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Sporting CP 3-6 SL Benfica: Fator casa. Será que existe?

Redação BnR · 7 min

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As decisões do campeonato nacional de futsal vieram para o Pavilhão João Rocha, a casa das modalidades do Sporting CP. Os “leões” venceram o jogo um e queriam vencer o segundo para estar apenas a uma partida de voltar a sagrarem-se campeões nacionais. Já, o SL Benfica chegava a este jogo à procura de uma vitória para respirar melhor na final do play-off. Partida com pavilhão cheio na esperança de ver mais um belo jogo da modalidade.

Primeiros instantes da partida e o perigo já rondava a baliza “encarnada”. Cardinal a aparecer bem na ala esquerda e fez um grande remate de primeira depois de uma reposição de bola no lado contrário. Roncaglio abordou mal o lance e não segurou a bola, que embateu no poste.

Foi quase um “frango” o guarda-redes brasileiro do SL Benfica, mas tudo controlado neste lance. Porém, pouco tempo corrido e iria surgir o golo do Sporting.

Aos quatro minutos, perda de bola de Bruno Coelho no meio campo e o pior veio logo no lance seguinte. Merlim só teve de conduzir um ataque de três para um e passar a Dieguinho, que escolheu o poste contrário e marcou o primeiro da noite. Estava desfeita a igualdade no marcador e o Pavilhão João Rocha ia abaixo. O placar marcava agora 1-0 a favor dos “verdes e brancos”.

Um jogo algo atrapalhado das duas equipas e com muitas paragens, o que dificultava um bom ritmo de jogo. Tínhamos uma equipa “encarnada” com poucas ideias de jogo, tentando sempre as bolas pelo ar, mas sem efeito nenhum. Já com metade da primeira parte, o jogo pouca emoção dava aos adeptos porque o perigo perto da baliza não existia.

Ao minuto 12, Leo fez um mau passe com Fits a estar muito atento e a recuperar. O pivô brasileiro passou para Robinho que não finalizou da melhor maneira e Guitta defendeu com alguma facilidade a bola para canto. Os “encarnados” chegavam com perigo apenas com estas recuperações de bola.

Apesar de alguns remates em ambas as balizas, o jogo ficava aborrecido para os adeptos. Para quem viu uma grande exibição de ambas as equipas no jogo 1 do play-off este ficou muito aquém do esperado.

Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

A faltar poucos segundos para o término da primeira metade, Robinho fez um bom remate de “bico”, tal como mandam as regras naquela posição, mas Guitta estava muito atento e defendeu a bola com a perna. Esta foi a última oportunidade de grande perigo da primeira parte.

Perigo, esse já não mais rondou nenhuma das duas balizas e as três formações foram para o intervalo com a vantagem mínima dos “leões”. Pedia-se muito mais a Sporting e Benfica para que a outra metade do encontro fosse digna de uma final do campeonato nacional.

O Benfica começou a segunda parte com mias bola e começou, desde cedo, à procura de inverter a desvantagem no marcador. Logo ao minuto dois da segunda parte, Chaguinha cria grande perigo através de um remate à entrada da área. O guarda-redes dos “leões” defendeu e negou assim o empate aos “encarnados”.

Ainda assim, o jogo continuava aquém das expectativas. Cinco minutos decorridos na segunda parte e parecia que faltava um golo para animar a partida. E o golo apareceu mesmo, numa altura em que nem uma nem outra equipa estavam a fazer muito por isso. André Coelho, na marcação de um livre, remata para o poste direito e a bola abana a baliza de Guitta. Estava feito o empate.

O Sporting não demorou a responder e instantes depois conseguiu ameçar através de Merlim. O número 29 dos “leões” cobrou o livre à entrada da área, mas Roncaglio disse “presente” e negou o 2-1.

O jogo começava a aquecer e os guarda-redes foram chamado a intervir mais vezes. No minuto seguinte, Guitta defende a bola depois de duas investidas de André Coelho e Tiago Brito. Aos sete minutos e meio. minutos, o Benfica dilata ainda mais a vantagem: Fábo Cecílio marcou um grande golo a uma distância ainda considerável da área. A bola parece ter sofrido um desvio. A emoção que estava a faltar até então começava a aparecer e o Benfica via-se a vencer no pavilhão do seu adversário. O ritmo do jogo aumentou bastante, sim, mas a verdade é que assim não permaneceu durante muito tempo.

Já tinha passado um pouco mais de metade da segunda parte e o Benfica recuou um pouco, dando mais iniciativa ao Sporting. Aos 12 minutos, Leo faz um remate forte, mas estava lá Bruno Coelho faz um corte soberbo e festeja como se de um golo se tratasse. Instantes seguintes, foi a vez de Merlim desequilibrar passando por três adversários, mas na altura do remate, a bola passa uns centímetros ao lado. Aos 13 minutos, Dieguinho faz um remate cruzado, mas a bola passa ao lado. O passe foi de Cavinato depois de uma reposição de bola.

