá-lo na montanha e fazer dele um ciclista capaz de conquistar Grandes Voltas. Ora, se na sua especialidade até brilhou com uma vitória e um segundo lugar nos dois esforços individuais, nas montanhas a história foi outra. Até começou promissor com alguns resultados encorajadores, mas não aguentou três semanas ao mais alto nível e os últimos dias viram-no cair bastante na classificação.

4.

Fonte: EF Education First – Drapac p/b Cannondale

Michael Woods – O canadiano da Education First saltou para a ribalta com a sua prestação na Vuelta do ano passado e, acabado de fazer segundo no último Monumento da Primavera [Liège-Bastogne-Liège], esperava-se que em Itália voltasse a acompanhar os melhores. Não foi isso que aconteceu e nunca se pareceu à vontade nas etapas de montanha, terminando a mais de uma hora de Chris Froome.

3.

Fonte: Mitchelton – Scott

Johan Esteban Chaves – Depois de um ano complicado, o colombiano tentava regressar aos seus melhores tempos e ao podium de uma Grande Volta. Começou muito bem, com vitória na primeira chegada em alto no Etna e com outra forte demonstrarão em Gran Sasso d’Italia chegou ao primeiro dia de descanso na segunda posição, apenas atrás do companheiro de equipa Simon Yates. O problema foi depois do descanso. As pernas cederam e, logo numa etapa sem grandes dificuldades, perdeu o contacto com o pelotão e disse adeus a maiores ambições.

2.

Fonte: Mitchelton – Scott

Simon Yates – A certa altura, o britânico parecia estar a viver um sonho: com três etapas conquistadas e de magia rosa vestida, entrou no tríptico montanhoso final como o grande favorito para conquistar a Geral final. Ainda resistiu ao primeiro teste, mas os outros dois foram para esquecer, somando perdas de minutos atrás de minutos e acabando até fora do top 20.

1.

Fonte: Groupama – FDJ

Thibaut Pinot – Depois de terminar no quarto lugar em 2017, o francês procurava chegar ao podium e tudo parecia bem encaminhado para isso. Mas, no último dia nas montanhas, tudo se desmoronou. Levou o corpo ao limite e este cedeu. Ainda terminou a 20.ª etapa, mas seguiu para o hospital e nem finalizou a Corsa Rosa.

Foto de Capa: Team Katusha – Alpecin

José Baptista

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