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Onde andas, Elias?

Afonso Viana Santos · 3 min

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Penso estar correcto quando afirmo que, a certo ponto, Elias era um dos lutadores com maior potencial da WWE. Sendo um dos poucos que subira ao main-roster sem ter tido sucesso no NXT, foi de forma surpreendente parte integral do RAW e interagiu com imensas lendas da empresa.

No entanto, todo esse potencial está agora a desaparecer, uma vez que Elias já quase nem aparece nos eventos, e a WWE parece ter se esquecido completamente de quem ele era.

Deste modo, vou rever em maior detalhe a carreira de Elias, os seus momentos altos e baixos, e tentar perceber se alguma vez conseguirá almejar algum título de relevo na WWE.

O INÍCIO

Elias (cujo nome verdadeiro é Jeffrey Logan Sciullo) lutou nas indys entre 2008 e 2013, sendo uma das suas primeiras gimmicks a de “Heavy Metal Jesus”.

Em 2014, começou a sua carreira no NXT, mas esta parece nunca ter levantado voo. Elias era mais utilizado como jobber das principais estrelas da marca amarela e o verdadeiro ponto alto destes anos foi a sua personagem de “Drifter”, que mais tarde causaria furor no main–roster.

Após perder um combate “Loser Leaves NXT” para Kassius Ohno no episódio de 29 de março de 2017 do NXT, a sua carreira na brand amarela terminou.

SUBIDA AO MONDAY NIGHT RAW

Elias fez a sua estreia no RAW, no dia 10 de abril de 2018, e rapidamente a WWE disponibilizou-lhe imenso tempo de televisão. A certo ponto, todas as noites, Elias fazia uma performance musical onde insultava a cidade onde se encontrava.

Apesar de ser uma forma muito básica de ganhar heat, Elias era genuinamente divertido quando o fazia, e as reacções do público terminavam sempre em apupos. E, como qualquer bom heel, Elias inventou uma catchfrase que ficou no ouvido: “WWE stands for Walk With Elias”.

No entanto, com o passar do tempo, os fãs começaram a apreciar o talento de Elias. É por isso que gritavam sempre “Walk With Elias”, mas depois acabavam por apupá-lo devido aos seus insultos sempre divertidos.

Para mim, os melhores insultos de Elias foram a CM Punk, à cidade de Chicago e a Seattle; neste, os apupos foram dos mais altos que se ouviram na WWE em muitos anos.

Deste modo, a personagem de Elias provava ter pernas para andar. Só faltava que o músico também provasse ser um bom lutador. E fez isso no Money in The Bank 2018, quando enfrentou Seth Rollins pelo Intercontinental Championship. No entanto, este seria o ponto alto de Elias na WWE.

EM QUEDA LIVRE

A rivalidade com o Arquitecto podia ter sido melhor aproveitada – até porque Rollins venceu o primeiro combate entre os dois com um “dirty–pin” –, mas a tal aconteceu e a partir daí Elias nunca esteve envolvido em combates de relevo.

Ao longo de 2018, continuava a ser divertido vê-lo a cantar, mas quando algo é repetido várias vezes, qualquer um se começa a cansar.

Em 2019, já se notava algum cansaço por parte do público em relação a Elias e a WWE, como se já não soubesse o que fazer com ele, tirou-o da sua programação e pô-lo a lutar pelo cómico 24/7 Championship.

Ainda me recordo quando este foi transferido para o SmackDown após o Draft e de ter ficado entusiasmado com essa troca. No entanto, a importância para Elias só continuou a descer até sofrer uma lesão no tornozelo há mais de um mês.

De momento, é difícil dizer qual será a posição de Elias quando este regressar. Será que voltará a ter relevo e, quem sabe, estrear um lado mais sinistro da sua personagem? Ou será que não irá sofrer nenhuma alteração e continuará no mid–card até o seu contrato expirar?

Honestamente, eu quero que ele tenha imenso destaque. Penso ser um lutador com todos os atributos de um campeão mundial: físico, habilidade e character. Só tem de ser protegido pela WWE. Algo que, muitas vezes, a empresa não sabe fazer com novos lutadores.

Foto de Capa: WWE

Revisto por: Jorge Neves

Afonso Viana Santos

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