Antevisão GP Mónaco: Charles Leclerc pinta Mónaco de vermelho

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A ANTEVISÃO: SERÁ O RENASCER DA FERRARI?

Bem-vindos a mais um Grande Prémio do Campeonato de Fórmula 1. Após a vitória de Lewis Hamilton no GP de Espanha, deslocámo-nos até ao Mónaco, para um dos mais conhecidos e emblemáticos circuitos do Desporto Motorizado.

Se, há dois anos atrás, foi Lewis Hamilton (Mercedes) quem conseguiu a pole position, desta vez é o homem da casa, Charles Leclerc (Ferrari), quem conseguiu o tempo mais rápido, com uma volta de 1.10.346. Foi também o monegasco quem acionou a bandeira vermelha a 18 segundos do final, mas, felizmente para a Ferrari, o piloto ainda estava no topo da tabela e quebram, assim, o jejum de pole positions da Scuderia Rossa, que já não fazia uma pole desde o GP do México de 2019.

Para além de Charles Leclerc, Max Verstappen irá partir de segundo lugar, e, por fim, Valtteri Bottas termina no último lugar do pódio.

Mas, vamos por partes. Tudo começa com a notícia de que Mick Schumacher (Haas) não participa na sessão de qualificação, devido aos danos do seu monolugar aquando do embate na terceira sessão de treinos livres.

Assim sendo, a Q1 acaba por ser desapontante para Yuki Tsunoda (AlphaTauri) que, mais uma vez, não consegue puxar o AT02 para a frente, partindo de 16.º lugar. Também a Alpine deixa muito a desejar este fim-de-semana, com Fernando Alonso a deixar-se cair para o 17.º posto. No que toca aos últimos lugares, Nicholas Latifi (Williams), Nikita Mazepin (Haas) e, lá está, Mick Schumacher (Haas) assumem estes postos para a corrida de domingo.

George Russell (Williams) habitua-nos a levar o seu monolugar para a Q2, pelo que apenas se qualifica no 15.º posto. Porém, há mais desilusões nesta fase da qualificação, sendo que quem acaba por ficar para trás é mais um Alpine, desta vez de Esteban Ocon, que, após o bom desempenho do GP de Espanha, também não passa de um 11.º lugar. Também o MCL35M de Daniel Ricciardo deixa-se apenas no 12.º lugar. Por fim, Lance Stroll (Aston Martin) fica pelo 13.º lugar e, a seguir, o Alfa Romeo de Kimi Raikkonen.

Na Q3, muitas surpresas aconteceram. A primeira surpresa é a passagem de Antonio Giovinazzi (Alfa Romeo) para a última parte da qualificação. Não é todos os dias que vemos um Alfa Romeo com tempos bastante rápidos, daquilo que estamos habituado a ver. Para além do «Jesus Italiano», que acaba por fazer o 10.º tempo mais rápido, Sebastian Vettel (Aston Martin) passa, pela segunda vez este ano, para a Q3, e vai partir de oitavo lugar.

Surpresa também pelo inesperado sétimo lugar de Lewis Hamilton. Aquando da bandeira vermelha acionada por Charles Leclerc, o piloto britânico – tal como os restantes – não conseguiu acabar o seu tempo, partindo de sétimo lugar.

Assim, Carlos Sainz partirá de quarto lugar, com Lando Norris atrás, com vontade de pressionar o piloto espanhol. Sexto lugar para o AlphaTauri de Pierre Gasly, que sairá à frente de Lewis Hamilton (Mercedes), Sebastian Vettel (Aston Martin), Sergio Pérez (Red Bull) e, por fim, Antonio Giovinazzi (Alfa Romeo).

Em suma, sabemos que, num circuito urbano como o Mónaco, em que as oportunidades de ultrapassar são, em parte, quase nulas, a qualificação acaba por ser determinante. Se não houver grandes incidentes de pista, a Ferrari poderá ter em vista esta vitória, mas não pode baixar a guarda a Max Verstappen, porque ele estará mesmo atrás, a aproveitar cada oportunidade para vencer a corrida que não venceu em Espanha.

Foto de Capa: Scuderia Ferrari

Angelina Barreiro
Angelina Barreirohttp://www.bolanarede.pt
Natural de Monção, a Angelina é Licenciada em Relações Internacionais e, Mestre em Economia Social pela Universidade do Minho. Vê o desporto como um dos bons lados da vida, que forma uma boa parceria com a escrita e o jornalismo. O seu interesse pelo desporto surgiu cedo, tendo como principal área de interesse o Futebol, o Ténis e a Fórmula 1.

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