GP Eifel: Lewis Hamilton iguala Michael Schumacher em número de vitórias

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A CORRIDA: CORRIDA QUENTE EM CIRCUITO GELADO

O rugir dos carros mais rápidos do mundo regressou ao histórico circuito de Nurburgring, numa corrida que, sem ser fenomenal, ficará para a história. A principal razão para tal é o facto de um dos recordes de maior prestígio da Fórmula 1 ter sido igualado nesta prova pelo homem do costume, Lewis Hamilton. São 91 vitórias na carreira de Lewis Hamilton (Mercedes) na Fórmula 1, que assim iguala o marco de Michael Schumacher que se mantinha desde 2006. Para contextualizar, dos pilotos em competição, o mais próximo desse recorde, é Sebastian Vettel (Ferrari), em terceiro com 53 vitórias.

Este é daqueles momentos do desporto que fica para a história, e nos abre os olhos para a grandeza que estamos a assistir com Lewis Hamilton, que certamente confirmará o seu sétimo campeonato do mundo no final desta temporada, e igualará o maior dos recordes, também da lenda de seu nome Michael Schumacher.

Apesar de ser mais uma vitória para o britânico, desengane-se quem achar que não teve de trabalhar para ela. Partindo da segunda posição, atrás do colega de equipa Valtteri Bottas, Lewis Hamilton começou bem, dividindo o circuito com o finlandês nas primeiras curvas. Bottas segurou a vantagem, e seguia na frente com uma vantagem, não confortável, mas segura.

Todo esse trabalho das primeiras voltas é deitado ao lixo quando Bottas faz da sua roda dianteira-esquerda um quadrado, após um bloqueio, que ofereceu a liderança a Hamilton, e colocou o finlandês sob pressão de Max Verstappen.

Infelizmente, o pior estaria para vir, com problemas de motor a retirar o homem da pole position da corrida, um raro sinal de problemas de fiabilidade da Mercedes. A partir daqui, a batalha resumia-se a Hamilton e a Max Verstappen, que num ritmo alucinante – muito mais rápidos do que qualquer outro dos carros – fugiam na distância, com britânico a segurar uma vantagem segura, mas pouco confortável, que assim se manteve, mesmo perante o safety car no final.

O último lugar do pódio ficou à mercê dos homens do pelotão com Daniel Ricciardo (Renault) a sair por cima, dois anos e meio depois do último pódio (e vitória) no Grande Prémio do Mónaco em 2018. O australiano teve quem lhe quisesse roubar o sorriso durante toda a corrida, com Sergio Perez (Racing Point) e Lando Norris (Mclaren) a aplicar pressão e a lutar pela posição.

O mexicano ficaria pelo quarto lugar na bandeira axadrezada, contudo, Lando Norris seria afectado por problemas de fiabilidade, sendo obrigado a retirar-se da corrida. Aqui entrou o safety car que ironicamente poderá ter salvo Daniel Ricciardo, para infelicidade de Cyril Abiteboul, que terá de fazer uma tatuagem à escolha do australiano devido ao pódio.

A fechar o top 5 ficou o espanhol Carlos Sainz (McLaren), que teve uma corrida sossegada, e como de costume longe das objectivas das câmaras, mas conseguiu dez pontos essenciais para a equipa. O sexto lugar ficou reservado para Pierre Gasly (Alpha Tauri), com uma performance em muito semelhante a Carlos Sainz e se manteve distante de problemas. O francês executou a estratégia, e manteve o nível estupendo que tem demonstrado durante toda a temporada.

Luís Manuel Barros
Luís Manuel Barros
O Luís tem 21 anos e é de Marco de Canavezes, tem em si uma paixão por automobilismo desde muito novo quando via o Schumacher num carro vermelho a dominar todas as pistas por esse mundo fora. Esse amor pelas 4 rodas é partilhado com o gosto por Wrestling que voltou a acompanhar religiosamente desde 2016.                                                                                                                                                 O Luís escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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André Veras está na Tribuna VIP do Bola na Rede. É diretor-desportivo e já trabalhou em diversos clubes, entre os quais Braga, Torreense, Trofense e Anadia. Aqui, analisa o papel do dirigente desportivo em Portugal.

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