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Os 3 momentos mais marcantes de Fernando Alonso na Fórmula 1

Luís Manuel Barros · 4 min

Foto: Formula 1

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Em 2021 vamos ter de volta aos circuitos ao volante de um Fórmula 1 um dos mais talentosos, controversos e azarados pilotos da história do Desporto. O regresso do bicampeão espanhol será em terrenos familiares: na Renault, 11 anos depois da última de duas estadias na marca do losango.

Para quem está um pouco mais desatento, Fernando Alonso saiu da Fórmula 1 em 2018, após quatro temporadas sofríveis na McLaren. Com este regresso em 2021 à equipa que lhe trouxe os dois títulos mundiais que possui, vou olhar para os três momentos mais marcantes da carreira de Fernando Alonso.

3.

Primeira vitória no Grande Prémio da Hungria 2003 – Na época de 2003, os Renault não eram candidatos ao título, não, essa honra pertencia à Williams, McLaren e Ferrari. Contudo, isso não impediu que os carros amarelos e azuis se intrometessem numa ou outra corrida. O espanhol conseguiu a primeira pole position no Grande Prémio da Malásia, mas o sabor do topo do pódio só chegaria umas corridas mais tarde, no Grande Prémio da Hungria.

Alonso partiu de pole position, e conseguiu uma vitória conclusiva, com cerca de 17 segundos de vantagem para o segundo classificado Kimi Raikkonen (McLaren), e pelo caminho, aproveitando para dar uma volta de avanço ao Ferrari de Michael Schumacher, sim, esse Schumacher, que acabou por vencer o título no final da época. Uma excelente demonstração do que estaria para vir uns anos mais tarde.

2.

Grande Prémio da Europa 2012 – A época de 2012 de Fernando Alonso podia, por si só, ocupar toda esta lista. É uma das melhores épocas individuais de todos os tempos da parte de um piloto de Fórmula 1, o que pode ser considerado estranho, sabendo que terminou em segundo. Contudo, este é dos casos em que a tabela classificativa é extremamente enganosa. Fernando Alonso terminou a apenas três pontos do Red Bull de Sebastian Vettel, mas, tinha provavelmente o quarto carro mais lento da grelha durante grande parte da época. O monolugar melhorou um pouco durante a temporada, mas nunca esteve perto do nível do Red Bull, e, ainda assim, Fernando Alonso arrastou o monolugar vermelho para um quase campeonato, apenas perdido na última ronda.

Como colocar toda a época na lista é batota, vai a melhor corrida de Fernando Alonso dessa temporada, e uma das melhores da carreira, o Grande Prémio da Europa de 2012. Alonso estava a jogar em casa, no circuito de Valência, mas a qualificação correu mal e começou em 11.º. Num circuito conhecido pelas fracas oportunidades para ultrapassagem, o espanhol, graças a muita sorte e uma estratégia sublime da Ferrari (sim, isso existiu em tempos), conseguiu vencer a corrida. Uma das mais emocionais da carreira, sendo icónicas as imagens de um Alonso lavado em lágrimas no pódio.

1.

Primeiro Título da Carreira – Vamos agora para 2005, e o impensável aconteceu, a máquina Schumacher/Todt/Brawn/Ferrari quebrou. Para criar um pouco de contexto, era como se a Mercedes aparecesse para o ano com um carro ao nível do meio da tabela (um pouco como a Ferrari este ano). Nesta metáfora, a Renault seria como a Racing Point, uma equipa em clara ascensão, mas que, perante o domínio italiano, não tinha hipótese.

Porém, 2005 foi um ano em que as regras favoreceram as equipas Michelin numa tentativa de travar a monotonia e domínio completo da Ferrari e os seus Bridgestone. Duas das equipas mais beneficiadas foram a Renault e a McLaren, que batalharam durante toda a temporada. O McLaren era o carro mais rápido, porém, não vale de muito ser rápido se não chegar o fim da corrida, e o McLaren sofria imenso com isso. O Renault não era tão rápido, mas era mais consistente e fiável, e trouxe o primeiro título às mãos de Fernando Alonso.

Acabou por ser um título facilitado pelos problemas da McLaren e da Ferrari, sendo vencido a duas rondas do fim, porém, há vários momentos de grande genialidade do espanhol, como a batalha em Ímola com Michael Schumacher ou a épica corrida em Suzuka que contou com uma das melhores performances da história da parte do vencedor Kimi Raikkonen, mas onde Fernando Alonso não ficou muito atrás, terminando em terceiro após sair de 16.º. Este foi o primeiro de dois títulos que poderiam e até deveriam ser mais. Para se ter uma pequena noção, mais oito pontos durante a carreira no sítio certo, e Fernando Alonso seria pentacampeão.

Eu ainda estou cético sobre o regresso do espanhol, mas não irei desenvolver sobre esse tema, mas temos de aceitar que irá regressar um dos melhores pilotos da história, algo que não é sequer discutível.

Foto de Capa: Formula 1

Luís Manuel Barros

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