Última horaEM DIRETO: Francesco Farioli e Pablo Rosario lançam o duelo da Champions League entre FC Porto e PSV
Publicidade

IMSA 12h Sebring: Uma montanha-russa de emoções para o #02

Ana Catarina Ventura · 5 min

IMSA 12h Sebring: Uma montanha-russa de emoções para o #02
Foto: Chip Ganassi Racing

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

A CORRIDA: DRAMA DESDE O INÍCIO, MEIO E FIM

Assistimos a uma corrida de tirar o fôlego em Sebring. As 12 horas, a contarem para a IMSA, recordaram-nos de como é importante ver toda a corrida, mesmo até ao fim. Mas a história começa-se pelo início, com o trio Albuquerque, Stevens e Taylor a partirem de terceiro no Acura #10 nos DPi; Andrade, Fanao e Deletraz de 6 com o Oreca #8 para os LMP2; Barbosa, Willsey e Jakobsen a saírem de sétimo no #33 da Sean Creech Motorsport nos LMP3.

Quem nem começou a corrida foi o carro #36 da Andretti Autosport, com problemas na volta de formação e por ali ficou. Também teve menos sorte o #01 cadillac, que abdicou da primeira posição de onde saíra por problemas relacionados com o motor. #33 também com saída de pista no início da corrida. Apesar de tudo, um começo de corrida calmo e sem grandes problemas.

O mesmo não se pode dizer com quase três horas passadas. O carro #6 de Alec Udell perdeu a traseira na primeira curva, rodou e fez com que o #81 de Montoya (líder lmp2) batesse nele e no #1 que ia à sua frente, fazendo com que o LMP2 se retirasse da corrida e o GTD um furo. Full Course Yellow acionado para se limpar peças e partes partidas do Dragon Racing de Montoya

Pela corrida dentro, existiu outros incidentes, como o #66 Gradient Racing que rodou, bateu com a traseira no muro de pneus e fez um furo. Acabou por parar entre duas curvas e mais um FCY com direito a Safety-Car. O #12 VasserSullivan, que estava com problemas no pneu esquerdo durante a sua paragem nas boxs, acabou mesmo por ficar sem ele ainda em pleno FCY. O #8 da Tower Motorsport rodou depois de um ligeiro toque com um Ferrari e o #20 da High Class Racing, para não tocar no carro #8, desviou-se e na relva, levou a publicidade para a box.

E ainda a ser mencionado, na saída da box, Will Stevens passou pelo lado errado da saída e foi penalizado, caindo bastantes na classificação. Foram bastantes erros e muitas bandeiras amarelas e situações onde os pilotos tinham de seguir o delta. No total, 38 voltas em Full Course Yellow.

Mas a emoção das 12h chegaria toda nos últimos momentos da mesma, com o #02 a envolver-se em dois incidentes distintos e ainda a receber uma penalização. O primeiro toque foi com o LMP3 #13 AWA, que lhe deu um drive-through.

Servida essa penalização, foi o #5 JDC Miller MotorSports que liderou a corrida por momentos, até se encontrarem em pista e Bamber, piloto do #02, ultrapassar o então líder. Momentos mais tarde, mais um toque de Bamber, nesta vez, com o AF Corse #21. Mesmo com o último incidente, o carro da Cadillac Racing ultrapassou novamente o #5 e, com 45 minutos para o fim, protegeu a liderança até ao fim. Terminou a seis segundos do #5 e a 14 segundos do terceiro lugar, #31 da Whelen Engineering Racing. Pódio de Cadillacs.

Filipe Albuquerque terminou logo a seguir, em quarto lugar. Esperaram por um Safety-Car que nunca chegou, e como o português afirmou nas redes sociais, “não me lembro de alguma vez fazer 5horas sem safety-car principalmente em Sebring.”

Nos LMP2, foi o #52 da PR1 Mathiasen Motorsport que venceu à categoria com Keating, Jensen e Huffaker ao volante, no segundo lugar do pódio ficou a Racing Team Nederland #29, com Van Eerd, Van der Garde e Murry; no último lugar do pódio ficou o #18 da Era Motorsport, com Merriman, Tilley e Dalziel.

Na categoria de LMP3, um pódio e vitória portuguesa, com Barbosa, Jakobsen e Willsey no #33 da Sean Creech Motorsport a ficar em primeiro lugar, logo seguido do #30 da Jr III Racing com Balogh, Grist e Dickerson e em terceiro o #38 da Performance Tech Motorsports com Goldburg, Lindh e Shields.

Mais abaixo, nos GTD PRO, foi a Corvette Racing que levou a melhor e venceu à categoria, com Garcia, Taylor e Catsburg no #3, seguidos do #63 da TR3 Racing com Mapelli, Caldarelli e Bartolotti. Para fechar o pódio, a WheatherTech Racing #97 com McNeil, Gounon e Engel.

Terminando a tabela, nos GTD, venceu a Cetilar Racing #47 com um Ferrari e pilotos Lacorte, Semagiotto e Fuoco. Em segundo lugar ficou Skeen, McAleer e Juncadella no #32 da Gilbert Korthoff Motorsports e em último lugar do pódio a AF Corse #21 com Foley, Auberlen e Dinan.

Foto de Capa: Chip Ganassi Racing

Artigo redigido por Ana Catarina Ventura

PILOTO DO DIA

Earl Bamber – Cedeu à pressão nos dois momentos abordados e podia ter desistido mentalmente da corrida. Mas foi mais longe do que se calhar sonhava, ao chegar à vitória, mesmo depois de 15/20 minutos de “up and downs”. Hoje pode celebrar com toda a certeza de que foi uma vitória merecida, para a equipa e para si, enquanto indivíduo.

DESILUSÃO DO DIA

Will Stevens – Não poderemos crucificá-lo para sempre. Mas foi um erro quase de novato para um piloto que já faz isto há algum tempo. Foi algo que não ficou bem ao britânico, e só os “e se?” saberão o que poderia ter acontecido se não fosse a penalização que o #10 recebeu.

Ana Catarina Ventura

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Luuk de Jong | O que poderia ter sido no Dragão sem lesões

A passagem de Luuk de Jong pelo FC Porto deixa uma sensação de que poderia ter sido muito mais marcante se as lesões não tivessem surgido pelo caminho. Apesar das dificuldades físicas que enfrentou, o avançado neerlandês demonstrou qualidades que justificavam a confiança depositada nele e que faziam acreditar num contributo importante para a equipa azul e branca. Luuk de Jong é um ponta de lança com características muito próprias. A sua capacidade de jogar de costas para a baliza, a força no jogo aéreo, o sentido de posicionamento e a eficácia na finalização fazem dele um avançado capaz de resolver jogos e oferecer soluções diferentes no ataque. Num clube como o FC Porto, habituado a lutar por títulos e a competir ao mais alto nível, estas qualidades poderiam ter sido fundamentais, sobretudo nos momentos em que a equipa precisava de alguém capaz de transformar cruzamentos e oportunidades em golos.

Miguel Costa · 2 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.