Incerteza, emoção e velocidade: eis o WRC em 2017

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A Citroen era talvez, a par da Volkswagem, a principal equipa para o WRC 2017. Sem os alemães, a marca francesa passa a ter o que parece ser o melhor carro dos quatro, na minha opinião.

O C3 WRC tem tudo para ser um carro bem nascido, pelo menos parece sê-lo. A marca gaulesa tem um historial tremendo no WRC, dominando de 2004 a 2012, por intermédio de Sébastien Loeb. Foram três carros – Xsara WRC, C4 WRC e DS3 WRC. O domínio da marca era tão grande que conseguiu estar fora em 2005, para preparar o C4, embora a equipa corresse através da Kronos neste ano, um pouco como aconteceu em 2016, quando a equipa saiu do campeonato, entregando a sua participação à PH Sport, de forma a preparar a tempo inteiro esta temporada.

Aos comandos do C3 vão estar quatro pilotos, mas só três como pilotos de ponta. Kris Meeke é o principal piloto da equipa francesa, depois de uma temporada de 2016 muito boa, a sua melhor no WRC, onde venceu o Rali de Portugal e o da Finlândia. Meeke é um piloto que muito aprecio desde que o vi no “meu” Rali dos Açores, em 2009, e parece estar a confirmar todas as suas capacidades, mesmo que um pouco mais tarde que o esperado.

Fonte: Citroen
Fonte: Citroen

Stéphane Lefebvre e Craig Breen começaram a temporada a meio gás, no seu acompanhamento a Meeke. O francês estará aos comandos do C3 em Monte Carlo e no México, estando na Suécia e na Argentina com o velhinho DS3 WRC. Já Breen, fará o programa oposto. Na Córsega, estarão os três de C3 WRC e, a partir de Portugal, estarão sempre no novo carro. São dois pilotos com muito futuro, mas que não estão ainda no nível certo para poderem lutar pelo título, podendo, no entanto, lutar pela vitória numa ou noutra corrida, em condições especiais. Em Portugal, entra em ação, também, Khalid Al Qassimi, que fará seis provas em 2017.

A Citroen parece apresentar o melhor carro, mas a linha de pilotos é talvez a mais desequilibrada entre as quatro equipas, a nível de experiência. Voltar aos títulos é algo que pode acontecer através de Meeke, mas ter o que me parece ser o melhor carro, provavelmente não será suficiente.

Rodrigo Fernandes
Rodrigo Fernandeshttp://www.bolanarede.pt
O Rodrigo adora desporto desde que se lembra de ser gente. Do Futebol às modalidades ditas amadoras são poucos os desportos de que não gosta. Ele escreve principalmente sobre modalidades, por considerar que merecem ter mais voz. Os Jogos Olímpicos, por ele, eram todos os anos.                                                                                                                                                 O Rodrigo escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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