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GP Grã-Bretanha: Afinal, Lewis Hamilton trouxe-a para casa

Angelina Barreiro · 4 min

GP Grã-Bretanha: Afinal, Lewis Hamilton trouxe-a para casa
Foto: Mercedes AMG-F1

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Comentários (1)

A CORRIDA: UM AZAR DO «TOURO», UM AZAR DO «CAVALO»

Após a estreia do formato de sprint qualifying, foi a vez da corrida do GP da Grã-Bretanha ditar mais uma vitória de Lewis Hamilton (Mercedes), onde o piloto britânico, mesmo depois de ter sofrido uma penalização de 10 segundos, consegue, nas últimas três voltas, fazer deslizar o líder Charles Leclerc (Ferrari) para o segundo lugar do pódio.

Mas, vamos por partes. O arranque de corrida começa com o pole-sitter, Max Verstappen (Red Bull) e Lewis Hamilton a protagonizarem uma das lutas mais intensas, se não a mais intensa, do Campeonato até agora. Na defesa do lugar, Max Verstappen é tocado no traseiro direito pelo piloto britânico que acaba por empurrar o piloto holandês para as barreiras em Copse, num momento que até chegou a ser assustador para quem o viu e, assim, deixa o holandês fora da corrida logo na primeira volta.

Bandeira vermelha, e novo arranque seguia-se com Charles Leclerc (Ferrari) na liderança, onde passou a corrida a lutar com problemas no motor, mas a liderança não parecia estar ameaçada, até porque Lewis Hamilton tinha que cumprir com 10 segundos de penalização, até ao momento em que, realmente o foi, e acabou por acontecer mesmo pelo piloto britânico da Mercedes. Do outro lado da box, também Valtteri Bottas (Mercedes) acaba por encerrar o último lugar do pódio, com uma corrida equilibrada por parte do piloto finlandês.

Os McLaren de Lando Norris e Daniel Ricciardo garantem o quarto e quinto lugar, numa corrida em que, novamente, a equipa papaia nos mostra a consistência da qual é conhecida devido à constante credibilidade dos seus resultados.

Carlos Sainz (Ferrari) foi claramente prejudicado pela paragem na box, quando o pneu do flanco esquerdo decidiu demorar a ajustar-se no monolugar do piloto espanhol, porém, a corrida do piloto foi consistente, e soube ajustar-se a essa circunstância, tirando o melhor partido possível das voltas que restavam.

Destaque para os homens da Alpine, que conseguiram colocar-se ambos nos pontos. Uma corrida muito firme de Fernando Alonso, ficando em sétimo lugar, e Esteban Ocon a beneficiar do furo de Pierre Gasly (AlphaTauri), sendo uma das razões para que o piloto francês se tenha colocado no nono lugar da grelha final.

Para finalizar o top 10, temos Lance Stroll (Aston Martin), que conquista o oitavo lugar numa corrida passiva, e Yuki Tsunoda (AlphaTauri) finaliza com um ponto, levando o AT02 para o último lugar pontuável.

Do outro lado da box da Red Bull, Sergio Pérez acaba por ter uma das corridas mais difíceis que já vimos do piloto mexicano, colocando-se em 16.º lugar, mas tirou partido da última paragem e faz a volta mais rápida.

Em suma, Silverstone mostrou-nos, mais uma vez, um «drama», em que, desta vez, Lewis Hamilton não venceu com apenas três pneus como em 2020, mas, conseguiu recuperar de uma penalização para chegar à vitória, e consequentemente, aproximar-se de Max Verstappen na luta pelo Campeonato de Pilotos. Nisto, não há volta a dar. Porém, é só mais um azar do «Touro Vermelho» e também de um «Cavalo Rampante», pois Charles Leclerc esteve pertíssimo de dar «a alegria» aos tifosi pela primeira vez esta época.

Deste modo, deveremos estar atentos à 11.ª ronda do Campeonato, o Grande Prémio da Hungria, onde a luta entre os Red Bull e a Mercedes – entre Max Verstappen e Lewis Hamilton – com certeza, promete.

Foto de Capa: Mercedes AMG-F1

PILOTO DO DIA

Charles Leclerc (Scuderia Ferrari) – O piloto monegasco da Ferrari demonstrou uma forma inacreditável e uma capacidade assoberbante de gerir problemas quando eles apareceram, e mesmo assim conseguiu assumir a liderança até quando já não podia mais.

Também é de tirar, em parte, o chapéu à estratégia da equipa italiana, que nos têm habituado, esta época, a mostrarem-se eficazes na resolução da estratégias a que se propõe. Questiona-se, apesar disto, o uso do pneu duro a longo prazo nos seus monolugares.

Mas, lá está, faltou a merecida vitória ao piloto monegasco, mas, como bater um sete vezes campeão? Neste momento, parece que só Max Verstappen o sabe fazer.

A DESILUSÃO DO DIA

Desistência de Max Verstappen (Red Bull Racing) – O próprio piloto não é a desilusão, obviamente, mas sim a sua desistência. Num Campeonato recheado de lutas entre Max Verstappen e Lewis Hamilton, e quem viu a performance do holandês na sprint qualifying, percebe que a vontade de ver o piloto holandês em pista é muito grande, e, neste caso, sem culpa, foi parar às barreiras, sem a oportunidade de mostrar o que poderia fazer neste GP da Grã-Bretanha.

Porém, são circunstâncias de corrida, e já a própria Red Bull pareceu perdida com Sergio Pérez durante toda a corrida, perdendo, assim, uns pontos cruciais para a rival. Porém, o mais importante é perceber se Max Verstappen está a 100% após o embate, que, no fundo, acaba por ser o mais importante.

Angelina Barreiro

Redação Bola na Rede · ver artigos

Comentários 1

  1. Ailton

    Esse artigo é cheio de tendências, imparcial no relato dos factos e quem não viu assistiu fica com uma ideia errada de w Hamilton tocou e empurrou o Mac para fora da corrida. Deveria ser mais real os factos relatados de q mero artigo de opinião q por gostos de um influência a opinião dos mais desatentos. Se o toque entre os pilotos não for incidente de corrida é provável q o autor do artigo esteja a insinuar uma intenção malévola p do trás do toque nos pineus.

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