Segundos depois da tentativa de Dieguinho, foi a vez de Cecílio criar um lance de perigo para as “águias”. Cecílio cruzou a bola para o poste, mas Chaguinha chega atrasado e não consegue finalizar.

O perigo do Benfica acabou por dar frutos, pois 37 segundos depois, aos 14 minutos do segundo tempo, o cinco para quatro faz do Benfica faz estragos. Robinho recebe o passe feito pelas costas de Fits e marca o terceiro da noite para a equipa de Joel Rocha.

Depois de se ver em desvantagem por dois golos, o Sporting aposta num cinco para quatro e deixa-se mais vulnerável. Mais exposta na defesa, os “leões” acabaram mesmo por sofrer o quarto depois de uma bola perdida a meio-campo. Cecílio aproveitou a desatenção dos tricampeões nacionais e dilatou ainda mais a vantagem.

Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Mas o jogo estava longe de acabar por aqui. A faltar dois minutos para o final da partida, Cavinato fatura para a equipa da casa depois de um passe espetacular de Merlim. Este golo deu impulso à equipa de Nuno Dias que marcou logo o terceiro, diminuindo assim a desvantagem para um golo. Nova jogada de cinco para quatro com Dieguinho no primeiro poste e depois Cavinato a finalizar novamente.

Como todos sabem, dois minutos em futsal é muito tempo e tudo podia acontecer. O pavilhão estava ao rubro e a equipa “verde-e-branca” estava à procura do empate. Depois de uma investida de Merlim, que tentou a sorte ao rematar, a esperança dos sportinguistas desvaneceu-se um pouco. Roncaglio agarra a bola e atira de uma baliza para a outra fazendo o quinto da sua equipa. O Sporting continuou a arriscar no cinco para quatro, mas foi mesmo o Benfica que acabou por marcar. Bruno Coelho rematou antes do apito e, apesar de a bola ter passado a linha depois do apito final, o golo foi contabilizado, pois o remate é feito antes e assim ditam as regras do futsal.

Um jogo que nem sempre foi muito bem jogado e em que o Benfica foi mais feliz fora do seu reduto. Eliminatória empatada, com uma vitória para ambas as equipas que, já no próximo domingo, enfrentam-se para disputar o terceiro jogo da final.

 

CINCOS INICIAIS

Sporting CP – Guitta (GR), Cardinal, Erick, João Matos, Pany Varela

SL Benfica – Roncaglio (GR), Marc Tolrá, Robinho, Chaguinha, Bruno Coelho

A FIGURA

Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Robinho – Um desequilibrador nato que costuma causar estragos neste tipo de jogos. E hoje não foi exceção. Robinho que não esteve tão ativo no primeiro jogo do final do play-off, hoje, teve irrepreensível. O jogador russo mostrou o porquê de ser um jogador decisivo quando é necessário.

O FORA DE JOGO

Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Leo – O brasileiro este muito apagado durante todo o jogo. Não foi muitas vezes utilizado, mas a verdade é que assim que diversas vezes em que foi chamar a intervir, Leo nem sempre foi feliz.

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Sporting CP

BnR: O Sporting entrou algo atrapalhado na segunda parte. O que se passou à equipa para entrar desta forma depois do intervalo?

Nuno Dias: De facto não começamos bem a segunda parte. Nesse aspeto o Benfica foi superior. Alias, convém que eu diga isto já: o Benfica foi um justo vencedor. O Benfica conseguiu adaptar-se melhor às regras de jogo hoje. O Miguel Ângelo a empurrar a barreira mas na frente de toda a gente, esse lance acaba por dar o segundo golo deles. Mas isto em nada justifica a nossa derrota.

Hoje houve uma excessiva forma agressiva em defender os nossos pivots. Foram mais inteligentes em perceber as regras do jogo. E há que dar os parabéns por isso. Geriram muito bem a vantagem, muito melhor do que nós. No jogo ganha quem é mais eficaz e o Benfica acabou por sê-lo e foi também superior numa maior percentagem de tempo.

 

SL Benfica

BnR: Acha que a eficácia foi a vencedora neste jogo? O que pode dizer aos adeptos para o próximo jogo em casa?

Joel Rocha: Em relação à questão da eficácia vai sempre assim. A pessoa que for mais eficaz vai sempre vencer. No último jogo, o Benfica finalizou muito no jogo um, mas perdeu. Hoje não tivemos tantas ocasiões, mas tivemos melhores e fomos mais frios na decisão.

Quanto aos adeptos, quero agradecer o apoio dos adeptos de segunda feira e tenho a certeza de que vão encher o pavilhão no domingo. Tenho a plena convicção de que vão transformar o nosso pavilhão da Luz no mini “Inferno da Luz”. Nós queremos muito a reconquista. Tanto equipa como adeptos e sempre que precisámos, eles estiveram presentes. E tenho a plena convicção de que assim vai continuar.

 

Rescaldo com opinião de Inês Santos e João Barbosa
Foto de capa: Carlos Silva/Bola na Rede

 

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