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E-Prix México: À terceira, é de vez, Pascal!

Ana Catarina Ventura · 4 min

E-Prix México: À terceira, é de vez, Pascal!
Foto: ABB FIA Formula E

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A CORRIDA: A LOUCURA MEXICANA

O novo formato de qualificação da Fórmula E demonstra estar à altura das expectativas, depois da sessão no México e de onde saíram algumas surpresas: Nyck DeVries ficou apenas pelos quartos de final, partindo de sexto, enquanto Pascal Wherlein brilhava ao conseguir a pole position. Nos quartos de final, tivemos ambos os Porsches a lutarem com os Mercedes e ainda a dupla da DS Techeetah um contra o outro. O alemão partiu de primeiro, com Mortara logo atrás e Lotterer em terceiro. António Félix da Costa, que perdeu em confronto direto com Jean Éric Vergne, partiu de quinto.

O início de corrida foi limpo para todos, tirando novamente a vítima da corrida passada – Alex Sims teve um problema no seu carro e teve de o parar, já numa escapatória. Apesar da bandeira amarela, a corrida continuou, sem intervenção de Safety-Car.

Na altura de começarem a ser usados os Attack Mode, Mortara ultrapassou Wherlein para ser o líder da corrida. Nessa sequência de ultrapassagens, ambos os DS Techeetah, equipa de António Félix da Costa e Jean Eric Vergne, ultrapassaram Lotterer para o terceiro e quarto lugar. Ainda houve tempo para o francês chegar ao segundo lugar e ultrapassar Wherlein.

Porém, a sorte dura pouco para o português. Depois de um toque na traseira de Wherlein, uma das peças do seu carro ficou, literalmente, pendurada e acabou mais tarde por se soltar do monolugar.

Foram muitas ultrapassagens entre os 10 primeiros, com trocas de lugares entre Félix da Costa e Frinjs, Buemi e Bird, uma batalha intensa pelo oitavo lugar entre Di Grassi, Cassidy, De Vries e Evans. Como o trabalho de equipa inicial da DS impressionou, foi a vez da Porsche meter os seus dois pilotos a trabalharem em conjuntos, ambos ultrapassagens Jean Eric Vergne e, mais tarde, o então líder, Edoardo Mortara. Mantiveram a liderança até ao final.

Quem não manteve a mesma posição foi o piloto da Venturi, que acabou ultrapassado por Frinjs. Para trás, Cassidy ultrapassava Félix da Costa e usava mais energia do que seria de esperar.

E porquê tocar no assunto da energia? Porque foi exatamente isso que mudou o rumo da corrida. Muitos pilotos começaram a gerir a sua energia para o final da corrida, de forma a manterem as posições em que estavam – exemplo disso foi Cassidy e Frinjs que perderam imensos lugares à conta desse problema, e terminaram em P7 e P13.

Para continuar o pesadelo, foram feitas mais duas voltas do que a esperava última volta, depois de Wherlein passar a linha da meta com um segundo para o fim dos 45 minutos de corrida. Muitos pilotos terminaram mesmo a corrida com a energia a zeros – como o caso de Evans, Rowland, Sette Camara e Turvey.

Com a luta acesa entre os pilotos, a Porsche terminou a corrida com um 1-2 e a primeira vitória de Pascal Wherlein na Fórmula E, num circuito que hoje se pode vingar ao conseguir vencer. Lotterer terminou em segundo, evitando gastar mais energia e quebrar as esperanças do companheiro de equipa. Em terceiro apareceu Jean Eric Vergne, que conseguiu manter e guardar a posição de pódio para si. António Félix da Costa terminou em quarto.

Foto de Capa: Formula E

Artigo redigido por Ana Catarina Ventura

PILOTO DO DIA

Pascal Wherlein – Impossível não escolher o jovem alemão. Fez a sua corrida, juntamente com a sua equipa e, mais importante, com o seu colega de equipa. Venceu numa pista onde já tem história – duas poles que nunca se tornaram vitórias, ou por penalidade, ou por desqualificação no fim da corrida.

A DESILUSÃO DO DIA

Edoardo Mortara – Apesar do espetáculo, não soube gerir a sua energia e acabou fora do pódio. O seu Venturi, que mostrava ser mais rápido em reta, deixou-o em quinto lugar. Mas não se pode condenar o suíço; esteve em primeiro e defendeu como pode, mas nem sempre é fácil quando o carro atrás está mais bem posicionado que nós.

Ana Catarina Ventura

Redação Bola na Rede · ver artigos